Publicação
Purificação e avaliação de novas lectinas como ferramenta no reconhecimento de epitopos celulares glicosilados, em células tumorais do cancro do cólon
| Resumo: | O conhecimento sobre o valor terapêutico das plantas sempre tem acompanhado a evolução do homem através dos tempos. Várias plantas endémicas da flora Portuguesa, têm sido estudadas pela sua riqueza e elevada constituição em compostos bioactivos, não só com actividade anticancerígena, como também, na prevenção da doença. As lectinas são uns dos vários componentes extraídos das plantas e representam uma família de proteínas ubiquitárias, existentes na forma livre ou associadas às células, podendo ser encontradas na superfície ou no interior destas, exibem uma afinidade para hidratos de carbono, não apresentam actividade catalítica, nem são resultado de resposta imune. O estudo das lectinas justifica-se pela importância dos hidratos de carbono na identidade celular, promovendo mecanismos envolvidos na interacção entre células, assim como uma variedade de processos biológicos. São pontos cruciais na investigação actual, a descoberta de novas lectinas, assim como o estudo da sua especificidade de ligação ao hidrato de carbono. Para o efeito, neste estudo foram seleccionadas quatro espécies endémicas da flora portuguesa, Juniperus oxycedrus subsp. oxycedrus, Juniperus oxycedrus subsp. badia, Arbutus unedo e Corema album. A caracterização do perfil polipeptídico das espécies em estudo, a actividade hemaglutinante dos extractos obtidos, frente a grupos sanguíneos humanos e eritrócitos de coelho, além da especificidade de ligação aos hidratos de carbono, associada à detecção de proteínas glicosiladas, revelou a existência de potenciais proteínas do tipo lectina nos quatro extractos proteicos. A actividade antitumoral foi testada em linhas celulares tumorais humanas derivada de carcinoma do cólon (HT29). A incubação dos respectivos extractos com as membranas das células HT29, revelaram, por análise bidimensional (2D), ligação de péptidos com especificidade para epitopos glicosilados das membranas HT29. Esta ligação foi efectiva para as quatro espécies em estudo. O potencial antitumoral dos quatro extractos demonstraram actividades distintas na inibição da invasão celular em células HT29, ficando patente uma forte capacidade de inibição apresentada pelas espécies Juniperus oxycedrus subsp. badia e Arbutus unedo. Seguiu-se, para as duas espécies com maior poder de inibição da invasão celular, a avaliação da sua actividade inibitória para as metaloproteinases MMP9 e MMP2. Verificou-se uma inibição na produção destas enzimas, sendo um excelente prognóstico para a aplicação destas espécies na inibição da actividade tumoral. |
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| Autores principais: | Nunes, António Filipe Ribeiro |
| Assunto: | Lectinas Cancro Células HT29 Actividade Antitumoral MMP9 MMP2 Juniperus oxycedrus subsp. oxycedrus Juniperus oxycedrus subsp. badia Arbutus unedo Corema album Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O conhecimento sobre o valor terapêutico das plantas sempre tem acompanhado a evolução do homem através dos tempos. Várias plantas endémicas da flora Portuguesa, têm sido estudadas pela sua riqueza e elevada constituição em compostos bioactivos, não só com actividade anticancerígena, como também, na prevenção da doença. As lectinas são uns dos vários componentes extraídos das plantas e representam uma família de proteínas ubiquitárias, existentes na forma livre ou associadas às células, podendo ser encontradas na superfície ou no interior destas, exibem uma afinidade para hidratos de carbono, não apresentam actividade catalítica, nem são resultado de resposta imune. O estudo das lectinas justifica-se pela importância dos hidratos de carbono na identidade celular, promovendo mecanismos envolvidos na interacção entre células, assim como uma variedade de processos biológicos. São pontos cruciais na investigação actual, a descoberta de novas lectinas, assim como o estudo da sua especificidade de ligação ao hidrato de carbono. Para o efeito, neste estudo foram seleccionadas quatro espécies endémicas da flora portuguesa, Juniperus oxycedrus subsp. oxycedrus, Juniperus oxycedrus subsp. badia, Arbutus unedo e Corema album. A caracterização do perfil polipeptídico das espécies em estudo, a actividade hemaglutinante dos extractos obtidos, frente a grupos sanguíneos humanos e eritrócitos de coelho, além da especificidade de ligação aos hidratos de carbono, associada à detecção de proteínas glicosiladas, revelou a existência de potenciais proteínas do tipo lectina nos quatro extractos proteicos. A actividade antitumoral foi testada em linhas celulares tumorais humanas derivada de carcinoma do cólon (HT29). A incubação dos respectivos extractos com as membranas das células HT29, revelaram, por análise bidimensional (2D), ligação de péptidos com especificidade para epitopos glicosilados das membranas HT29. Esta ligação foi efectiva para as quatro espécies em estudo. O potencial antitumoral dos quatro extractos demonstraram actividades distintas na inibição da invasão celular em células HT29, ficando patente uma forte capacidade de inibição apresentada pelas espécies Juniperus oxycedrus subsp. badia e Arbutus unedo. Seguiu-se, para as duas espécies com maior poder de inibição da invasão celular, a avaliação da sua actividade inibitória para as metaloproteinases MMP9 e MMP2. Verificou-se uma inibição na produção destas enzimas, sendo um excelente prognóstico para a aplicação destas espécies na inibição da actividade tumoral. |
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