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A ética como criação de qualidade de vida : o apreço pela vida como pilar de sustentação da acção humana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O estágio realizado na Escola Manuel Cargaleiro representou um desafio extremamente importante. Esta instituição escolar, apresenta boas infra-estruturas físicas, uma equipa de docentes organizada e coerente no esforço constante de responder às necessidades da sociedade. A turma do 10º ano de escolaridade é considerada boa, os resultados quantitativos foram satisfatórios e a participação em sala de aula decorreu de forma construtiva e ordeira. Ao longo do processo de aprendizagem não aconteceu qualquer incidente negativo entre os alunos nem qualquer desobediência face às exigências requeridas pelos docentes, a conclusão final é positiva. A necessidade de leccionar a unidade temática no prazo previsto para tal, não tornou possível concretizar a metodologia sobre a qual recai a reflexão da segunda parte do relatório da tese do mestrado. A primeira parte do relatório da tese do mestrado não se limitou à descrição do estágio vai mais além, desenvolve um trabalho de reflexão sobre uma metodologia que procura assumir de forma articulada e coerente o conceito estruturante de todo o trabalho: o respeito pela vida humana e não humana. É seguindo esta linha de orientação, que aparecem os resultados obtidos pelos alunos a partir do teste de diagnóstico com o objectivo claro de os envolver na temática de estudo, ao mesmo tempo que funcionam como uma metodologia que vai ao encontro de uma ética prática, tendo como referência a abordagem desenvolvida por Peter Singer, segundo o qual não existe ética se as ideias preconizadas não tiveram aplicação prática. A temática da Responsabilidade Ecológica, incide sobre a consciência de que os recursos naturais são limitados, de que a Terra é a única possibilidade da vida humana e não humana. Os direitos dos animais ainda levantam muitas resistências, há quem não aceite que os animais têm valor intrínseco. Como poderemos afirmar que só os seres humanos têm a razão, a inteligência ou a autonomia? É fundamental levar em conta os interesses dos animais da mesma maneira que os interesses dos seres humanos. Assim, temos de reflectir imparcialmente no bem-estar de todos os seres sencientes, seja qual for a sua espécie e para isso precisamos de aprender a cuidar do nosso bem-estar sem fazermos sofrer os animais não humanos. A análise e interpretação dos textos dos alunos permitiu desenvolver a reflexão crítica sobre os aspectos que nos aproximam e afastam dos vários animais com quem partilhamos o Planeta Terra. As ideias redigidas pelos alunos revelam uma sensibilidade ecológica muito apurada e um sentido crítico curioso e construtivo. A imagem dos animais não humanos, aparecem envoltas numa teia de conceitos ainda frágeis, mas já denotam uma outra perspectiva de os entender e posicionar na esfera de respeito que merecem. No geral, o sentido de cidadania ainda precisa de se clarificar e desenvolver consistentemente, mas representam partículas de evolução qualitativa numa existência mais amiga da natureza e da vida animal.
Autores principais:Charrua, Maria Antonieta Paixão
Assunto:Ética ambiental Direitos dos animais Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O estágio realizado na Escola Manuel Cargaleiro representou um desafio extremamente importante. Esta instituição escolar, apresenta boas infra-estruturas físicas, uma equipa de docentes organizada e coerente no esforço constante de responder às necessidades da sociedade. A turma do 10º ano de escolaridade é considerada boa, os resultados quantitativos foram satisfatórios e a participação em sala de aula decorreu de forma construtiva e ordeira. Ao longo do processo de aprendizagem não aconteceu qualquer incidente negativo entre os alunos nem qualquer desobediência face às exigências requeridas pelos docentes, a conclusão final é positiva. A necessidade de leccionar a unidade temática no prazo previsto para tal, não tornou possível concretizar a metodologia sobre a qual recai a reflexão da segunda parte do relatório da tese do mestrado. A primeira parte do relatório da tese do mestrado não se limitou à descrição do estágio vai mais além, desenvolve um trabalho de reflexão sobre uma metodologia que procura assumir de forma articulada e coerente o conceito estruturante de todo o trabalho: o respeito pela vida humana e não humana. É seguindo esta linha de orientação, que aparecem os resultados obtidos pelos alunos a partir do teste de diagnóstico com o objectivo claro de os envolver na temática de estudo, ao mesmo tempo que funcionam como uma metodologia que vai ao encontro de uma ética prática, tendo como referência a abordagem desenvolvida por Peter Singer, segundo o qual não existe ética se as ideias preconizadas não tiveram aplicação prática. A temática da Responsabilidade Ecológica, incide sobre a consciência de que os recursos naturais são limitados, de que a Terra é a única possibilidade da vida humana e não humana. Os direitos dos animais ainda levantam muitas resistências, há quem não aceite que os animais têm valor intrínseco. Como poderemos afirmar que só os seres humanos têm a razão, a inteligência ou a autonomia? É fundamental levar em conta os interesses dos animais da mesma maneira que os interesses dos seres humanos. Assim, temos de reflectir imparcialmente no bem-estar de todos os seres sencientes, seja qual for a sua espécie e para isso precisamos de aprender a cuidar do nosso bem-estar sem fazermos sofrer os animais não humanos. A análise e interpretação dos textos dos alunos permitiu desenvolver a reflexão crítica sobre os aspectos que nos aproximam e afastam dos vários animais com quem partilhamos o Planeta Terra. As ideias redigidas pelos alunos revelam uma sensibilidade ecológica muito apurada e um sentido crítico curioso e construtivo. A imagem dos animais não humanos, aparecem envoltas numa teia de conceitos ainda frágeis, mas já denotam uma outra perspectiva de os entender e posicionar na esfera de respeito que merecem. No geral, o sentido de cidadania ainda precisa de se clarificar e desenvolver consistentemente, mas representam partículas de evolução qualitativa numa existência mais amiga da natureza e da vida animal.