Publicação
Microbiota e doença inflamatória intestinal
| Resumo: | A Doença inflamatória intestinal (DII) consiste num distúrbio inflamatório do intestino, de etiologia incerta, prevalente na América do Norte e Europa e cuja incidência tem vindo a aumentar. As principais formas de DII são a Doença de Crohn (DC) e Colite Ulcerosa (UC) e, estas patologias parecem estar relacionadas com fatores genéticos, imunológicos, infeciosos e ambientais. Nos últimos anos, tem sido atribuída uma crescente importância à microbiota intestinal nos processos de inflamação e desenvolvimento da DII, uma vez que diversos fatores como alterações no padrão alimentar, idade, fatores genéticos, exposição a antibioterapia e outros agentes patogénicos podem conduzir a um estado de disbiose. A DII continua a ser tema de vários estudos, pois trata-se de uma patologia crónica e recidivante, caracterizada por períodos de exacerbação intercalados com outros de remissão, para a qual ainda não é conhecida a cura e, que por isso, conduz a uma diminuição da qualidade de vida do doente. A abordagem farmacológica da DII é, principalmente, centrada na resolução dos sintomas agudos e na indução da remissão da patologia, com recurso a aminossalicilatos (ASAs), corticosteróides, imunossupressores, antibióticos e agentes biológicos. No entanto, a administração de antibióticos tem sido questionada pelo facto de provocar desequilíbrios na microbiota intestinal, com possível exacerbação dos processos inflamatórios. Deste modo, a modulação da microbiota intestinal parece ser promissora não só como medida profilática mas também como terapêutica na DII. Esta monografia teve como principal objetivo a realização de uma revisão bibliográfica acerca da importância que a microbiota intestinal tem na patogénese das DII, nomeadamente na DC e UC, resumindo as interações entre microorganismos comensais e hospedeiro e os mecanismos pelos quais essa interação interfere na homeostasia da mucosa intestinal. São ainda abordados diversos fatores que contribuem para a disbiose intestinal e potenciais estratégias terapêuticas que visam esse desequilíbrio entre microorganismos na DII, como a administração de pré e probióticos ou transplante de microbiota fecal (FMT), quer enquanto agentes isolados ou como adjuvantes de fármacos imunossupressores. |
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| Autores principais: | Malaquias, Catarina Silva |
| Assunto: | Doença inflamatória intestinal Doença de crohn Colite ulcerosa Microbiota Disbiose Inflammatory bowel disease Crohn’s disease Ulcerative colitis Gut microbiota Dysbiosis Mestrado Integrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Doença inflamatória intestinal (DII) consiste num distúrbio inflamatório do intestino, de etiologia incerta, prevalente na América do Norte e Europa e cuja incidência tem vindo a aumentar. As principais formas de DII são a Doença de Crohn (DC) e Colite Ulcerosa (UC) e, estas patologias parecem estar relacionadas com fatores genéticos, imunológicos, infeciosos e ambientais. Nos últimos anos, tem sido atribuída uma crescente importância à microbiota intestinal nos processos de inflamação e desenvolvimento da DII, uma vez que diversos fatores como alterações no padrão alimentar, idade, fatores genéticos, exposição a antibioterapia e outros agentes patogénicos podem conduzir a um estado de disbiose. A DII continua a ser tema de vários estudos, pois trata-se de uma patologia crónica e recidivante, caracterizada por períodos de exacerbação intercalados com outros de remissão, para a qual ainda não é conhecida a cura e, que por isso, conduz a uma diminuição da qualidade de vida do doente. A abordagem farmacológica da DII é, principalmente, centrada na resolução dos sintomas agudos e na indução da remissão da patologia, com recurso a aminossalicilatos (ASAs), corticosteróides, imunossupressores, antibióticos e agentes biológicos. No entanto, a administração de antibióticos tem sido questionada pelo facto de provocar desequilíbrios na microbiota intestinal, com possível exacerbação dos processos inflamatórios. Deste modo, a modulação da microbiota intestinal parece ser promissora não só como medida profilática mas também como terapêutica na DII. Esta monografia teve como principal objetivo a realização de uma revisão bibliográfica acerca da importância que a microbiota intestinal tem na patogénese das DII, nomeadamente na DC e UC, resumindo as interações entre microorganismos comensais e hospedeiro e os mecanismos pelos quais essa interação interfere na homeostasia da mucosa intestinal. São ainda abordados diversos fatores que contribuem para a disbiose intestinal e potenciais estratégias terapêuticas que visam esse desequilíbrio entre microorganismos na DII, como a administração de pré e probióticos ou transplante de microbiota fecal (FMT), quer enquanto agentes isolados ou como adjuvantes de fármacos imunossupressores. |
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