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Inscrição do desejo: a marca indizível da dor

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente comunicação reflecte sobre desejo e desenho na obra de Louise Bourgeois. O desenho é vivo e vive, quer pelos vestígios que deixou – sombra –, quer pela sublimação que atingiu – transparência. Nessa transparência e sombra, o desenho forma a imagem em que passado e presente se cruzam: o agora – não o que é realizado, mas sim que a visão vê e dá a ver. Importa, enfim, a transformação da imagem: engendrar o desejo no indizível – “Faço desenhos para suprimir o indizível. O indizível não é um problema para mim. É mesmo o início do trabalho. É a razão para o trabalho; a motivação do trabalho é destruir o indizível”.
Autores principais:Robalo, Cristina
Assunto:Bourgeois, Louise, 1911-2010 Desenho Corpo - Arte Desejo Arte - séc.21 Crítica e interpretação Congressos - Actas
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente comunicação reflecte sobre desejo e desenho na obra de Louise Bourgeois. O desenho é vivo e vive, quer pelos vestígios que deixou – sombra –, quer pela sublimação que atingiu – transparência. Nessa transparência e sombra, o desenho forma a imagem em que passado e presente se cruzam: o agora – não o que é realizado, mas sim que a visão vê e dá a ver. Importa, enfim, a transformação da imagem: engendrar o desejo no indizível – “Faço desenhos para suprimir o indizível. O indizível não é um problema para mim. É mesmo o início do trabalho. É a razão para o trabalho; a motivação do trabalho é destruir o indizível”.