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Avaliação de usos e da composição química dos óleos essenciais de algumas plantas aromáticas e medicinais utilizadas em Lisboa e Bragança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho é uma contribuição para o estudo de algumas plantas aromáticas da flora de Portugal, Achillea millefolium, Centaurium erythraea e Filipendula ulmaria, partindo de uma abordagem integrada dos saberes e práticas tradicionais e da composição química dos seus óleos essenciais. A análise etnobotânica incluiu duas zonas diferentes, uma rural (Bragança) e outra urbana, mas ainda com vestígios de alguma ruralidade (Odivelas - Lisboa), onde foram inquiridos dois grupos distintos, comerciantes de produtos naturais e consumidores. Para a análise dos óleos essenciais foram obtidas amostras de plantas silvestres colhidas em Bragança e duas amostras comerciais para cada espécie. No total dos inquiridos a espécie mais reconhecida e usada foi a Centaurium erythraea, mencionada por 77% informantes. Achillea millefolium e Filipendula ulmaria foram reconhecidas por 60% dos informantes. Os inquéritos revelam que Centaurium erythraea é usada principalmente para problemas do aparelho digestivo e diabetes, Achillea millefolium pelo seu efeito diurético e para problemas digestivos e circulatórios, enquanto a Filipendula ulmaria é usada para sintomatologias ligadas também ao aparelho digestivo e como diurético. A componente química deste trabalho, o estudo dos óleos essenciais de Achillea millefolium, Centaurium erythraea e Filipendula ulmaria, permitiu analisar as diferenças em termos de compostos voláteis entre as plantas silvestres recolhidas no meio natural e as mesmas plantas comercializadas nas lojas de produtos naturais. Os óleos essenciais isolados das três amostras analisadas de Achillea millefolium mostraram algumas diferenças nos constituintes maioritários, enquanto para os óleos essenciais extraídos das amostras de Centaurium erythraea não se encontrou correspondência em termos de grupos de compostos ou constituintes maioritários. Os óleos essenciais isolados de duas das amostras de Filipendula ulmaria, a espontânea e uma das comerciais, mostraram correspondência dos compostos maioritários, a terceira amostra comercial revelou grandes diferenças em termos da composição do óleo essencial.
Autores principais:Moura, Natacha Sofia Greno de, 1986-
Assunto:Plantas aromáticas Plantas medicinais Óleos essenciais Etnobotânica Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho é uma contribuição para o estudo de algumas plantas aromáticas da flora de Portugal, Achillea millefolium, Centaurium erythraea e Filipendula ulmaria, partindo de uma abordagem integrada dos saberes e práticas tradicionais e da composição química dos seus óleos essenciais. A análise etnobotânica incluiu duas zonas diferentes, uma rural (Bragança) e outra urbana, mas ainda com vestígios de alguma ruralidade (Odivelas - Lisboa), onde foram inquiridos dois grupos distintos, comerciantes de produtos naturais e consumidores. Para a análise dos óleos essenciais foram obtidas amostras de plantas silvestres colhidas em Bragança e duas amostras comerciais para cada espécie. No total dos inquiridos a espécie mais reconhecida e usada foi a Centaurium erythraea, mencionada por 77% informantes. Achillea millefolium e Filipendula ulmaria foram reconhecidas por 60% dos informantes. Os inquéritos revelam que Centaurium erythraea é usada principalmente para problemas do aparelho digestivo e diabetes, Achillea millefolium pelo seu efeito diurético e para problemas digestivos e circulatórios, enquanto a Filipendula ulmaria é usada para sintomatologias ligadas também ao aparelho digestivo e como diurético. A componente química deste trabalho, o estudo dos óleos essenciais de Achillea millefolium, Centaurium erythraea e Filipendula ulmaria, permitiu analisar as diferenças em termos de compostos voláteis entre as plantas silvestres recolhidas no meio natural e as mesmas plantas comercializadas nas lojas de produtos naturais. Os óleos essenciais isolados das três amostras analisadas de Achillea millefolium mostraram algumas diferenças nos constituintes maioritários, enquanto para os óleos essenciais extraídos das amostras de Centaurium erythraea não se encontrou correspondência em termos de grupos de compostos ou constituintes maioritários. Os óleos essenciais isolados de duas das amostras de Filipendula ulmaria, a espontânea e uma das comerciais, mostraram correspondência dos compostos maioritários, a terceira amostra comercial revelou grandes diferenças em termos da composição do óleo essencial.