Publicação
Caracterização nutricional de farinha de grilo (Acheta domesticus) no contexto da alimentação humana e animal
| Resumo: | Este trabalho teve como objetivo determinar as características nutricionais da farinha de grilo da espécie Acheta domesticus em diferentes épocas do ano, bem como avaliar eventuais variações. Determinaram-se teores de matéria seca, cinza, proteína bruta, gordura bruta, assim como o perfil de minerais presentes em lotes de farinha de grilo colhidas ao longo do ano e especificamente no contexto da alimentação animal e humana. Para quantificar esses parâmetros, utilizou-se o método de Kjeldahl para o teor de azoto total, Soxhlet para o teor de gordura bruta, secagem em estufa (103 ºC) para o teor de matéria seca, e incineração (550 ºC) para o teor de cinza. A determinação dos minerais foi realizada por espetrometria de emissão ótica com plasma indutivamente acoplado. As amostras de grilos, criadas em condições controladas, realizaram o seu ciclo de vida no outono, inverno e primavera. Os resultados revelaram que, independentemente da época do ano, o grilo-doméstico tem elevados teores proteicos (~70%), baixos teores de gordura bruta (14,5%), cinza (4,5%) e teores elevados de P (733 -1015 mg/100g de MS), Mn (1,97 – 3,79 mg/100g de MS), Cu (1,84-2,86mg/100g de MS) e Zn(16,06 – 22,27 mg/100g de MS. Estes resultados sugerem que, em condições de temperatura, humidade e dieta controladas, a estação do ano ou o fotoperíodo não influenciam significativamente a composição nutricional desta espécie de grilo. Fatores como a proporção de fêmeas e machos podem explicar algumas variações observadas, pois está descrito que as fêmeas têm mais gordura e menos proteína. No entanto é importante futuramente alargar o estudo, realizando outras analises, nomeadamente de teores de aminoácidos ou de ácidos gordos, para se entender melhor o que pode causar diferenças na composição nutricional de grilos-domésticos criados em cativeiro, de modo a otimizar a eficiência nutricional para consumo humano e animal. |
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| Autores principais: | Soeiro, Gonçalo Filipe Ribeiro |
| Assunto: | Acheta domesticus farinha de grilo composição nutricional minerais diferentes épocas do ano cricket flour nutritional composition mineral profile different periods of the year |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho teve como objetivo determinar as características nutricionais da farinha de grilo da espécie Acheta domesticus em diferentes épocas do ano, bem como avaliar eventuais variações. Determinaram-se teores de matéria seca, cinza, proteína bruta, gordura bruta, assim como o perfil de minerais presentes em lotes de farinha de grilo colhidas ao longo do ano e especificamente no contexto da alimentação animal e humana. Para quantificar esses parâmetros, utilizou-se o método de Kjeldahl para o teor de azoto total, Soxhlet para o teor de gordura bruta, secagem em estufa (103 ºC) para o teor de matéria seca, e incineração (550 ºC) para o teor de cinza. A determinação dos minerais foi realizada por espetrometria de emissão ótica com plasma indutivamente acoplado. As amostras de grilos, criadas em condições controladas, realizaram o seu ciclo de vida no outono, inverno e primavera. Os resultados revelaram que, independentemente da época do ano, o grilo-doméstico tem elevados teores proteicos (~70%), baixos teores de gordura bruta (14,5%), cinza (4,5%) e teores elevados de P (733 -1015 mg/100g de MS), Mn (1,97 – 3,79 mg/100g de MS), Cu (1,84-2,86mg/100g de MS) e Zn(16,06 – 22,27 mg/100g de MS. Estes resultados sugerem que, em condições de temperatura, humidade e dieta controladas, a estação do ano ou o fotoperíodo não influenciam significativamente a composição nutricional desta espécie de grilo. Fatores como a proporção de fêmeas e machos podem explicar algumas variações observadas, pois está descrito que as fêmeas têm mais gordura e menos proteína. No entanto é importante futuramente alargar o estudo, realizando outras analises, nomeadamente de teores de aminoácidos ou de ácidos gordos, para se entender melhor o que pode causar diferenças na composição nutricional de grilos-domésticos criados em cativeiro, de modo a otimizar a eficiência nutricional para consumo humano e animal. |
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