Publicação

Violência na Escola: um estudo com alunos do 3º ciclo

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo teve como objectivo geral conhecer as representações que os alunos do 3º ciclo têm sobre a violência escolar. Mais especificamente, foram consideradas as seguintes questões de estudo: Como se distribuem os alunos pela vitimização na escola? Como se distribuem os alunos pela disrupção escolar? Que relação existe entre as dimensões da vitimização e da disrupção escolar? Que relação existe entre as dimensões da vitimização e o desempenho escolar? Que relação existe entre as dimensões da vitimização e a escolaridade desejada? Como se diferenciam os alunos na vitimização em função da autoridade parental? A amostra incluiu 328 alunos, do distrito de Setúbal, do 3º Ciclo. Como instrumentos de avaliação, foram utilizados três questionários: o PVS, “Peer Victimization Scale”, de Mynard e Joseph (2000), a EDEP, uma “Escala de Disrupção Escolar Professada pelos Alunos”, de Veiga (1996) e um conjunto de perguntas gerais sobre o aluno e seus contextos. A análise dos resultados permitiu responder às questões de estudo, destacando-se, aqui, um grupo de alunos que referem ser vítimas de bullying na escola, especificamente, 21,4% afirmam ser vítimas de agressão verbal, 11,1% agressão social, 7,5% agressão física e 7,1% agressão relativa à propriedade. Observou-se, também, que 19% dos alunos referem ter comportamentos disruptivos dentro da sala de aula, falando sem autorização e estando distraídos. Como esperado, foram encontradas relações significativas entre a vitimização e a disrupção escolar; a vitimização não apareceu significativamente correlacionada com o rendimento escolar nem com a escolaridade desejada. Verificou-se, ainda, que os alunos que são vítimas percepcionam o pai como tendo um tipo de autoridade indiferente. Os resultados aproximam-se de estudos revistos, à luz dos quais foram discutidos. O estudo apresenta, no final, sugestões para novas investigações.
Autores principais:Woywode, Georgina Maria Soares de Almeida
Assunto:Violência Bullying Comportamentos disruptivos Rendimento escolar Teses de mestrado - 2009
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo teve como objectivo geral conhecer as representações que os alunos do 3º ciclo têm sobre a violência escolar. Mais especificamente, foram consideradas as seguintes questões de estudo: Como se distribuem os alunos pela vitimização na escola? Como se distribuem os alunos pela disrupção escolar? Que relação existe entre as dimensões da vitimização e da disrupção escolar? Que relação existe entre as dimensões da vitimização e o desempenho escolar? Que relação existe entre as dimensões da vitimização e a escolaridade desejada? Como se diferenciam os alunos na vitimização em função da autoridade parental? A amostra incluiu 328 alunos, do distrito de Setúbal, do 3º Ciclo. Como instrumentos de avaliação, foram utilizados três questionários: o PVS, “Peer Victimization Scale”, de Mynard e Joseph (2000), a EDEP, uma “Escala de Disrupção Escolar Professada pelos Alunos”, de Veiga (1996) e um conjunto de perguntas gerais sobre o aluno e seus contextos. A análise dos resultados permitiu responder às questões de estudo, destacando-se, aqui, um grupo de alunos que referem ser vítimas de bullying na escola, especificamente, 21,4% afirmam ser vítimas de agressão verbal, 11,1% agressão social, 7,5% agressão física e 7,1% agressão relativa à propriedade. Observou-se, também, que 19% dos alunos referem ter comportamentos disruptivos dentro da sala de aula, falando sem autorização e estando distraídos. Como esperado, foram encontradas relações significativas entre a vitimização e a disrupção escolar; a vitimização não apareceu significativamente correlacionada com o rendimento escolar nem com a escolaridade desejada. Verificou-se, ainda, que os alunos que são vítimas percepcionam o pai como tendo um tipo de autoridade indiferente. Os resultados aproximam-se de estudos revistos, à luz dos quais foram discutidos. O estudo apresenta, no final, sugestões para novas investigações.