Publicação
Perdas e lutos associados a AVC : um estudo qualitativo com sobreviventes de AVC
| Resumo: | Introdução: Os sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) experienciam limitações de capacidades físicas e/ou cognitivas, gerando vários tipos de perdas que requerem um processo de luto. Objetivos: Descrever (1) as perdas vividas por sobreviventes de AVC decorrentes das limitações de capacidade física e/ou cognitiva resultantes do AVC; (2) como os sobreviventes percecionam e experienciam essas perdas; (3) como é que se adaptam às perdas nos primeiros três meses após a alta hospitalar, descrevendo o seu processo de luto. Método: Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a seis sobreviventes de AVC, explorando (1) a perceção sobre a existência de perdas resultantes do AVC; (2) o impacto dessas perdas nas suas vidas; (3) os sentimentos predominantes associados às perdas; (4) o impacto das perdas sobre a identidade; (5) os sintomas desenvolvidos resultantes das perdas; (6) as fontes de apoio no processo de adaptação. Os participantes foram identificados no internamento hospitalar e entrevistados três meses após a alta hospitalar. As entrevistas foram analisadas através do método Análise Temática. Resultados: A perda primária experienciada pelos sobreviventes de AVC foi a perda de autonomia, a qual levou a perdas secundárias, tais como a necessidade de venda da sua casa, perda de trabalho e redução de socialização. No estudo destaca-se o Predomínio de Sentimentos Negativos nos participantes, o significativo Impacto na sua Identidade e o Foco na Recuperação. A aceitação e adaptação a estas perdas é um processo desafiador para os sobreviventes de AVC nos primeiros três meses após o AVC. Conclusões: Os sobreviventes de AVC apresentam dificuldade na aceitação da perda de autonomia pela expectativa de recuperação. Nenhum participante demonstrou aceitar essa perda ou as secundárias como permanentes nos primeiros três meses após o AVC. Os resultados enfatizam o papel potencial dos profissionais de saúde no apoio à integração destas perdas e na diminuição dos problemas associados. |
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| Autores principais: | Pacheco, Ana Luísa Oliveira da Rocha |
| Assunto: | Acidente vascular cerebral (AVC) Sobreviventes de AVC Luto Perdas por AVC Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Os sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) experienciam limitações de capacidades físicas e/ou cognitivas, gerando vários tipos de perdas que requerem um processo de luto. Objetivos: Descrever (1) as perdas vividas por sobreviventes de AVC decorrentes das limitações de capacidade física e/ou cognitiva resultantes do AVC; (2) como os sobreviventes percecionam e experienciam essas perdas; (3) como é que se adaptam às perdas nos primeiros três meses após a alta hospitalar, descrevendo o seu processo de luto. Método: Foram realizadas entrevistas semiestruturadas a seis sobreviventes de AVC, explorando (1) a perceção sobre a existência de perdas resultantes do AVC; (2) o impacto dessas perdas nas suas vidas; (3) os sentimentos predominantes associados às perdas; (4) o impacto das perdas sobre a identidade; (5) os sintomas desenvolvidos resultantes das perdas; (6) as fontes de apoio no processo de adaptação. Os participantes foram identificados no internamento hospitalar e entrevistados três meses após a alta hospitalar. As entrevistas foram analisadas através do método Análise Temática. Resultados: A perda primária experienciada pelos sobreviventes de AVC foi a perda de autonomia, a qual levou a perdas secundárias, tais como a necessidade de venda da sua casa, perda de trabalho e redução de socialização. No estudo destaca-se o Predomínio de Sentimentos Negativos nos participantes, o significativo Impacto na sua Identidade e o Foco na Recuperação. A aceitação e adaptação a estas perdas é um processo desafiador para os sobreviventes de AVC nos primeiros três meses após o AVC. Conclusões: Os sobreviventes de AVC apresentam dificuldade na aceitação da perda de autonomia pela expectativa de recuperação. Nenhum participante demonstrou aceitar essa perda ou as secundárias como permanentes nos primeiros três meses após o AVC. Os resultados enfatizam o papel potencial dos profissionais de saúde no apoio à integração destas perdas e na diminuição dos problemas associados. |
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