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A parceria estratégica Brasil-União Europeia: motivações e ganhos (2007-2017)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O fenómeno da globalização desencadeou diversas alterações na economia internacional e nos equilíbrios políticos. A partir da década de 2000, a emergência de países em desenvolvimento tornou-se cada vez mais evidente; estes têm vindo a desempenhar um papel de relevo no sistema internacional. Paralelamente, os países desenvolvidos do Ocidente demonstraram-se mais vulneráveis aos efeitos da crise internacional, que afetou significativamente as suas economias. Perante um cenário internacional de crescente interdependência, a cooperação entre os diversos atores revela-se fundamental. Este panorama tornou necessário às potências desenvolvidas procurar apoio e vitalidade juntamente com as potências emergentes. Neste sentido, a União Europeia, enquanto ator internacional, tem vindo a estabelecer uma série de Acordos de Parcerias Estratégicas com algumas das principais potências emergentes. A presente dissertação dedica-se ao caso específico da parceria estratégica estabelecida entre o Brasil e a União Europeia, no ano de 2007, analisando as motivações e os ganhos obtidos através da mesma para ambas as partes, chegando-se à conclusão de que os ganhos políticos são superiores aos ganhos económicos e ainda que a Parceria Estratégica em si não influenciou significativamente o sistema internacional.
Autores principais:Gomes, Ana Carolina Nogueira
Assunto:Parceria estratégica Brasil União Europeia Relações Internacionais Política externa Multilateralismo Strategic Partnership Brazil European Union International Relations Foreign Policy Multilateralism
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O fenómeno da globalização desencadeou diversas alterações na economia internacional e nos equilíbrios políticos. A partir da década de 2000, a emergência de países em desenvolvimento tornou-se cada vez mais evidente; estes têm vindo a desempenhar um papel de relevo no sistema internacional. Paralelamente, os países desenvolvidos do Ocidente demonstraram-se mais vulneráveis aos efeitos da crise internacional, que afetou significativamente as suas economias. Perante um cenário internacional de crescente interdependência, a cooperação entre os diversos atores revela-se fundamental. Este panorama tornou necessário às potências desenvolvidas procurar apoio e vitalidade juntamente com as potências emergentes. Neste sentido, a União Europeia, enquanto ator internacional, tem vindo a estabelecer uma série de Acordos de Parcerias Estratégicas com algumas das principais potências emergentes. A presente dissertação dedica-se ao caso específico da parceria estratégica estabelecida entre o Brasil e a União Europeia, no ano de 2007, analisando as motivações e os ganhos obtidos através da mesma para ambas as partes, chegando-se à conclusão de que os ganhos políticos são superiores aos ganhos económicos e ainda que a Parceria Estratégica em si não influenciou significativamente o sistema internacional.