Publicação
Tuberculose laríngea
| Resumo: | O presente artigo de revisão pretende sensibilizar os profissionais de saúde, para que equacionem a Tuberculose (TB) laríngea nos seus diagnósticos diferenciais e, assim, possam prevenir o contágio e morbilidade associados ao frequente atraso diagnóstico e terapêutico. A TB laríngea é uma doença infecciosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, muito rara, mas que tem vindo a aumentar de incidência. As suas características epidemiológicas e clínicas modificaram-se muito ao longo do século XX, graças à implementação dos antibacilares. Deste modo, um vasto número de médicos, hoje em dia, não está devidamente familiarizado com a sua nova forma de apresentação e o nível de sensibilidade para com esta entidade é reduzido. Os fatores de risco para esta doença são semelhantes aos da TB pulmonar. A clínica atual assenta, sobretudo, em alterações locais: disfonia com várias semanas de evolução e lesões laríngeas inespecíficas e variáveis na laringoscopia. O diagnóstico é, muitas vezes, difícil e requer um elevado grau de suspeição. O erro diagnóstico mais comum deve-se à semelhança clínica e endoscópica entre a TB laríngea e o carcinoma da laringe. Alguns exames complementares de diagnóstico, caso positivos, são uma boa ferramenta para direcionar o diagnóstico, nomeadamente testes imunológicos, radiografia simples de tórax e análises laboratoriais à expetoração. Um resultado negativo destes exames não exclui o diagnóstico. O diagnóstico é confirmado através da avaliação histopatológica das lesões laríngeas, sendo fundamental a biópsia das mesmas por via laringoscópica. O relatório anatomopatológico permite, ainda, excluir etiologia maligna. O tratamento é idêntico ao da TB pulmonar com habitual remissão completa do quadro, após terapêutica com antibacilares. Mais estudos e com maiores amostras devem ser feitos, de modo a caracterizar, mais fidedignamente, o padrão clínico desta entidade. |
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| Autores principais: | Santana, Eduardo Pontes de |
| Assunto: | Tuberculose laríngea Disfonia Abordagem diagnóstica Biópsia Otorrinolaringologia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente artigo de revisão pretende sensibilizar os profissionais de saúde, para que equacionem a Tuberculose (TB) laríngea nos seus diagnósticos diferenciais e, assim, possam prevenir o contágio e morbilidade associados ao frequente atraso diagnóstico e terapêutico. A TB laríngea é uma doença infecciosa, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, muito rara, mas que tem vindo a aumentar de incidência. As suas características epidemiológicas e clínicas modificaram-se muito ao longo do século XX, graças à implementação dos antibacilares. Deste modo, um vasto número de médicos, hoje em dia, não está devidamente familiarizado com a sua nova forma de apresentação e o nível de sensibilidade para com esta entidade é reduzido. Os fatores de risco para esta doença são semelhantes aos da TB pulmonar. A clínica atual assenta, sobretudo, em alterações locais: disfonia com várias semanas de evolução e lesões laríngeas inespecíficas e variáveis na laringoscopia. O diagnóstico é, muitas vezes, difícil e requer um elevado grau de suspeição. O erro diagnóstico mais comum deve-se à semelhança clínica e endoscópica entre a TB laríngea e o carcinoma da laringe. Alguns exames complementares de diagnóstico, caso positivos, são uma boa ferramenta para direcionar o diagnóstico, nomeadamente testes imunológicos, radiografia simples de tórax e análises laboratoriais à expetoração. Um resultado negativo destes exames não exclui o diagnóstico. O diagnóstico é confirmado através da avaliação histopatológica das lesões laríngeas, sendo fundamental a biópsia das mesmas por via laringoscópica. O relatório anatomopatológico permite, ainda, excluir etiologia maligna. O tratamento é idêntico ao da TB pulmonar com habitual remissão completa do quadro, após terapêutica com antibacilares. Mais estudos e com maiores amostras devem ser feitos, de modo a caracterizar, mais fidedignamente, o padrão clínico desta entidade. |
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