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Pacientes com patologias reumáticas:estudo desenvolvimentista das significações dos doentes sobre a doença, e estudo de intervenção com metodologia sugestiva para o aumento do controlo da sintomatologia percebida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As doenças reumáticas constituem o principal motivo de consulta médica, invalidez, absentismo laboral e reforma antecipada por doença (Queiroz, 1996). O presente trabalho inclui um estudo desenvolvimentista e um estudo de intervenção. Seguindo o modelo desenvolvimentista de Joyce-Moniz e Barros (2005), o primeiro visou caracterizar os níveis das significações dos doentes com osteoartroses, discopatias e doenças reumáticas inflamatórias crónicas e sistémicas com predomínio articular, sobre três dimensões do processo de doença: adesão ao tratamento, controlo de sintomas e vivência da doença. E o segundo avaliar: a) a eficácia de uma intervenção auto-sugestiva, complementar ao tratamento médico que integrou a automonitorização reactiva e o relaxamento auto-sugestivo, na percepção da evolução, auto-eficácia e controlo sintomático destes pacientes; b) a influência da patologia reumática prevalecente, sintoma(s) prevalecente(s), idade e níveis de significação na eficácia desta intervenção. Para isso constituiu-se uma amostra de 205 pacientes adultos com as patologias supracitadas e sintomatologia diversa. A eficácia da intervenção auto-sugestiva e os seus factores moderadores foram avaliados através das seguintes variáveis: intensidade, duração, número de episódios sintomáticos, auto-eficácia e controlo percepcionados. Os resultados sugerem que: a) os níveis mais inferiores e os critérios a eles associados predominaram nas três dimensões; b) foram pouco utilizadas permanências invariáveis num mesmo nível, e sobretudo utilizados desfasamentos entre níveis, na mesma dimensão e entre dimensões diferentes; c) a intervenção auto-sugestiva foi eficaz no aumento da auto-eficácia e controlo percebidos e na diminuição da intensidade, duração e número de episódios sintomáticos percepcionados, independentemente da patologia reumática prevalecente, sintoma(s) prevalecente(s) e idade dos doentes. Embora só tenha sido possível mostrar uma tendência quanto à influência dos níveis de significação na eficácia da intervenção, este trabalho representa um importante contributo para o domínio da reumatologia, nomeadamente doentes e profissionais de saúde.
Autores principais:Jesus, Ana Filipa da Costa Pires de, 1984-
Assunto:Teses de doutoramento - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As doenças reumáticas constituem o principal motivo de consulta médica, invalidez, absentismo laboral e reforma antecipada por doença (Queiroz, 1996). O presente trabalho inclui um estudo desenvolvimentista e um estudo de intervenção. Seguindo o modelo desenvolvimentista de Joyce-Moniz e Barros (2005), o primeiro visou caracterizar os níveis das significações dos doentes com osteoartroses, discopatias e doenças reumáticas inflamatórias crónicas e sistémicas com predomínio articular, sobre três dimensões do processo de doença: adesão ao tratamento, controlo de sintomas e vivência da doença. E o segundo avaliar: a) a eficácia de uma intervenção auto-sugestiva, complementar ao tratamento médico que integrou a automonitorização reactiva e o relaxamento auto-sugestivo, na percepção da evolução, auto-eficácia e controlo sintomático destes pacientes; b) a influência da patologia reumática prevalecente, sintoma(s) prevalecente(s), idade e níveis de significação na eficácia desta intervenção. Para isso constituiu-se uma amostra de 205 pacientes adultos com as patologias supracitadas e sintomatologia diversa. A eficácia da intervenção auto-sugestiva e os seus factores moderadores foram avaliados através das seguintes variáveis: intensidade, duração, número de episódios sintomáticos, auto-eficácia e controlo percepcionados. Os resultados sugerem que: a) os níveis mais inferiores e os critérios a eles associados predominaram nas três dimensões; b) foram pouco utilizadas permanências invariáveis num mesmo nível, e sobretudo utilizados desfasamentos entre níveis, na mesma dimensão e entre dimensões diferentes; c) a intervenção auto-sugestiva foi eficaz no aumento da auto-eficácia e controlo percebidos e na diminuição da intensidade, duração e número de episódios sintomáticos percepcionados, independentemente da patologia reumática prevalecente, sintoma(s) prevalecente(s) e idade dos doentes. Embora só tenha sido possível mostrar uma tendência quanto à influência dos níveis de significação na eficácia da intervenção, este trabalho representa um importante contributo para o domínio da reumatologia, nomeadamente doentes e profissionais de saúde.