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Aplicação da citometria de fluxo em medicina transfusional de canídeos

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Resumo:A área de medicina transfusional tem sofrido um grande desenvolvimento nas últimas décadas. Atualmente, existe um melhor conhecimento, no que diz respeito às diferenças entre os grupos sanguíneos e aos perigos de reações transfuncionais. Em canídeos estas têm maior importância quando o paciente é submetido a uma segunda transfusão, porque nesta espécie, na sua maioria, a existência de aloanticorpos não ocorre naturalmente. O antigénio DEA 1 é o antigénio com maior antigenicidade e que possui um maior risco de causar reações transfusionais. Recentemente, verificou-se que os tipos sanguíneos DEA 1.2 e 1.3, não são considerados grupos sanguíneos, mas sim uma expressão diferente do mesmo antigénio eritrocitário, o DEA 1. O objetivo deste estudo foi analisar dois métodos de tipificação, nomeadamente a expressão antigénica pela tira da Alvedia® e com a determinação antigénica pela citometria de fluxo. Através da tira imunocromatográfica, utilizando anticorpos monoclonais, e da citometria de fluxo, foi classificada a expressão antigénica, dos dadores do banco de sangue do SIAMU e de alguns pacientes que receberam transfusões, em 4 categorias com níveis crescentes de intensidade: muito fraca, fraca, normal e forte. A citometria de fluxo recorreu a anticorpos monoclonais anti DEA 1 e a anticorpos anti-ratinho secundários aos quais é acoplado o Isotiocianato de fluoresceína (FITC). Foram comparados os resultados de ambas as técnicas e houve 100% (N=56) de concordância, relativamente à classificação do tipo sanguíneo através destes dois métodos nos dadores e 87% (N=15) nos recetores. Porém ao analisar-se as intensidades do antigénio DEA 1, nos dadores DEA 1 positivos através dos dois métodos determinaram-se diferenças em 7 animais (FR=23%). Tal diferença pode dever-se facto de a classificação obtida pela citometria de fluxo ser quantitativa, enquanto que a classificação através da tira é semi-quantitativa Os pacientes que receberam transfusão foram seguidos durante aproximadamente 6 meses, e reparou-se que, quando o paciente e o dador possuem diferentes expressões do antigénio DEA 1, o recetor irá demonstrar uma população dupla de expressão antigénica indicando que a expressão do antigénio do recetor e dador são conservadas e o paciente irá recuperar a sua expressão antigénica após o desaparecimento dos eritrócitos transfundidos. Também se chegou à conclusão que a transfusão entre canídeos com expressões antigénicas diferentes não induz o aparecimento de aloanticorpos contra DEA 1.
Autores principais:Costa, Margarida Ana Machado Marta da
Assunto:Transfusão sanguínea DEA 1 citometria de fluxo tira imunocromatográfica transfusion flow cytometry immunochromatographic strip
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A área de medicina transfusional tem sofrido um grande desenvolvimento nas últimas décadas. Atualmente, existe um melhor conhecimento, no que diz respeito às diferenças entre os grupos sanguíneos e aos perigos de reações transfuncionais. Em canídeos estas têm maior importância quando o paciente é submetido a uma segunda transfusão, porque nesta espécie, na sua maioria, a existência de aloanticorpos não ocorre naturalmente. O antigénio DEA 1 é o antigénio com maior antigenicidade e que possui um maior risco de causar reações transfusionais. Recentemente, verificou-se que os tipos sanguíneos DEA 1.2 e 1.3, não são considerados grupos sanguíneos, mas sim uma expressão diferente do mesmo antigénio eritrocitário, o DEA 1. O objetivo deste estudo foi analisar dois métodos de tipificação, nomeadamente a expressão antigénica pela tira da Alvedia® e com a determinação antigénica pela citometria de fluxo. Através da tira imunocromatográfica, utilizando anticorpos monoclonais, e da citometria de fluxo, foi classificada a expressão antigénica, dos dadores do banco de sangue do SIAMU e de alguns pacientes que receberam transfusões, em 4 categorias com níveis crescentes de intensidade: muito fraca, fraca, normal e forte. A citometria de fluxo recorreu a anticorpos monoclonais anti DEA 1 e a anticorpos anti-ratinho secundários aos quais é acoplado o Isotiocianato de fluoresceína (FITC). Foram comparados os resultados de ambas as técnicas e houve 100% (N=56) de concordância, relativamente à classificação do tipo sanguíneo através destes dois métodos nos dadores e 87% (N=15) nos recetores. Porém ao analisar-se as intensidades do antigénio DEA 1, nos dadores DEA 1 positivos através dos dois métodos determinaram-se diferenças em 7 animais (FR=23%). Tal diferença pode dever-se facto de a classificação obtida pela citometria de fluxo ser quantitativa, enquanto que a classificação através da tira é semi-quantitativa Os pacientes que receberam transfusão foram seguidos durante aproximadamente 6 meses, e reparou-se que, quando o paciente e o dador possuem diferentes expressões do antigénio DEA 1, o recetor irá demonstrar uma população dupla de expressão antigénica indicando que a expressão do antigénio do recetor e dador são conservadas e o paciente irá recuperar a sua expressão antigénica após o desaparecimento dos eritrócitos transfundidos. Também se chegou à conclusão que a transfusão entre canídeos com expressões antigénicas diferentes não induz o aparecimento de aloanticorpos contra DEA 1.