Publicação
Síndrome de Asherman : novas perspetivas terapêuticas
| Resumo: | A Síndrome de Asherman (SA) é um conjunto de manifestações clínicas patológicas como a infertilidade e as alterações menstruais, na presença de sinéquias uterinas (SU). Estas surgem após o trauma uterino, em útero gravídico ou não gravídico, sendo a curetagem uterina a sua principal causa. Após o seu diagnóstico histeroscópico, os tratamentos atuais dedicam-se a tentar estabelecer a patência morfológica e funcional da cavidade uterina, bem como evitar a recorrência das SU. Em casos graves, refratários a esta abordagem, investigam-se atualmente terapêuticas alternativas. As células estaminais adultas residentes no endométrio podem ser um alvo terapêutico importante, visto que se encontram qualitativa ou quantitativamente disfuncionais na SA. A terapia celular com células estaminais derivadas da medula óssea (CEDMO) é já uma linha terapêutica bem-sucedida para várias patologias não relacionadas com tecidos hematopoiéticos. As linhas de investigação tentam hoje perceber se é possível aplicar o mesmo racional no endométrio. Esta revisão seletiva dos trabalhos realizados acerca deste tópico mostra que estudos em modelos animais e em humanos demonstram enxerto das células estaminais circulantes a nível uterino e proliferação de células estaminais no tecido, com uma normalização menstrual e a recuperação da fertilidade, podendo significar uma cura para doentes com SA refratária aos métodos convencionais. No entanto, ainda não são completamente compreendidos quais os tipos de células envolvidos na regeneração do endométrio após o transplante, nem quais os mecanismos subjacentes. |
|---|---|
| Autores principais: | Patrício, João Nuno Almiro |
| Assunto: | Síndrome de Asherman Células estaminais Endométrio Terapia celular Medula óssea Ginecologia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Síndrome de Asherman (SA) é um conjunto de manifestações clínicas patológicas como a infertilidade e as alterações menstruais, na presença de sinéquias uterinas (SU). Estas surgem após o trauma uterino, em útero gravídico ou não gravídico, sendo a curetagem uterina a sua principal causa. Após o seu diagnóstico histeroscópico, os tratamentos atuais dedicam-se a tentar estabelecer a patência morfológica e funcional da cavidade uterina, bem como evitar a recorrência das SU. Em casos graves, refratários a esta abordagem, investigam-se atualmente terapêuticas alternativas. As células estaminais adultas residentes no endométrio podem ser um alvo terapêutico importante, visto que se encontram qualitativa ou quantitativamente disfuncionais na SA. A terapia celular com células estaminais derivadas da medula óssea (CEDMO) é já uma linha terapêutica bem-sucedida para várias patologias não relacionadas com tecidos hematopoiéticos. As linhas de investigação tentam hoje perceber se é possível aplicar o mesmo racional no endométrio. Esta revisão seletiva dos trabalhos realizados acerca deste tópico mostra que estudos em modelos animais e em humanos demonstram enxerto das células estaminais circulantes a nível uterino e proliferação de células estaminais no tecido, com uma normalização menstrual e a recuperação da fertilidade, podendo significar uma cura para doentes com SA refratária aos métodos convencionais. No entanto, ainda não são completamente compreendidos quais os tipos de células envolvidos na regeneração do endométrio após o transplante, nem quais os mecanismos subjacentes. |
|---|