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O outro como ser diferente : uma abordagem do self, do outro e da tolerância

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A relação entre self e Outro representa um fenómeno fundamental da vida humana e o seu estudo exige primeiro a caracterização dos seus intervenientes, tornando relevante a abordagem do self antes do Outro. Entre inúmeros contributos destaca-se a proposta experiencialista e social do self, que se complementam, e onde é sublinhada a importância da intersubjectividade. O trabalho de Emmanuel Levinas oferece uma leitura desta relação, resumindo-se em dois aspectos fundamentais: a consciência da alteridade radical do Outro (materializado no seu Rosto) e a Responsabilidade Infinita a que o seu apelo me convoca. A premissa de uma separação total entre estes dois elementos, que se consolida na incapacidade do Eu compreender o Outro, exige que se procurem estratégias para abreviar esta Diferença, porquanto a vivência em sociedade pressupõe um mínimo entendimento entre ambos. A tolerância será apresentada como uma das respostas possíveis a este dilema. O conhecimento destes conceitos é central para a prática médica. O estudo do self auxilia a compreensão da experiência individual da doença e mostra-se pertinente para determinadas patologias onde a competência de produção de auto-narrativa se encontra comprometida. A Ética de Levinas reforça uma visão da Medicina ao serviço do Outro, enfatizando a necessidade de uma maior Responsabilidade por parte do profissional para com o doente que se apresenta no momento. Nesta prática, a tolerância poderá constituir um valor fundamental a ser resgatado num eventual cenário de Diferença que arrisque comprometer o objectivo terapêutico.
Autores principais:Rodrigues, Madalena Ferro
Assunto:Tolerância Levinas Self Outro Alteridade
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A relação entre self e Outro representa um fenómeno fundamental da vida humana e o seu estudo exige primeiro a caracterização dos seus intervenientes, tornando relevante a abordagem do self antes do Outro. Entre inúmeros contributos destaca-se a proposta experiencialista e social do self, que se complementam, e onde é sublinhada a importância da intersubjectividade. O trabalho de Emmanuel Levinas oferece uma leitura desta relação, resumindo-se em dois aspectos fundamentais: a consciência da alteridade radical do Outro (materializado no seu Rosto) e a Responsabilidade Infinita a que o seu apelo me convoca. A premissa de uma separação total entre estes dois elementos, que se consolida na incapacidade do Eu compreender o Outro, exige que se procurem estratégias para abreviar esta Diferença, porquanto a vivência em sociedade pressupõe um mínimo entendimento entre ambos. A tolerância será apresentada como uma das respostas possíveis a este dilema. O conhecimento destes conceitos é central para a prática médica. O estudo do self auxilia a compreensão da experiência individual da doença e mostra-se pertinente para determinadas patologias onde a competência de produção de auto-narrativa se encontra comprometida. A Ética de Levinas reforça uma visão da Medicina ao serviço do Outro, enfatizando a necessidade de uma maior Responsabilidade por parte do profissional para com o doente que se apresenta no momento. Nesta prática, a tolerância poderá constituir um valor fundamental a ser resgatado num eventual cenário de Diferença que arrisque comprometer o objectivo terapêutico.