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Avaliação do perigo de inundação de áreas urbanas expostas à subida do nível do mar em Portugal Continental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Portugal continental, durante a segunda metade do século XX, verificou uma procura generalizada pelo litoral, e um rápido e desordenado crescimento urbano. Foram artificializadas áreas perigosas face a inundações costeiras, expondo a população a riscos costeiros, perdurando até ao presente. Os resultados da dissertação sugerem que Portugal continental detém 62 km2 de áreas perigosas a inundações episódicas costeiras, que podem amplificar-se, por influência da subida do nível do mar, em 24 km2 , até 2100, dos quais 6,6 km2 são territórios artificializados. Foram identificados níveis de prioridade de adaptação municipal face à perigosidade e à exposição urbana. Atualmente, os municípios de prioridade alta face ao perigo são Vagos, Faro, Olhão e Tavira, sendo que no ano de 2040 incluir-se-ão nesta prioridade os municípios de Ovar e Vila Real de Santo António. Os atuais municípios de prioridade alta face à exposição urbana são a Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Matosinhos e Grândola. Vila Nova de Gaia e Loulé serão incluídos em 2040 e 2070, respetivamente. As estratégias de adaptação identificadas consistem no investimento em soluções baseadas em ecossistemas, recuo planeado, adaptação de culturas agrícolas, literacia para os riscos e implementação de sistemas de alerta precoce.
Autores principais:Silva, Andreia Alves da
Assunto:Adaptação Exposição Inundações Ordenamento do Território Subida do Nível do Mar
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Portugal continental, durante a segunda metade do século XX, verificou uma procura generalizada pelo litoral, e um rápido e desordenado crescimento urbano. Foram artificializadas áreas perigosas face a inundações costeiras, expondo a população a riscos costeiros, perdurando até ao presente. Os resultados da dissertação sugerem que Portugal continental detém 62 km2 de áreas perigosas a inundações episódicas costeiras, que podem amplificar-se, por influência da subida do nível do mar, em 24 km2 , até 2100, dos quais 6,6 km2 são territórios artificializados. Foram identificados níveis de prioridade de adaptação municipal face à perigosidade e à exposição urbana. Atualmente, os municípios de prioridade alta face ao perigo são Vagos, Faro, Olhão e Tavira, sendo que no ano de 2040 incluir-se-ão nesta prioridade os municípios de Ovar e Vila Real de Santo António. Os atuais municípios de prioridade alta face à exposição urbana são a Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Matosinhos e Grândola. Vila Nova de Gaia e Loulé serão incluídos em 2040 e 2070, respetivamente. As estratégias de adaptação identificadas consistem no investimento em soluções baseadas em ecossistemas, recuo planeado, adaptação de culturas agrícolas, literacia para os riscos e implementação de sistemas de alerta precoce.