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Fisioterapia e manipulação muscular para tratamento de dor associada a disfunção temporomandibular

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: Avaliar a eficácia da fisioterapia e manipulação muscular exclusivamente feita pelo paciente (ou pelo clínico) no controlo da dor miofascial em pacientes com disfunção muscular temporomandibular, e comparar a eficácia de adicionar um protocolo de manipulação feita pelo clínico a fisioterapia feita pelo paciente. Materiais e Métodos: Conduziu-se um estudo clínico em duas participantes, diagnosticadas com DTM Grupo I de acordo com os Critérios de Diagnóstico para Disfunção Temporomandibular (CDP-DTM), com sintomatologia dolorosa superior a 3 na Escala Numérica de Dor (END) na primeira consulta. Ambas as participantes foram educadas sobre a sua patologia, e instruídas sobre os exercícios de autocuidado a serem realizados em casa. A uma das participantes foi aplicado um protocolo de manipulação clínica (participante B) aliados a exercícios de autocuidados, enquanto a participante A, apenas realizou os últimos mencionados. Decorridos 48 dias, procurou-se compreender se ocorreram alterações ao nível de dor e amplitude de movimentos. Resultados: Ambas as participantes alcançaram um estado assintomático na dor “atual” e dor “pico”. A participante B apresentou uma redução de pontos musculares dolorosos substancialmente superior na última semana (com quase todos os valores com uma redução de 100%) comparado com a participante A. Verificou-se um aumento da extensão de todos os movimentos verticais e excursivos em ambas as participantes, sendo que a participante B registou uma melhoria superior à participante A na sexta semana, em relação à abertura máxima indolor (10,6% para 46,9%). Conclusão: A manipulação clínica associada à fisioterapia feita pelo paciente apresentou resultados superiores em termos de redução da dor muscular durante a palpação e aumento da amplitude de movimentos. São necessários mais estudos, com maior amostra e maior período de controlo para determinar a eficácia da fisioterapia no tratamento da dor miofascial.
Autores principais:Frutuoso, Ana Margarida Ribeiro
Assunto:Saúde oral Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Objetivo: Avaliar a eficácia da fisioterapia e manipulação muscular exclusivamente feita pelo paciente (ou pelo clínico) no controlo da dor miofascial em pacientes com disfunção muscular temporomandibular, e comparar a eficácia de adicionar um protocolo de manipulação feita pelo clínico a fisioterapia feita pelo paciente. Materiais e Métodos: Conduziu-se um estudo clínico em duas participantes, diagnosticadas com DTM Grupo I de acordo com os Critérios de Diagnóstico para Disfunção Temporomandibular (CDP-DTM), com sintomatologia dolorosa superior a 3 na Escala Numérica de Dor (END) na primeira consulta. Ambas as participantes foram educadas sobre a sua patologia, e instruídas sobre os exercícios de autocuidado a serem realizados em casa. A uma das participantes foi aplicado um protocolo de manipulação clínica (participante B) aliados a exercícios de autocuidados, enquanto a participante A, apenas realizou os últimos mencionados. Decorridos 48 dias, procurou-se compreender se ocorreram alterações ao nível de dor e amplitude de movimentos. Resultados: Ambas as participantes alcançaram um estado assintomático na dor “atual” e dor “pico”. A participante B apresentou uma redução de pontos musculares dolorosos substancialmente superior na última semana (com quase todos os valores com uma redução de 100%) comparado com a participante A. Verificou-se um aumento da extensão de todos os movimentos verticais e excursivos em ambas as participantes, sendo que a participante B registou uma melhoria superior à participante A na sexta semana, em relação à abertura máxima indolor (10,6% para 46,9%). Conclusão: A manipulação clínica associada à fisioterapia feita pelo paciente apresentou resultados superiores em termos de redução da dor muscular durante a palpação e aumento da amplitude de movimentos. São necessários mais estudos, com maior amostra e maior período de controlo para determinar a eficácia da fisioterapia no tratamento da dor miofascial.