Publicação
A Terra Sigillata e a cerâmica de cozinha africana do Edifício Sede do Banco de Portugal (Lisboa)
| Resumo: | O estudo que realizámos incidiu sobre uma grande quantidade de fragmentos de terra sigillata e de cerâmica de cozinha africana que foi recolhida no decorrer da intervenção arqueológica realizada no Edifício Sede do Banco de Portugal, dirigida pelo arqueólogo Artur Rocha, na sequência da remodelação do quarteirão pombalino. Os estratos romanos consistiam em níveis de aluvião, pelo que a maioria das peças se encontrava muito rolada, tendo sido contudo possível identificar diversas categorias cerâmicas. Assim, neste trabalho estudámos a sigillata de tipo itálico, a sigillata sudgálica, a sigillata hispânica do tipo Peñaflor, a sigillata hispânica, a clara A, C e D, a sigillata hispânica tardia e a cerâmica de cozinha africana, abarcando estes materiais um longo período cronológico, desde o século I a.C. até finais do V/meados do século VI d.C. Tendo por base as formas, os fabricos e o seu enquadramento cronológico, este estudo permitiu a identificação dos padrões de consumo e de importação destas cerâmicas para a área de Lisboa, tendo sido igualmente possível comparar os dados obtidos com as informações existentes para outros sítios da área de Lisboa e do actual território português. Sendo Olisipo uma cidade com uma actividade mercantil intensa, a existência destas peças nesta zona que poderá ter sido uma área portuária da cidade, não é de estranhar, e forneceu relevante contributo para o conhecimento dos ritmos de ocupação da cidade antiga. Por outro lado, a inexistência de estruturas de época romana não terá sido um inibidor de este sítio se poder tratar de uma pequena área portuária, pois a visibilidade dos portos no registo arqueológico é muitas vezes condicionada pelas condições de conservação das suas estruturas, construídas, na maioria das vezes, em madeira. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Ana Beatriz Pereira Amaral dos |
| Assunto: | Portugal. Banco de Portugal Cerâmica romana - Lisboa (Portugal) Cerâmica sigillata - Lisboa (Portugal) Lisboa (Portugal) - Vestígios arqueológicos romanos Escavações arqueológicas - Lisboa (Portugal) Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O estudo que realizámos incidiu sobre uma grande quantidade de fragmentos de terra sigillata e de cerâmica de cozinha africana que foi recolhida no decorrer da intervenção arqueológica realizada no Edifício Sede do Banco de Portugal, dirigida pelo arqueólogo Artur Rocha, na sequência da remodelação do quarteirão pombalino. Os estratos romanos consistiam em níveis de aluvião, pelo que a maioria das peças se encontrava muito rolada, tendo sido contudo possível identificar diversas categorias cerâmicas. Assim, neste trabalho estudámos a sigillata de tipo itálico, a sigillata sudgálica, a sigillata hispânica do tipo Peñaflor, a sigillata hispânica, a clara A, C e D, a sigillata hispânica tardia e a cerâmica de cozinha africana, abarcando estes materiais um longo período cronológico, desde o século I a.C. até finais do V/meados do século VI d.C. Tendo por base as formas, os fabricos e o seu enquadramento cronológico, este estudo permitiu a identificação dos padrões de consumo e de importação destas cerâmicas para a área de Lisboa, tendo sido igualmente possível comparar os dados obtidos com as informações existentes para outros sítios da área de Lisboa e do actual território português. Sendo Olisipo uma cidade com uma actividade mercantil intensa, a existência destas peças nesta zona que poderá ter sido uma área portuária da cidade, não é de estranhar, e forneceu relevante contributo para o conhecimento dos ritmos de ocupação da cidade antiga. Por outro lado, a inexistência de estruturas de época romana não terá sido um inibidor de este sítio se poder tratar de uma pequena área portuária, pois a visibilidade dos portos no registo arqueológico é muitas vezes condicionada pelas condições de conservação das suas estruturas, construídas, na maioria das vezes, em madeira. |
|---|