Publicação

As declarações do arguido

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação aborda o tema das declarações do arguido, no sentido de perceber qual a sua verdadeira natureza: se meio de prova, se meio de defesa. Procura-se aqui perceber quais os direitos e deveres do arguido de forma a entender a sua posição no processo penal português actual. Veremos que ao longo da história do processo penal português, e não só, o arguido nem sempre assumiu a posição de sujeito processual, tendo em tempos sido visto apenas como objecto de prova. Iremos revelar como o privilégio contra a auto-incriminação assumiu uma posição determinante no direito processual português, garantindo ao arguido o seu direito ao silêncio e à não auto-incri-minação, permitindo, assim que este se tornasse dono e senhor das suas declarações. Veremos em que termos as garantias de defesa do arguido e a sua liberdade para colaborar ou não com o processo são acauteladas pelo processo penal português. Para tal analisaremos o regime do artigo 357.º do Código de Processo Penal relativo à leitura e reprodução das declarações do arguido na audiência de julgamento, quando prestadas em fases anteriores, e as suas mais recentes alterações no ano de 2013. Veremos até que ponto as garantias de defesa do arguido foram afectadas pelas recentes alterações ao regime do artigo 357.º do Código de Processo Penal.
Autores principais:Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
Assunto:Processo penal Arguido Direito à não auto-incriminação Direito de defesa Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
_version_ 1866810234010337280
author Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
author_facet Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
author_role author
contributor_name_str_mv Dias, Augusto Silva
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
country_str PT
creators_json_txt [{\"Person.name\":\"Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes\"}]
datacite.contributors.contributor.contributorName.fl_str_mv Dias, Augusto Silva
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
datacite.creators.creator.creatorName.fl_str_mv Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
datacite.date.Accepted.fl_str_mv 2015-01-08T00:00:00Z
datacite.date.available.fl_str_mv 2015-05-18T14:31:16Z
datacite.date.embargoed.fl_str_mv 2015-05-18T14:31:16Z
datacite.rights.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_16ec
datacite.subjects.subject.fl_str_mv Processo penal
Arguido
Direito à não auto-incriminação
Direito de defesa
Teses de mestrado - 2015
datacite.titles.title.fl_str_mv As declarações do arguido
dc.contributor.none.fl_str_mv Dias, Augusto Silva
Repositório Científico de Acesso Aberto da ULisboa
dc.creator.none.fl_str_mv Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
dc.date.Accepted.fl_str_mv 2015-01-08T00:00:00Z
dc.date.available.fl_str_mv 2015-05-18T14:31:16Z
dc.date.embargoed.fl_str_mv 2015-05-18T14:31:16Z
dc.description.none.fl_str_mv This dissertation addresses the issue of the defendant's statements in order to understand what their true nature is: if a mean of proof, if a mean of defense. Here we will understand what the rights and duties of the defendant are, in order to understand its position in the current Portuguese criminal proceedings. We will see that throughout the history of the Portuguese criminal process, the defendant not always has taken the position of procedural subject, having once been seen only as an object of proof. We will reveal how the privilege against self-incrimination assumed a crucial position in the Portuguese criminal procedural law, guaranteeing the accused the right to remain silent and to not incriminate himself, thus allowing it to become lord and master of his statements. We will see in what way the defense guarantees of the accused and his freedom to cooperate, or not, with the process are seized by Portuguese criminal proceedings. To this end we will analyze the scheme of the article 357.º from the Code of Criminal Procedure, related to the reading and reproduction of the statements of the accused at the trial, when given at earlier stages, and its most recent amendments in 2013. We will see to what extent the guarantees of defense of the accused have been affected by these recent amendments to the article 357.º from the Code of Criminal Procedure.
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.identifier.none.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10451/18147
dc.language.none.fl_str_mv por
dc.rights.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/access_right/c_16ec
dc.subject.none.fl_str_mv Processo penal
Arguido
Direito à não auto-incriminação
Direito de defesa
Teses de mestrado - 2015
dc.title.fl_str_mv As declarações do arguido
dc.type.none.fl_str_mv http://purl.org/coar/resource_type/c_bdcc
description Esta dissertação aborda o tema das declarações do arguido, no sentido de perceber qual a sua verdadeira natureza: se meio de prova, se meio de defesa. Procura-se aqui perceber quais os direitos e deveres do arguido de forma a entender a sua posição no processo penal português actual. Veremos que ao longo da história do processo penal português, e não só, o arguido nem sempre assumiu a posição de sujeito processual, tendo em tempos sido visto apenas como objecto de prova. Iremos revelar como o privilégio contra a auto-incriminação assumiu uma posição determinante no direito processual português, garantindo ao arguido o seu direito ao silêncio e à não auto-incri-minação, permitindo, assim que este se tornasse dono e senhor das suas declarações. Veremos em que termos as garantias de defesa do arguido e a sua liberdade para colaborar ou não com o processo são acauteladas pelo processo penal português. Para tal analisaremos o regime do artigo 357.º do Código de Processo Penal relativo à leitura e reprodução das declarações do arguido na audiência de julgamento, quando prestadas em fases anteriores, e as suas mais recentes alterações no ano de 2013. Veremos até que ponto as garantias de defesa do arguido foram afectadas pelas recentes alterações ao regime do artigo 357.º do Código de Processo Penal.
dirty 0
eu_rights_str_mv restrictedAccess
format masterThesis
fulltext.url.fl_str_mv https://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/dd88ea12-ca1a-4ff2-9b8d-fc81bc04017b/download
id ul_7dfd97e35c4ce97dd62f95a8b07af8d8
identifier.url.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10451/18147
instacron_str ul
institution Universidade de Lisboa
instname_str Universidade de Lisboa
language por
network_acronym_str ul
network_name_str Repositório da Universidade de Lisboa
oai_identifier_str oai:repositorio.ulisboa.pt:10451/18147
organization_str_mv urn:organizationAcronym:ul
person_str_mv Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
publishDate 2015
reponame_str Repositório da Universidade de Lisboa
repository_id_str urn:repositoryAcronym:ul
service_str_mv urn:repositoryAcronym:ul
spelling porporEsta dissertação aborda o tema das declarações do arguido, no sentido de perceber qual a sua verdadeira natureza: se meio de prova, se meio de defesa. Procura-se aqui perceber quais os direitos e deveres do arguido de forma a entender a sua posição no processo penal português actual. Veremos que ao longo da história do processo penal português, e não só, o arguido nem sempre assumiu a posição de sujeito processual, tendo em tempos sido visto apenas como objecto de prova. Iremos revelar como o privilégio contra a auto-incriminação assumiu uma posição determinante no direito processual português, garantindo ao arguido o seu direito ao silêncio e à não auto-incri-minação, permitindo, assim que este se tornasse dono e senhor das suas declarações. Veremos em que termos as garantias de defesa do arguido e a sua liberdade para colaborar ou não com o processo são acauteladas pelo processo penal português. Para tal analisaremos o regime do artigo 357.º do Código de Processo Penal relativo à leitura e reprodução das declarações do arguido na audiência de julgamento, quando prestadas em fases anteriores, e as suas mais recentes alterações no ano de 2013. Veremos até que ponto as garantias de defesa do arguido foram afectadas pelas recentes alterações ao regime do artigo 357.º do Código de Processo Penal.engThis dissertation addresses the issue of the defendant's statements in order to understand what their true nature is: if a mean of proof, if a mean of defense. Here we will understand what the rights and duties of the defendant are, in order to understand its position in the current Portuguese criminal proceedings. We will see that throughout the history of the Portuguese criminal process, the defendant not always has taken the position of procedural subject, having once been seen only as an object of proof. We will reveal how the privilege against self-incrimination assumed a crucial position in the Portuguese criminal procedural law, guaranteeing the accused the right to remain silent and to not incriminate himself, thus allowing it to become lord and master of his statements. We will see in what way the defense guarantees of the accused and his freedom to cooperate, or not, with the process are seized by Portuguese criminal proceedings. To this end we will analyze the scheme of the article 357.º from the Code of Criminal Procedure, related to the reading and reproduction of the statements of the accused at the trial, when given at earlier stages, and its most recent amendments in 2013. We will see to what extent the guarantees of defense of the accused have been affected by these recent amendments to the article 357.º from the Code of Criminal Procedure.application/pdfporAs declarações do arguidoLuz, Andreia Vanessa Abrantes LopesDias, Augusto SilvaHostingInstitutionOrganizationalRepositório Científico de Acesso Aberto da ULisboae-mailmailto:repositorio@reitoria.ulisboa.ptrepositorio@reitoria.ulisboa.ptURNurn:tid:2035791272015-05-18T14:31:16Z2015-01-082015-01-08T00:00:00ZHandlehttp://hdl.handle.net/10451/18147http://purl.org/coar/access_right/c_16ecrestricted accessProcesso penalArguidoDireito à não auto-incriminaçãoDireito de defesaTeses de mestrado - 2015854209 bytesliteraturehttp://purl.org/coar/resource_type/c_bdccmaster thesishttp://purl.org/coar/access_right/c_16ecapplication/pdffulltexthttps://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/dd88ea12-ca1a-4ff2-9b8d-fc81bc04017b/download
spellingShingle As declarações do arguido
Luz, Andreia Vanessa Abrantes Lopes
Processo penal
Arguido
Direito à não auto-incriminação
Direito de defesa
Teses de mestrado - 2015
status SINGLETON
subject.fl_str_mv Processo penal
Arguido
Direito à não auto-incriminação
Direito de defesa
Teses de mestrado - 2015
title As declarações do arguido
title_full As declarações do arguido
title_fullStr As declarações do arguido
title_full_unstemmed As declarações do arguido
title_short As declarações do arguido
title_sort As declarações do arguido
topic Processo penal
Arguido
Direito à não auto-incriminação
Direito de defesa
Teses de mestrado - 2015
topic_facet Processo penal
Arguido
Direito à não auto-incriminação
Direito de defesa
Teses de mestrado - 2015
url http://hdl.handle.net/10451/18147
visible 1