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Adenoamigdalectomia : impacto no tratamento e persistência da síndrome da apneia obstrutiva do sono na criança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) faz parte do espetro das perturbações respiratórias obstrutivas do sono e é uma patologia de elevada prevalência na população pediátrica. Define-se como a presença de episódios recorrentes de apneias, hipopneias ou episódios mistos com alteração da normal oxigenação, ventilação e padrão do sono. Apresenta um impacto considerável na qualidade de vida dos doentes pela patologia em si e pelas comorbilidades que a acompanham, aumentando o risco de hipertensão, disfunção cardíaca e síndrome metabólica na idade adulta. A principal causa é a hipertrofia adenoamigdalina, sendo o principal tratamento a adenoamigdalectomia, que é especialmente benéfica na presença de comorbilidades, enurese, atraso do crescimento, diminuição da qualidade de vida ou com fatores de risco para SAOS persistente. Todavia, esta cirurgia apresenta uma elevada taxa de recorrência ou de persistência de sintomas, sendo os principais fatores de risco SAOS moderada-grave pré-cirurgicamente, obesidade, asma, rinite alérgica, dimensão dos adenóides, hipertrofia dos cornetos nasais inferiores, desvio do septo nasal, Mallampati 3 ou 4 e alterações da conformação facial, isoladas ou sindromáticas. O timing da cirurgia é um fator decisivo, devendo ocorrer o mais precocemente possível por forma a impedir as consequências no desenvolvimento da criança. Nas crianças com SAOS persistente após intervenção cirúrgica, existem alternativas terapêuticas, como a reeducação miofuncional, expansão maxilar rápida ou a utilização de corticosteróides e antagonistas dos leucotrienos. A persistência pós-cirúrgica da SAOS verifica-se em cerca de 25% dos doentes, é frequentemente subvalorizada e é objeto de controvérsia no que se refere à identificação de fatores preditores da persistência de sintomas e da abordagem mais eficaz destes doentes.
Autores principais:Nunes, Catarina Vital dos Santos Ferreira
Assunto:Perturbação respiratória obstrutiva do sono Síndrome da apneia obstrutiva do sono Criança Tratamento Pediatria
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) faz parte do espetro das perturbações respiratórias obstrutivas do sono e é uma patologia de elevada prevalência na população pediátrica. Define-se como a presença de episódios recorrentes de apneias, hipopneias ou episódios mistos com alteração da normal oxigenação, ventilação e padrão do sono. Apresenta um impacto considerável na qualidade de vida dos doentes pela patologia em si e pelas comorbilidades que a acompanham, aumentando o risco de hipertensão, disfunção cardíaca e síndrome metabólica na idade adulta. A principal causa é a hipertrofia adenoamigdalina, sendo o principal tratamento a adenoamigdalectomia, que é especialmente benéfica na presença de comorbilidades, enurese, atraso do crescimento, diminuição da qualidade de vida ou com fatores de risco para SAOS persistente. Todavia, esta cirurgia apresenta uma elevada taxa de recorrência ou de persistência de sintomas, sendo os principais fatores de risco SAOS moderada-grave pré-cirurgicamente, obesidade, asma, rinite alérgica, dimensão dos adenóides, hipertrofia dos cornetos nasais inferiores, desvio do septo nasal, Mallampati 3 ou 4 e alterações da conformação facial, isoladas ou sindromáticas. O timing da cirurgia é um fator decisivo, devendo ocorrer o mais precocemente possível por forma a impedir as consequências no desenvolvimento da criança. Nas crianças com SAOS persistente após intervenção cirúrgica, existem alternativas terapêuticas, como a reeducação miofuncional, expansão maxilar rápida ou a utilização de corticosteróides e antagonistas dos leucotrienos. A persistência pós-cirúrgica da SAOS verifica-se em cerca de 25% dos doentes, é frequentemente subvalorizada e é objeto de controvérsia no que se refere à identificação de fatores preditores da persistência de sintomas e da abordagem mais eficaz destes doentes.