Publicação
Financiamento da iniciativa microempresarial e território
| Resumo: | As microempresas e a dinâmica a si associada são cada vez mais importantes na economia portuguesa, sobretudo pelo contributo que têm para o desenvolvimento e competitividade do território. Por isso, estudar a realidade do empresário e o que a condiciona é fundamental. Este trabalho procura entender as opções dos empresários de financiamento da empresa na sua fase inicial, em função do seu enraizamento territorial. O empresário é central na iniciativa microempresarial que se apresenta com especificidades próprias, designadamente: a) uma localidade vincada e fraca presença de objectivos de crescimento (para além da dimensão microempresarial); b) a proximidade e informalidade das relações em que se apoia; c) as características próprias que apresenta, associadas à dimensão da empresa, ao acesso à informação e à formação do empresário; d) a estrutura típica de financiamento assente maioritariamente em capitais de origem interna. Partindo do pressuposto de que à fase de lançamento da empresa se adequa mais o uso de capitais próprios (de origem interna e externa), pelas próprias características e condições desse tipo de capital que permitem uma gestão mais em conformidade com as oportunidades que vão surgindo e a apropriação de maiores ganhos, discutimos esse ideal de adequação em função das alternativas que se colocam ao microempresário. De acordo com as respostas ao inquérito a microempresários, por nós concebido, e que ilustra todo o trabalho, empresas com estruturas de capital mais ponderadas com capitais próprios revelam resultados da empresa mais fracos embora o impacte na esfera familiar e na rede social próxima seja bastante positivo. Da análise da relação entre a estrutura do financiamento e os dois factores territoriais escolhidos- disponibilidade de capital e capital relacional do empresário -escolhidos em resultado de considerarmos que potenciam a adequação do financiamento ao projecto empresarial específico, concluímos haver uma preferência dos microempresários pelo uso de capitais próprios, em detrimento de capitais alheios |
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| Autores principais: | Costa, Ana Pinheiro |
| Assunto: | iniciativa microempresarial estrutura do capital financiamento interno financiamento com capitais próprios financiamento adequado enraizamento territorial |
| Ano: | 2001 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As microempresas e a dinâmica a si associada são cada vez mais importantes na economia portuguesa, sobretudo pelo contributo que têm para o desenvolvimento e competitividade do território. Por isso, estudar a realidade do empresário e o que a condiciona é fundamental. Este trabalho procura entender as opções dos empresários de financiamento da empresa na sua fase inicial, em função do seu enraizamento territorial. O empresário é central na iniciativa microempresarial que se apresenta com especificidades próprias, designadamente: a) uma localidade vincada e fraca presença de objectivos de crescimento (para além da dimensão microempresarial); b) a proximidade e informalidade das relações em que se apoia; c) as características próprias que apresenta, associadas à dimensão da empresa, ao acesso à informação e à formação do empresário; d) a estrutura típica de financiamento assente maioritariamente em capitais de origem interna. Partindo do pressuposto de que à fase de lançamento da empresa se adequa mais o uso de capitais próprios (de origem interna e externa), pelas próprias características e condições desse tipo de capital que permitem uma gestão mais em conformidade com as oportunidades que vão surgindo e a apropriação de maiores ganhos, discutimos esse ideal de adequação em função das alternativas que se colocam ao microempresário. De acordo com as respostas ao inquérito a microempresários, por nós concebido, e que ilustra todo o trabalho, empresas com estruturas de capital mais ponderadas com capitais próprios revelam resultados da empresa mais fracos embora o impacte na esfera familiar e na rede social próxima seja bastante positivo. Da análise da relação entre a estrutura do financiamento e os dois factores territoriais escolhidos- disponibilidade de capital e capital relacional do empresário -escolhidos em resultado de considerarmos que potenciam a adequação do financiamento ao projecto empresarial específico, concluímos haver uma preferência dos microempresários pelo uso de capitais próprios, em detrimento de capitais alheios |
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