Publicação

Tratamento cirúrgico da obesidade : avaliação nutricional e alteração de micronutrientes

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A desnutrição associada à doença crónica é ao mesmo tempo causa e efeito da própria doença. Se por um lado a doença pode ser causa de desnutrição, por outro lado a desnutrição pode ser responsável pelo aparecimento e agravamento da doença. A identificação do risco nutricional, avaliar o grau de desnutrição, e determinar o suporte nutricional são aspectos fundamentais no TCO, nas fases pré e pós operatórias. Existem diferentes instrumentos que têm sido desenvolvidos no âmbito do tratamento cirúrgico da obesidade e são, aplicados diariamente nos hospitais pelos profissionais de nutrição em âmbito de consulta de nutrição e dietética e internamento, nas diferentes fases do tratamento. No presente trabalho em âmbito de internamento foram observados 111 doentes de diferentes serviços, no qual foi aplicado 75 NRS e 19 SGA para a identificação de risco nutricional, e 29% desses doentes encontravam em risco de nutrição. Foram realizados 99 monitorizações 54 ensinos e 103 personalizações. Em consultas externas de TCO foram realizadas 61 consultas, 20% primeiras consultas e 80% consultas de seguimento. Durante as consultas foi realizado identificação de risco nutricional e avaliação do estado nutricional. Perante a anamnese e padrão alimentar, era indicado um possível método cirúrgico à equipa multidisciplinar de TCO e elaborado um plano alimentar de acordo com o seu perfil nutricional. Conclusão: Com a prestação de cuidados nutricionais e intervenção do nutricionista, tenta-se evitar ou reverter a desnutrição, evitar ou melhorar a deterioração da função física e mental do doente, reduzir o número ou a gravidade das complicações da doença e/ou do seu tratamento, reduzir o tempo de convalescença, melhorar a evolução clínica do doente e encurtar o tempo de internamento e com isso reduzir o consumo de recursos e os custos, tanto em regime de internamento como ambulatório, actuando desde a prevenção, convalescença e recuperação.
Autores principais:Cruz, Doralene Adelaide Silva Alves da, 1993-
Assunto:Obesidade Cirurgia bariátrica Avaliação nutricional Micronutrientes Nutrição Relatórios de estágio de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A desnutrição associada à doença crónica é ao mesmo tempo causa e efeito da própria doença. Se por um lado a doença pode ser causa de desnutrição, por outro lado a desnutrição pode ser responsável pelo aparecimento e agravamento da doença. A identificação do risco nutricional, avaliar o grau de desnutrição, e determinar o suporte nutricional são aspectos fundamentais no TCO, nas fases pré e pós operatórias. Existem diferentes instrumentos que têm sido desenvolvidos no âmbito do tratamento cirúrgico da obesidade e são, aplicados diariamente nos hospitais pelos profissionais de nutrição em âmbito de consulta de nutrição e dietética e internamento, nas diferentes fases do tratamento. No presente trabalho em âmbito de internamento foram observados 111 doentes de diferentes serviços, no qual foi aplicado 75 NRS e 19 SGA para a identificação de risco nutricional, e 29% desses doentes encontravam em risco de nutrição. Foram realizados 99 monitorizações 54 ensinos e 103 personalizações. Em consultas externas de TCO foram realizadas 61 consultas, 20% primeiras consultas e 80% consultas de seguimento. Durante as consultas foi realizado identificação de risco nutricional e avaliação do estado nutricional. Perante a anamnese e padrão alimentar, era indicado um possível método cirúrgico à equipa multidisciplinar de TCO e elaborado um plano alimentar de acordo com o seu perfil nutricional. Conclusão: Com a prestação de cuidados nutricionais e intervenção do nutricionista, tenta-se evitar ou reverter a desnutrição, evitar ou melhorar a deterioração da função física e mental do doente, reduzir o número ou a gravidade das complicações da doença e/ou do seu tratamento, reduzir o tempo de convalescença, melhorar a evolução clínica do doente e encurtar o tempo de internamento e com isso reduzir o consumo de recursos e os custos, tanto em regime de internamento como ambulatório, actuando desde a prevenção, convalescença e recuperação.