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Diabetes e osso: da prevenção à terapêutica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Atualmente, a diabetes mellitus é considerada uma das doenças não transmissíveis mais comuns a nível mundial. É identificada como uma das principais causas de morte dos países desenvolvidos e constitui um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. A predisposição genética associada, a adoção de um estilo de vida pouco saudável, aliados a um aumento da esperança média de vida da população, parecem ser fatores que contribuem para a incidência e prevalência desta patologia. A presente monografia tem como objetivo sistematizar a informação científica existente até ao momento acerca da diabetes e do metabolismo ósseo, estabelecendo uma possível relação de causalidade entre ambas com o possível aumento do risco de fratura óssea. Estudos mais recentes sugerem que as complicações decorrentes da diabetes e de alguns fármacos utilizados no seu tratamento, podem contribuir para um aumento do risco de fratura óssea, que se verifica tanto na diabetes mellitus tipo 1 como na diabetes mellitus tipo 2. Este risco acrescido deve-se não só a alterações na microestrutura óssea, resultantes de mecanismos fisiopatológicos da doença, como também a outras complicações que possam surgir com a progressão da doença. A prevalência global das complicações macro e microvasculares associadas à diabetes tem vindo a aumentar em grande proporção. Por sua vez, estas alterações nos vasos de pequeno calibre, levam a retinopatias, neuropatias e sobretudo nefropatias diabéticas. Estas últimas fazem da diabetes uma das principais causas do desenvolvimento de Insuficiência Renal Crónica. Consequentemente, as anormalidades ósseas associadas a esta patologia aumentam significativamente a mortalidade dos doentes com diabetes. Assim, embora estas alterações metabólicas pareçam interferir na arquitetura óssea e no processo de remodelação óssea, é ainda controverso o seu contributo para o aumento do risco de fratura nos doentes diabéticos. Por esta razão, têm sido realizados cada vez mais estudos que pretendem evidenciar o potencial impacto negativo desta doença e outros fatores associados no tecido ósseo.
Autores principais:Anselmo, Marta Alves
Assunto:Diabetes mellitus Antidiabéticos orais Risco de fratura Doença renal crónica Mestrado Integrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Atualmente, a diabetes mellitus é considerada uma das doenças não transmissíveis mais comuns a nível mundial. É identificada como uma das principais causas de morte dos países desenvolvidos e constitui um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. A predisposição genética associada, a adoção de um estilo de vida pouco saudável, aliados a um aumento da esperança média de vida da população, parecem ser fatores que contribuem para a incidência e prevalência desta patologia. A presente monografia tem como objetivo sistematizar a informação científica existente até ao momento acerca da diabetes e do metabolismo ósseo, estabelecendo uma possível relação de causalidade entre ambas com o possível aumento do risco de fratura óssea. Estudos mais recentes sugerem que as complicações decorrentes da diabetes e de alguns fármacos utilizados no seu tratamento, podem contribuir para um aumento do risco de fratura óssea, que se verifica tanto na diabetes mellitus tipo 1 como na diabetes mellitus tipo 2. Este risco acrescido deve-se não só a alterações na microestrutura óssea, resultantes de mecanismos fisiopatológicos da doença, como também a outras complicações que possam surgir com a progressão da doença. A prevalência global das complicações macro e microvasculares associadas à diabetes tem vindo a aumentar em grande proporção. Por sua vez, estas alterações nos vasos de pequeno calibre, levam a retinopatias, neuropatias e sobretudo nefropatias diabéticas. Estas últimas fazem da diabetes uma das principais causas do desenvolvimento de Insuficiência Renal Crónica. Consequentemente, as anormalidades ósseas associadas a esta patologia aumentam significativamente a mortalidade dos doentes com diabetes. Assim, embora estas alterações metabólicas pareçam interferir na arquitetura óssea e no processo de remodelação óssea, é ainda controverso o seu contributo para o aumento do risco de fratura nos doentes diabéticos. Por esta razão, têm sido realizados cada vez mais estudos que pretendem evidenciar o potencial impacto negativo desta doença e outros fatores associados no tecido ósseo.