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Prevalência e distribuição de anomalias dentárias, através da análise de ortopantomografias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:OBJETIVOS: Avaliar a prevalência e distribuição de três anomalias dentárias: agenésias, dentes supranumerários e impactações (excluindo o terceiro molar). Como objetivo secundário, avaliar a prevalência e distribuição de terceiros molares impactados. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisadas ortopantomografias de pacientes que frequentaram as consultas de Medicina Dentária da FMDUL entre abril de 2019 e abril de 2022. Para cada anomalia, estabeleceram-se critérios de inclusão e exclusão, avaliando-se os seguintes parâmetros: sexo, idade, localização e dente, bem como, para a impactação de terceiros molares, a angulação e a patologia associada. Na análise estatística, utilizou-se o teste Qui-Quadrado (χ2) e uma significância de 95% (p=0,05). RESULTADOS: Foram analisadas 1145 ortopantomografias. Nas agenésias, a prevalência foi de 7,32%. O sexo feminino (60,87%), a faixa etária dos 12-19 anos (39,13%), a maxila (75%) e o dente 12 (22,92%) foram os mais afetados. Nos dentes supranumerários, a prevalência foi de 1,96%. O sexo masculino (85,71%), a faixa etária dos 20-29 anos (85,71%), a maxila (100%) e o dente 29 (55,56%) foram os mais afetados. Nas impactações (excluindo o terceiro molar), a prevalência foi de 2,38%. O sexo feminino (65,22%), a faixa etária dos 50- 59 anos (26,09%), a maxila (70,37%) e os dentes 13 e 23 (33,33%) foram os mais afetados. Na impactação de terceiros molares, a prevalência foi de 16,95%. O sexo masculino (50,81%), a faixa etária dos 20-29 anos (40,54%), a mandíbula (54,71%), o dente 38 (28,27%), a angulação vertical (39,01%) e a radiolucidez distal (41,18%) foram os mais prevalentes. CONCLUSÃO: As anomalias dentárias estudadas afetam sexos, faixas etárias e dentes diferentes, mas a maxila assume-se, maioritariamente, como localização preferencial. Nas impactações de terceiros molares, a angulação vertical e a radiolucidez distal são as mais prevalentes. Mais estudos com protocolos e amostras padronizados são necessários de forma reduzir o erro e clarificar os resultados.
Autores principais:Vieira, Ricardo Miguel Gomes
Assunto:Teses de mestrado - 2022 Saúde Oral
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:OBJETIVOS: Avaliar a prevalência e distribuição de três anomalias dentárias: agenésias, dentes supranumerários e impactações (excluindo o terceiro molar). Como objetivo secundário, avaliar a prevalência e distribuição de terceiros molares impactados. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisadas ortopantomografias de pacientes que frequentaram as consultas de Medicina Dentária da FMDUL entre abril de 2019 e abril de 2022. Para cada anomalia, estabeleceram-se critérios de inclusão e exclusão, avaliando-se os seguintes parâmetros: sexo, idade, localização e dente, bem como, para a impactação de terceiros molares, a angulação e a patologia associada. Na análise estatística, utilizou-se o teste Qui-Quadrado (χ2) e uma significância de 95% (p=0,05). RESULTADOS: Foram analisadas 1145 ortopantomografias. Nas agenésias, a prevalência foi de 7,32%. O sexo feminino (60,87%), a faixa etária dos 12-19 anos (39,13%), a maxila (75%) e o dente 12 (22,92%) foram os mais afetados. Nos dentes supranumerários, a prevalência foi de 1,96%. O sexo masculino (85,71%), a faixa etária dos 20-29 anos (85,71%), a maxila (100%) e o dente 29 (55,56%) foram os mais afetados. Nas impactações (excluindo o terceiro molar), a prevalência foi de 2,38%. O sexo feminino (65,22%), a faixa etária dos 50- 59 anos (26,09%), a maxila (70,37%) e os dentes 13 e 23 (33,33%) foram os mais afetados. Na impactação de terceiros molares, a prevalência foi de 16,95%. O sexo masculino (50,81%), a faixa etária dos 20-29 anos (40,54%), a mandíbula (54,71%), o dente 38 (28,27%), a angulação vertical (39,01%) e a radiolucidez distal (41,18%) foram os mais prevalentes. CONCLUSÃO: As anomalias dentárias estudadas afetam sexos, faixas etárias e dentes diferentes, mas a maxila assume-se, maioritariamente, como localização preferencial. Nas impactações de terceiros molares, a angulação vertical e a radiolucidez distal são as mais prevalentes. Mais estudos com protocolos e amostras padronizados são necessários de forma reduzir o erro e clarificar os resultados.