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Integrar os cuidados paliativos nas doenças não-oncológicas : um artigo de revisão

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Resumo:Os Cuidados Paliativos (CP) são cuidados clínicos cujo principal objectivo é o de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos doentes, satisfazendo também as necessidades dos seus familiares e cuidadores. Este tipo de cuidados tem 4 pilares fundamentais: o controlo sintomático, o trabalho em equipa, a comunicação e o suporte à família, de maneira a garantir o alívio sintomático e o maior conforto, dentro das condições do doente. Provavelmente por uma questão de contexto, os CP tendem a ser vistos pelo público como destinados exclusivamente a doentes oncológicos. Considerando o crescente envelhecimento da população, é compreensível que as doenças crónicas não-oncológicas sejam, cada vez mais, algumas das principais causas de morte. Destacam-se a Insuficiência Cardíaca, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e a Demência, doenças em que é evidente o deficiente acesso aos CP, mas nas quais se tornam claras as necessidades e o sofrimento dos doentes, comparáveis aos de um doente oncológico. É, então, necessário tomar consciência da necessidade destes doentes terem acesso aos CP, visto que uma intervenção precoce levaria a uma melhoria da qualidade de vida destes doentes. Os CP podem inclusivamente diminuir o número de reinternamentos, muito comuns nestas doenças e que muitas vezes afastam a possibilidade de uma morte em casa ou, pelo menos, com menor sofrimento. Assim, e apesar da incerteza do prognóstico destas doenças, e da grande variação de quadro clínico entre doentes, é fundamental uma abordagem integrada ao doente crónico, que contemple a sua necessidade de aceder aos CP. Isto implica que a sociedade se empenhe em possibilitar o acesso aos CP por estes doentes, de modo a proporcionar os melhores cuidados e uma melhor qualidade de vida (para os doentes e também para os seus familiares), desta forma centrando o tratamento também na própria pessoa e não só na doença em si.
Autores principais:Botelho, Ana Carlota Âmbar Correia Moniz
Assunto:Cuidados paliativos Doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) Insuficiência cardíaca Demência Evolução da doença Bioética
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os Cuidados Paliativos (CP) são cuidados clínicos cujo principal objectivo é o de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos doentes, satisfazendo também as necessidades dos seus familiares e cuidadores. Este tipo de cuidados tem 4 pilares fundamentais: o controlo sintomático, o trabalho em equipa, a comunicação e o suporte à família, de maneira a garantir o alívio sintomático e o maior conforto, dentro das condições do doente. Provavelmente por uma questão de contexto, os CP tendem a ser vistos pelo público como destinados exclusivamente a doentes oncológicos. Considerando o crescente envelhecimento da população, é compreensível que as doenças crónicas não-oncológicas sejam, cada vez mais, algumas das principais causas de morte. Destacam-se a Insuficiência Cardíaca, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e a Demência, doenças em que é evidente o deficiente acesso aos CP, mas nas quais se tornam claras as necessidades e o sofrimento dos doentes, comparáveis aos de um doente oncológico. É, então, necessário tomar consciência da necessidade destes doentes terem acesso aos CP, visto que uma intervenção precoce levaria a uma melhoria da qualidade de vida destes doentes. Os CP podem inclusivamente diminuir o número de reinternamentos, muito comuns nestas doenças e que muitas vezes afastam a possibilidade de uma morte em casa ou, pelo menos, com menor sofrimento. Assim, e apesar da incerteza do prognóstico destas doenças, e da grande variação de quadro clínico entre doentes, é fundamental uma abordagem integrada ao doente crónico, que contemple a sua necessidade de aceder aos CP. Isto implica que a sociedade se empenhe em possibilitar o acesso aos CP por estes doentes, de modo a proporcionar os melhores cuidados e uma melhor qualidade de vida (para os doentes e também para os seus familiares), desta forma centrando o tratamento também na própria pessoa e não só na doença em si.