Publicação
Efectividade da intervenção multidisciplinar em cuidados paliativos
| Resumo: | Este estudo pretende determinar, de que modo uma equipa intrahospitalar de suporte em cuidados paliativos(EIHSCP) pode melhorar alguns aspectos da qualidade de vida do doente oncológico, seja num seguimento em internamento hospitalar ou em consulta externa. Foram utilizados dois instrumentos - o Palliative Outcome Scale (POS) e a escala de avaliação de sintomas de Edmonton (ESAS) - em dois momentos diferentes, antes da intervenção da EIHSCP e 10 dias após a sua intervenção. O estudo decorreu no CHLN, Hospital de Santa Maria. A amostra foi composta de 37 doentes oncológicos, a qual por motivo de falecimento no decorrer do estudo, foi reduzida para 25 doentes. Estes 25 doentes são na sua maioria mulheres (56%), sendo a maioria cuidada no domicílio (76%), com cuidador efectivo em cerca de 96% dos casos. Como motivo de referenciação à equipa destaca-se a associação de vários motivos (dor, dispneia, apoio psicológico, apoio social) em 48%, dor em 32%, continuidade de cuidados em 16% e outros sintomas em 4%. Relativamente ao Estado Funcional, medido pelo ECOG e pelo Índice de Karnofsky não houve diferenças no grau de capacidade funcional nos dois momentos, apresentando a amostra uma oscilação entre os graus 2 e 3 do ECOG. Com relação ao Índice de Karnofsky, a amostra manteve-se aproximadamente na média de 50%. Verificou-se como resultados, melhoria nos aspectos sintomáticos relacionados com a dor, o apetite e a depressão. Quanto a outros aspectos, houve evidentes alterações significativas nos aspectos relacionados com a importância de vida para o doente, a ansiedade da família e no score total do POS, que reflecte na globalidade uma melhoria significativa nos aspectos gerais da qualidade de vida para o doente. Perante a abordagem em consulta externa, na população do estudo de 19 doentes, o estudo demonstrou melhorias no score total do POS, depressão, apetite, importância de vida para o doente e a ansiedade da família, enquanto que aos 6 doentes seguidos em internamento hospitalar, apenas se melhorou o apetite. Em conclusão, podemos dizer que nesta população, a EIHSCP melhorou aspectos da qualidade de vida dos doentes oncológicos, acompanhados por esta equipa. |
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| Autores principais: | Fradique, Emília Maria da Silva, 1964- |
| Assunto: | Efectividade Cuidados paliativos Qualidade de vida Assistência paliativa Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo pretende determinar, de que modo uma equipa intrahospitalar de suporte em cuidados paliativos(EIHSCP) pode melhorar alguns aspectos da qualidade de vida do doente oncológico, seja num seguimento em internamento hospitalar ou em consulta externa. Foram utilizados dois instrumentos - o Palliative Outcome Scale (POS) e a escala de avaliação de sintomas de Edmonton (ESAS) - em dois momentos diferentes, antes da intervenção da EIHSCP e 10 dias após a sua intervenção. O estudo decorreu no CHLN, Hospital de Santa Maria. A amostra foi composta de 37 doentes oncológicos, a qual por motivo de falecimento no decorrer do estudo, foi reduzida para 25 doentes. Estes 25 doentes são na sua maioria mulheres (56%), sendo a maioria cuidada no domicílio (76%), com cuidador efectivo em cerca de 96% dos casos. Como motivo de referenciação à equipa destaca-se a associação de vários motivos (dor, dispneia, apoio psicológico, apoio social) em 48%, dor em 32%, continuidade de cuidados em 16% e outros sintomas em 4%. Relativamente ao Estado Funcional, medido pelo ECOG e pelo Índice de Karnofsky não houve diferenças no grau de capacidade funcional nos dois momentos, apresentando a amostra uma oscilação entre os graus 2 e 3 do ECOG. Com relação ao Índice de Karnofsky, a amostra manteve-se aproximadamente na média de 50%. Verificou-se como resultados, melhoria nos aspectos sintomáticos relacionados com a dor, o apetite e a depressão. Quanto a outros aspectos, houve evidentes alterações significativas nos aspectos relacionados com a importância de vida para o doente, a ansiedade da família e no score total do POS, que reflecte na globalidade uma melhoria significativa nos aspectos gerais da qualidade de vida para o doente. Perante a abordagem em consulta externa, na população do estudo de 19 doentes, o estudo demonstrou melhorias no score total do POS, depressão, apetite, importância de vida para o doente e a ansiedade da família, enquanto que aos 6 doentes seguidos em internamento hospitalar, apenas se melhorou o apetite. Em conclusão, podemos dizer que nesta população, a EIHSCP melhorou aspectos da qualidade de vida dos doentes oncológicos, acompanhados por esta equipa. |
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