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Efeitos dimensão e book to market ratio revisitados : o caso inglês

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Resumo:Uma das correntes teóricas centrais do universo da investigação em finanças assenta na Efficient Markets Hipothesys, segundo a qual os mercados são eficientes e os investidores racionais, na lógica do pensamento de Markowitz e do modelo CAPM. No entanto, têm vindo a ser identificadas na literatura diversas anomalias, nomeadamente overeraction, underreaction, efeito earnings value, efeito dimensão e efeito book to market, entre outros. O estudo destas anomalias tem vindo a ser levado a cabo sobretudo no contexto do paradigma Behavioural Finance. Fama e French (1992) identificam o efeito dimensão e o efeito book to market como os mais relevantes para a explicação da evolução dos preços dos activos financeiros, desenvolvendo com base neles um modelo multi-factor para a explicação das respectivas rendibilidades. Para o efeito, assumem os respectivos indicadores como proxies de factores de risco (Fama e French, 1993). Por contraposição, Daniel e Titman (1997) apresentam evidência de que a dimensão e o book to market explicam a rendibilidade dos títulos por serem características relevantes da empresa e não por constituírem proxies de factores de risco. Resultados que Davis, Fama e French (2000) rebateram com um conjunto de dados diferente e com uma nova metodologia de tratamento. Quem terá razão? Eis a nossa dúvida inicial. No entanto, a nossa surpreendente e inesperada evidência para o mercado inglês começa por contrariar o modelo proposto por Fama e French (1993) e mostra grandes contradições na relação entre os efeitos dimensão e book to market, por um lado, e rendibilidade e volatilidade na Inglaterra e nos EUA. Surgiram aparentes irracionalidades, de tal forma que as bases de suporte da nossa questão deixaram de fazer sentido. Uma coisa parece certa: os resultados confirmam, no mínimo, a má-especificação do CAPM e, no máximo, sugerem que os mercados financeiros não são de todo eficientes.
Autores principais:Vieira, Pedro Nuno Rino Carreira
Assunto:Behavioural finance Size effect Book to Market effect CAPM Teoria dos mercados eficientes Investimentos financeiros Behavioural Finance Size Effect Book to market Effect CAPM Efficient Market Hypothesis Financial Investments
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Uma das correntes teóricas centrais do universo da investigação em finanças assenta na Efficient Markets Hipothesys, segundo a qual os mercados são eficientes e os investidores racionais, na lógica do pensamento de Markowitz e do modelo CAPM. No entanto, têm vindo a ser identificadas na literatura diversas anomalias, nomeadamente overeraction, underreaction, efeito earnings value, efeito dimensão e efeito book to market, entre outros. O estudo destas anomalias tem vindo a ser levado a cabo sobretudo no contexto do paradigma Behavioural Finance. Fama e French (1992) identificam o efeito dimensão e o efeito book to market como os mais relevantes para a explicação da evolução dos preços dos activos financeiros, desenvolvendo com base neles um modelo multi-factor para a explicação das respectivas rendibilidades. Para o efeito, assumem os respectivos indicadores como proxies de factores de risco (Fama e French, 1993). Por contraposição, Daniel e Titman (1997) apresentam evidência de que a dimensão e o book to market explicam a rendibilidade dos títulos por serem características relevantes da empresa e não por constituírem proxies de factores de risco. Resultados que Davis, Fama e French (2000) rebateram com um conjunto de dados diferente e com uma nova metodologia de tratamento. Quem terá razão? Eis a nossa dúvida inicial. No entanto, a nossa surpreendente e inesperada evidência para o mercado inglês começa por contrariar o modelo proposto por Fama e French (1993) e mostra grandes contradições na relação entre os efeitos dimensão e book to market, por um lado, e rendibilidade e volatilidade na Inglaterra e nos EUA. Surgiram aparentes irracionalidades, de tal forma que as bases de suporte da nossa questão deixaram de fazer sentido. Uma coisa parece certa: os resultados confirmam, no mínimo, a má-especificação do CAPM e, no máximo, sugerem que os mercados financeiros não são de todo eficientes.