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Supervisão, formação e desenvolvimento de jovens terapeutas : estudo do desenvolvimento de competências de ajuda em psicoterapeutas em formação, no primeiro ano de prática clínica supervisionada

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Resumo:Com a presente investigação, pretendeu-se estudar o treino de terapeutas em formação na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. O principal objectivo deste estudo foi aumentar a compreensão sobre a forma como os jovens terapeutas no primeiro ano de prática clínica supervisionada se desenvolvem, quer ao nível da percepção de auto-eficácia no desempenho de competências básicas de ajuda, quer ao nível da percepção da capacidade de promoção de estratégias gerais. Para avaliar estas duas dimensões foram utilizados dois questionários: o CASES (Lent, Hill & Roffman, 2003) e o SROSES (Lamares & Conceição, 2012). Adicionalmente, para a compreensão de áreas carentes de formação específica prévia do terapeuta em treino, procurou-se perceber como evoluíam nos pacientes as seguintes dimensões: o seu funcionamento estrutural, utilizando o questionário MCMI-II (Millon,1987), a sintomatologia destes, utilizando os questionários CORE-5 (Barkham, Hardy & Mellor-Clark, 2010), CORE-OM (Barkham, Hardy & Mellor-Clark, 2010) e BSI (Derogatis, 1993) e a percepção de qualidade de sessão, recorrendo ao questionário ERES(P) (Hill & Kellems, 2002). Por fim, considerou-se importante compreender se existiam relações ou tendências entre a percepção de auto-eficácia do terapeuta e variáveis de processo e de resultado dos pacientes. Os resultados apontam para a existência de melhoria sintomatológica dos pacientes e ausência de melhoria estrutural. Adicionalmente, encontraram-se resultados que verificaram a evolução da percepção de auto-eficácia dos terapeutas, tanto ao nível do desempenho de competências básicas de ajuda, como ao nível de promoção de estratégias gerais. Por fim, verificou-se a existência de alguns resultados que apontam para a melhoria de resultados de processo e finais em três pacientes cujo terapeuta tem baixa percepção de auto-eficácia. No final, são discutidos os contributos deste estudo para a investigação na área, bem como limitações do estudo e considerações futuras.
Autores principais:Lamares, Inês Bailote
Assunto:Terapeutas Formação profissional Auto-eficácia Qualificações profissionais Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com a presente investigação, pretendeu-se estudar o treino de terapeutas em formação na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. O principal objectivo deste estudo foi aumentar a compreensão sobre a forma como os jovens terapeutas no primeiro ano de prática clínica supervisionada se desenvolvem, quer ao nível da percepção de auto-eficácia no desempenho de competências básicas de ajuda, quer ao nível da percepção da capacidade de promoção de estratégias gerais. Para avaliar estas duas dimensões foram utilizados dois questionários: o CASES (Lent, Hill & Roffman, 2003) e o SROSES (Lamares & Conceição, 2012). Adicionalmente, para a compreensão de áreas carentes de formação específica prévia do terapeuta em treino, procurou-se perceber como evoluíam nos pacientes as seguintes dimensões: o seu funcionamento estrutural, utilizando o questionário MCMI-II (Millon,1987), a sintomatologia destes, utilizando os questionários CORE-5 (Barkham, Hardy & Mellor-Clark, 2010), CORE-OM (Barkham, Hardy & Mellor-Clark, 2010) e BSI (Derogatis, 1993) e a percepção de qualidade de sessão, recorrendo ao questionário ERES(P) (Hill & Kellems, 2002). Por fim, considerou-se importante compreender se existiam relações ou tendências entre a percepção de auto-eficácia do terapeuta e variáveis de processo e de resultado dos pacientes. Os resultados apontam para a existência de melhoria sintomatológica dos pacientes e ausência de melhoria estrutural. Adicionalmente, encontraram-se resultados que verificaram a evolução da percepção de auto-eficácia dos terapeutas, tanto ao nível do desempenho de competências básicas de ajuda, como ao nível de promoção de estratégias gerais. Por fim, verificou-se a existência de alguns resultados que apontam para a melhoria de resultados de processo e finais em três pacientes cujo terapeuta tem baixa percepção de auto-eficácia. No final, são discutidos os contributos deste estudo para a investigação na área, bem como limitações do estudo e considerações futuras.