Publicação
Enfrentar a crise. Erradicar a pobreza: o contributo da economia social
| Resumo: | A presente crise tem carácter sistémico e é, em si mesma, geradora de pobreza, pelos efeitos directos que produz na reestruturação das economias, dando lugar a desemprego e redução de salários e pela natureza das medidas de política pública que têm sido adoptadas para a enfrentar, com reflexos nos ritmos de crescimento económico, nas transferências sociais e na extensão e qualidade dos serviços públicos. O Ano Europeu de Combate à Pobreza, que decorreu em 2010, contribuiu para um maior conhecimento do fenómeno do empobrecimento e para evidenciar as suas causas estruturais bem como para mostrar que estas são agravadas pela crise e pelas medidas anti-crise adoptadas. Neste contexto, a economia social ganha maior relevância e actualidade na medida em que se apresenta como um terceiro sector que opõe uma barreira para enfrentar as disfuncionalidades do próprio sistema capitalista. Com efeito, a Economia social, pela sua natureza, tende a dar resposta as necessidades reais de bens e serviços das populações, aproveita dos recursos disponíveis, nomeadamente criando oportunidades de emprego para os recursos humanos desempregados ou subutilizados, pratica uma responsabilidade partilhada e inspirada por valores humanos e cívicos. Não tendo como objectivo a maximização do lucro do capital; se existirem excedentes, estes são investidos na melhoria do desempenho da própria entidade e sé parcialmente repartido igualmente por todos os associados. |
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| Autores principais: | Silva, Manuela |
| Assunto: | Crise económica Pobreza Mercado de trabalho Capital humano Baixos salários Desemprego Politicas públicas Economia social Economic Crisis Poverty Labor Market Human Capital Low Wages Unemployment Public Policies Social Economic |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente crise tem carácter sistémico e é, em si mesma, geradora de pobreza, pelos efeitos directos que produz na reestruturação das economias, dando lugar a desemprego e redução de salários e pela natureza das medidas de política pública que têm sido adoptadas para a enfrentar, com reflexos nos ritmos de crescimento económico, nas transferências sociais e na extensão e qualidade dos serviços públicos. O Ano Europeu de Combate à Pobreza, que decorreu em 2010, contribuiu para um maior conhecimento do fenómeno do empobrecimento e para evidenciar as suas causas estruturais bem como para mostrar que estas são agravadas pela crise e pelas medidas anti-crise adoptadas. Neste contexto, a economia social ganha maior relevância e actualidade na medida em que se apresenta como um terceiro sector que opõe uma barreira para enfrentar as disfuncionalidades do próprio sistema capitalista. Com efeito, a Economia social, pela sua natureza, tende a dar resposta as necessidades reais de bens e serviços das populações, aproveita dos recursos disponíveis, nomeadamente criando oportunidades de emprego para os recursos humanos desempregados ou subutilizados, pratica uma responsabilidade partilhada e inspirada por valores humanos e cívicos. Não tendo como objectivo a maximização do lucro do capital; se existirem excedentes, estes são investidos na melhoria do desempenho da própria entidade e sé parcialmente repartido igualmente por todos os associados. |
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