Publicação
Pesquisa de parasitas gastrointestinais, ectoparasitas e fungos com potencial patogénico em coelhos
| Resumo: | Os coelhos são cada vez mais requisitados como animais de companhia e, por conseguinte, mais frequentes nos centros de atendimento Médico Veterinário. O alojamento dos coelhos em espaços limitados durante um longo período e o maneio sanitário irregular, promovem uma maior exposição a diversos agentes com potencial patogénico, como ectoparasitas, endoparasitas e fungos, o que aliado ao carácter zoonótico de certos agentes, alerta para a necessidade da implementação de boas práticas de controlo destes agentes, numa abordagem de Uma Só Saúde. No período de setembro de 2023 a maio de 2024 foram colhidas amostras fecais, de descamação cutânea e de pelo a um total de 72 coelhos presentes à consulta no HEV- FMV ULisboa ou de origem externa. As amostras fecais recolhidas foram submetidas a técnicas qualitativas e quantitativas de coprologia para identificação de parasitas gastrointestinais. Nas amostras de descamação cutânea realizou-se a pesquisa de ectoparasitas e nas amostras de pelo investigou-se a presença de fungos, posteriormente testados para a expressão fenotípica (DNase, proteinase, biofilme, lecitinase e gelatinase). Registou-se a presença de parasitas gastrointestinais em 58% dos coelhos testados, de ectoparasitas em 10% dos coelhos e de fungos ambientais em 7% dos animais. Neste estudo, salientou-se a necessidade de providenciar melhores condições de higienização, aumentar a interação com o animal de companhia e proceder à desparasitação regular, como condicionantes essenciais para minimizar a incidência de parasitas gastrointestinais. As coccídias foram os parasitas gastrointestinais mais prevalentes, com o maior registo em coelhos jovens. Através da técnica de Mini-FLOTAC foram identificadas as espécies Eimeria exigua, Eimeria magna, E. perforans e Eimeria piriformis com patogenicidade moderada a baixa. Obteve-se uma média de 32 990 oOPG de Eimeria spp. com apenas 12% de coelhos parasitados doentes. Efetivamente, foi possível isolar somente fungos ambientais, nomeadamente Penicillium spp. Rhizopus spp. e Scopulariopsis spp., nos quais o maior índice de virulência foi registado para Scopulariopsis spp. com 60%. Este estudo permitiu evidenciar a diversidade de agentes zoonóticos ou com potencial patogénico para os coelhos e para o agregado familiar que os aloja. Salienta-se a importância das técnicas Mini-FLOTAC, imunofluorescência e a testagem dos fatores de virulência dos fungos ambientais, como exames complementares de diagnóstico a investir futuramente |
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| Autores principais: | Vale, Carolina Silvano Valadão do |
| Assunto: | Parasitas gastrointestinais Ectoparasitas Fungos ambientais Coccídias Coelho Gastrointestinal parasites Ectoparasites Environmental fungi Coccidia Rabbit |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os coelhos são cada vez mais requisitados como animais de companhia e, por conseguinte, mais frequentes nos centros de atendimento Médico Veterinário. O alojamento dos coelhos em espaços limitados durante um longo período e o maneio sanitário irregular, promovem uma maior exposição a diversos agentes com potencial patogénico, como ectoparasitas, endoparasitas e fungos, o que aliado ao carácter zoonótico de certos agentes, alerta para a necessidade da implementação de boas práticas de controlo destes agentes, numa abordagem de Uma Só Saúde. No período de setembro de 2023 a maio de 2024 foram colhidas amostras fecais, de descamação cutânea e de pelo a um total de 72 coelhos presentes à consulta no HEV- FMV ULisboa ou de origem externa. As amostras fecais recolhidas foram submetidas a técnicas qualitativas e quantitativas de coprologia para identificação de parasitas gastrointestinais. Nas amostras de descamação cutânea realizou-se a pesquisa de ectoparasitas e nas amostras de pelo investigou-se a presença de fungos, posteriormente testados para a expressão fenotípica (DNase, proteinase, biofilme, lecitinase e gelatinase). Registou-se a presença de parasitas gastrointestinais em 58% dos coelhos testados, de ectoparasitas em 10% dos coelhos e de fungos ambientais em 7% dos animais. Neste estudo, salientou-se a necessidade de providenciar melhores condições de higienização, aumentar a interação com o animal de companhia e proceder à desparasitação regular, como condicionantes essenciais para minimizar a incidência de parasitas gastrointestinais. As coccídias foram os parasitas gastrointestinais mais prevalentes, com o maior registo em coelhos jovens. Através da técnica de Mini-FLOTAC foram identificadas as espécies Eimeria exigua, Eimeria magna, E. perforans e Eimeria piriformis com patogenicidade moderada a baixa. Obteve-se uma média de 32 990 oOPG de Eimeria spp. com apenas 12% de coelhos parasitados doentes. Efetivamente, foi possível isolar somente fungos ambientais, nomeadamente Penicillium spp. Rhizopus spp. e Scopulariopsis spp., nos quais o maior índice de virulência foi registado para Scopulariopsis spp. com 60%. Este estudo permitiu evidenciar a diversidade de agentes zoonóticos ou com potencial patogénico para os coelhos e para o agregado familiar que os aloja. Salienta-se a importância das técnicas Mini-FLOTAC, imunofluorescência e a testagem dos fatores de virulência dos fungos ambientais, como exames complementares de diagnóstico a investir futuramente |
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