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Tumores do pulmão, novos meios de diagnóstico e terapêutica

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Resumo:O cancro do pulmão é o segundo cancro mais comum e o responsável por mais causas de morte. A taxa de incidência é elevada por todo o mundo e a taxa de mortalidade permanece elevada contrariamente a outros tipos de cancro que têm vindo a diminuir ao longo dos anos. De todos os fatores de risco envolvidos no aparecimento do cancro, o consumo de tabaco e o envelhecimento permanecem os mais relevantes. O prognóstico do cancro do pulmão é relativamente mau e na maioria dos casos deve-se aos doentes já serem diagnosticados numa fase sintomática, ou seja, numa fase já avançada do cancro do pulmão. A importância de rastrear os indivíduos de alto risco e a utilização de ferramentas de diagnóstico fiáveis e que impliquem o menor tempo possível de diagnóstico são cruciais para obtenção de um tratamento eficaz. Por estas razões têm surgido novas abordagens de diagnóstico, como o aparecimento da tomografia computorizada, os biomarcadores e as biópsias líquidas que visam obter, cada vez mais, um diagnóstico rápido e eficaz. O cancro do pulmão pode ser divido histologicamente em dois tipos, o cancro do pulmão de pequenas células e o cancro do pulmão de “não pequenas células”, sendo que o último é o mais frequente. Com esta subdivisão, com a análise individual de cada doente e consoante o estadio da doença há a possibilidade de direcionar um melhor tratamento para cada tipo de doente. Nos últimos anos ocorreram mudanças significativas na área da terapêutica dirigida aos doentes com mutações celulares mais típicas, como por exemplo as mutações EGFR, ALK e ROS1 permitindo que estes doentes recebam tratamentos individualizados com base nestes marcadores. Existem atualmente diversos ensaios clínicos, ainda em desenvolvimento, para estas terapêuticas. Outro desenvolvimento recente que veio a mudar o panorama do tratamento do cancro do pulmão foi a imunoterapia com os inibidores de checkpoint imunológico. Esta terapia já faz parte de tratamentos de primeira linha para alguns doentes com cancro do pulmão de não pequenas células, seja em monoterapia, em combinação com quimioterapia ou mesmo após a quimio e radioterapia. Estes avanços irão provavelmente diminuir as taxas de mortalidade e melhorar os resultados de sobrevivência dos doentes num futuro próximo.
Autores principais:Peixoto, Maria Ana de Oliveira Garranha
Assunto:Cancro do pulmão Biomarcadores Terapêutica dirigida Inibidores de checkpoint imunológico Mestrado Integrado -2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O cancro do pulmão é o segundo cancro mais comum e o responsável por mais causas de morte. A taxa de incidência é elevada por todo o mundo e a taxa de mortalidade permanece elevada contrariamente a outros tipos de cancro que têm vindo a diminuir ao longo dos anos. De todos os fatores de risco envolvidos no aparecimento do cancro, o consumo de tabaco e o envelhecimento permanecem os mais relevantes. O prognóstico do cancro do pulmão é relativamente mau e na maioria dos casos deve-se aos doentes já serem diagnosticados numa fase sintomática, ou seja, numa fase já avançada do cancro do pulmão. A importância de rastrear os indivíduos de alto risco e a utilização de ferramentas de diagnóstico fiáveis e que impliquem o menor tempo possível de diagnóstico são cruciais para obtenção de um tratamento eficaz. Por estas razões têm surgido novas abordagens de diagnóstico, como o aparecimento da tomografia computorizada, os biomarcadores e as biópsias líquidas que visam obter, cada vez mais, um diagnóstico rápido e eficaz. O cancro do pulmão pode ser divido histologicamente em dois tipos, o cancro do pulmão de pequenas células e o cancro do pulmão de “não pequenas células”, sendo que o último é o mais frequente. Com esta subdivisão, com a análise individual de cada doente e consoante o estadio da doença há a possibilidade de direcionar um melhor tratamento para cada tipo de doente. Nos últimos anos ocorreram mudanças significativas na área da terapêutica dirigida aos doentes com mutações celulares mais típicas, como por exemplo as mutações EGFR, ALK e ROS1 permitindo que estes doentes recebam tratamentos individualizados com base nestes marcadores. Existem atualmente diversos ensaios clínicos, ainda em desenvolvimento, para estas terapêuticas. Outro desenvolvimento recente que veio a mudar o panorama do tratamento do cancro do pulmão foi a imunoterapia com os inibidores de checkpoint imunológico. Esta terapia já faz parte de tratamentos de primeira linha para alguns doentes com cancro do pulmão de não pequenas células, seja em monoterapia, em combinação com quimioterapia ou mesmo após a quimio e radioterapia. Estes avanços irão provavelmente diminuir as taxas de mortalidade e melhorar os resultados de sobrevivência dos doentes num futuro próximo.