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Diagnóstico e seguimento da diabetes gestacional

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Resumo:A Diabetes Gestacional (DG) é uma das doenças mais comuns desenvolvidas durante a gravidez, estando descrita há mais de 50 anos. É caracterizada essencialmente pelo aumento dos níveis de glucose no sangue, potenciado pelo aumento de hormonas da gravidez, associadas a uma desregulação patológica de vários sistemas de órgãos. Apesar desta doença se resolver normalmente após o parto, a sua prevalência tem vindo a aumentar ao longo dos anos, aumentando, assim, a morbilidade para outras doenças, como a Diabetes Mellitus tipo 2. O diagnóstico da DG passa pela avaliação da glicémia em jejum em todas as grávidas no início da gravidez. Caso os valores estejam normais, realiza-se uma prova de tolerância oral à glucose (PTOG) entre as 24 e 28 semanas de gestação. Se nessa altura os valores forem superiores aos valores de referência, deve iniciar-se educação alimentar e comportamental, e, se necessário, uma abordagem terapêutica. As complicações da DG a longo prazo, tanto para a mãe como para a criança, podem ser ou não evitáveis: mesmo assim, a adoção de medidas preventivas durante a gestação, recorrendo à terapêutica farmacológica ou não farmacológica, minimizam os seus efeitos. No mesmo sentido, a vigilância antes do parto, tanto glicémica como obstétrica, feita por uma equipa multidisciplinar, torna-se fundamental na monitorização da DG e na avaliação da necessidade de implementar medidas farmacológicas. A gravidez não deve ultrapassar as 39 semanas, e o trabalho de parto, espontâneo ou induzido, com preferência para a via vaginal, deve evoluir sob monitorização fetal contínua. O controlo glicémico continua a dever estar bastante presente, recorrendo-se a infusões de insulina ou dextrose conforme necessário. Passadas 6 a 8 semanas pós-parto, deve-se fazer uma reavaliação da DG e, caso os valores estejam normais, deve-se proceder a um controlo anual da glicémia plasmática em jejum. A longo prazo, é importante estabelecer uma ligação com os vários profissionais de saúde, para que o seguimento e monitorização da mãe e criança continue a ser feito.
Autores principais:Martins, Carolina Sofia de Sousa Pinheiro dos Santos
Assunto:Diabetes gestacional Gravidez Hiperglicemia Diagnóstico Vigilância Mestrado integrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Diabetes Gestacional (DG) é uma das doenças mais comuns desenvolvidas durante a gravidez, estando descrita há mais de 50 anos. É caracterizada essencialmente pelo aumento dos níveis de glucose no sangue, potenciado pelo aumento de hormonas da gravidez, associadas a uma desregulação patológica de vários sistemas de órgãos. Apesar desta doença se resolver normalmente após o parto, a sua prevalência tem vindo a aumentar ao longo dos anos, aumentando, assim, a morbilidade para outras doenças, como a Diabetes Mellitus tipo 2. O diagnóstico da DG passa pela avaliação da glicémia em jejum em todas as grávidas no início da gravidez. Caso os valores estejam normais, realiza-se uma prova de tolerância oral à glucose (PTOG) entre as 24 e 28 semanas de gestação. Se nessa altura os valores forem superiores aos valores de referência, deve iniciar-se educação alimentar e comportamental, e, se necessário, uma abordagem terapêutica. As complicações da DG a longo prazo, tanto para a mãe como para a criança, podem ser ou não evitáveis: mesmo assim, a adoção de medidas preventivas durante a gestação, recorrendo à terapêutica farmacológica ou não farmacológica, minimizam os seus efeitos. No mesmo sentido, a vigilância antes do parto, tanto glicémica como obstétrica, feita por uma equipa multidisciplinar, torna-se fundamental na monitorização da DG e na avaliação da necessidade de implementar medidas farmacológicas. A gravidez não deve ultrapassar as 39 semanas, e o trabalho de parto, espontâneo ou induzido, com preferência para a via vaginal, deve evoluir sob monitorização fetal contínua. O controlo glicémico continua a dever estar bastante presente, recorrendo-se a infusões de insulina ou dextrose conforme necessário. Passadas 6 a 8 semanas pós-parto, deve-se fazer uma reavaliação da DG e, caso os valores estejam normais, deve-se proceder a um controlo anual da glicémia plasmática em jejum. A longo prazo, é importante estabelecer uma ligação com os vários profissionais de saúde, para que o seguimento e monitorização da mãe e criança continue a ser feito.