Publicação
A água da transposição do Velho Chico como solução para a seca do Nordeste
| Resumo: | No enfrentamento da seca diversos gestores públicos têm optado por transportar grandes massas de água de regiões excedentárias para regiões deficitárias. O processo tem provocado divergências entre a administração pública, usuários, especialistas e movimentos cívicos. Está em pauta a deterioração dos ecossistemas, diminuição da vazão, utilização intensiva de água e aumento de desigualdades no acesso. O tema ganha atualidade perante a mudança climática, o aumento populacional, o adiar de soluções para o saneamento básico e a estiagem que atinge várias regiões. No Nordeste Brasileiro, desde o período imperial que a transposição das águas do rio São Francisco tem sido apontada como a principal solução para o problema da seca, porém, a sua construção tem sido adiada sucessivamente. Estamos no semiárido mais populoso do mundo, e no território com maior número de infraestruturas de armazenamento e transporte de água, possuindo uma grande variedade de barragens e extensas adutoras. A transposição integra as medidas de convivência com a seca, que durante décadas mostrou suas conexões às lideranças locais, naquela que tem sido referida referenciada como a indústria da seca. Nossa proposta é um primeiro avanço de uma pesquisa mais abrangente que dará conta dos principais conflitos, disfuncionamentos do processo, soluções para garantir o acesso à água e eventual exclusão de comunidades ou grupos. Nosso objetivo é traçar uma panorâmica histórica do tema e das principais posições em confronto. A pesquisa se início com a revisão da literatura a partir do que acontece noutros países, seguindo com pesquisa documental, realização de entrevistas, organização de seminários e visitas de campo. |
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| Autores principais: | Ferreira, José Gomes |
| Outros Autores: | Figueiredo, Fábio Fonseca; Penha, Ivaneide Fontes da |
| Assunto: | Transposição Rio São Francisco Seca Nordeste brasileiro |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | No enfrentamento da seca diversos gestores públicos têm optado por transportar grandes massas de água de regiões excedentárias para regiões deficitárias. O processo tem provocado divergências entre a administração pública, usuários, especialistas e movimentos cívicos. Está em pauta a deterioração dos ecossistemas, diminuição da vazão, utilização intensiva de água e aumento de desigualdades no acesso. O tema ganha atualidade perante a mudança climática, o aumento populacional, o adiar de soluções para o saneamento básico e a estiagem que atinge várias regiões. No Nordeste Brasileiro, desde o período imperial que a transposição das águas do rio São Francisco tem sido apontada como a principal solução para o problema da seca, porém, a sua construção tem sido adiada sucessivamente. Estamos no semiárido mais populoso do mundo, e no território com maior número de infraestruturas de armazenamento e transporte de água, possuindo uma grande variedade de barragens e extensas adutoras. A transposição integra as medidas de convivência com a seca, que durante décadas mostrou suas conexões às lideranças locais, naquela que tem sido referida referenciada como a indústria da seca. Nossa proposta é um primeiro avanço de uma pesquisa mais abrangente que dará conta dos principais conflitos, disfuncionamentos do processo, soluções para garantir o acesso à água e eventual exclusão de comunidades ou grupos. Nosso objetivo é traçar uma panorâmica histórica do tema e das principais posições em confronto. A pesquisa se início com a revisão da literatura a partir do que acontece noutros países, seguindo com pesquisa documental, realização de entrevistas, organização de seminários e visitas de campo. |
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