Publicação
Influência do stress térmico nas doenças pós-parto
| Resumo: | As vacas leiteiras sujeitas a stress térmico apresentam uma diminuição da ingestão de matéria seca (IMS), uma diminuição da produção de leite e alterações ao nível do seu metabolismo que culminam na ineficiência da produção leiteira. Da mesma forma, vitelos que experimentaram condições de stress térmico numa fase final de gestação demonstram modificações imunológicas, metabólicas e de desempenho, que se refletem ao longo das suas vidas por reduzirem o seu potencial produtivo. Com este trabalho pretendeu-se avaliar o custo-benefício da instalação de mecanismos de arrefecimento no parque destinado à estabulação de vacas secas bem como a identificação de possíveis influências do stress térmico na ingestão de matéria seca no periparto, prevalência de doença, taxa de refugo e incidência de mortalidade em vacas no pós-parto, bem como na quantidade e qualidade do colostro produzido e incidência de doenças em vitelos até ao desmame. O estudo contemplou dados recolhidos na exploração Barão & Barão Lda., destinada à produção leiteira. No parque das vacas secas foi instalado um sistema de arrefecimento, em funcionamento desde julho de 2020 a outubro do mesmo ano. A recolha de dados teve por base os registos de janeiro de 2019 a agosto de 2021 e incluíam temperatura em graus Celsius, humidade relativa em percentagem e índice de temperatura e humidade (THI) diários, calculado de forma automática recorrendo ao software Excel® onde eram feitos os registos. Os valores de IMS em Kg/dia eram calculados a partir dos valores conhecidos das quantidades colocadas subtraindo o que sobrava na manjedoura e foram contemplados valores entre setembro de 2019 e dezembro de 2020. Foram também extraídas listagens, que incluíram dois períodos, setembro a dezembro de 2019 e os meses homólogos de 2020 através do programa de gestão da exploração, Dairy Plan 5.3®, que permitiu a obtenção de todos os registos do efetivo total, animais em produção, número de vacas secas, quantidade de colostro em litros e qualidade em % Brix. Estas listagens incluíram ainda a incidência de doenças no pós-parto bem como em vitelos, refugo e mortalidade dos animais e sua causa. Os resultados obtidos demonstraram que vacas não sujeitas a stress térmico por alturas do ano em que este não se manifesta ou por ação de arrefecimento artificial, apresentaram em média, maiores ingestões de matéria seca, com um aumento de 5,1 % quando foi fornecido arrefecimento. Foram ainda menores as incidências de deslocamento de abomaso, com uma diminuição em 2,58 % para aumento de 1 kg na IMS no mês anterior ao parto e a percentagem de abortos. A quantidade de colostro produzido demonstrou uma correlação negativa significativa com o mês do ano (r=-0,644, p=0,007) e positiva com o número de dias em stress térmico nos 21 dias que antecedem o parto (r=0,516, p=0,041) Além disso, a análise custo-benefício revelou que o retorno do investimento, na exploração em estudo, ocorreu em cerca de 346 dias de funcionamento. |
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| Autores principais: | Antunes, Juliana Guarda |
| Assunto: | Stress térmico Ingestão de matéria seca Índice de temperatura e humidade Arrefecimento artificial Custo-benefício Heat stress Dry matter intake Temperature and humidity Indei Artificial cooling Cost-benefit |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As vacas leiteiras sujeitas a stress térmico apresentam uma diminuição da ingestão de matéria seca (IMS), uma diminuição da produção de leite e alterações ao nível do seu metabolismo que culminam na ineficiência da produção leiteira. Da mesma forma, vitelos que experimentaram condições de stress térmico numa fase final de gestação demonstram modificações imunológicas, metabólicas e de desempenho, que se refletem ao longo das suas vidas por reduzirem o seu potencial produtivo. Com este trabalho pretendeu-se avaliar o custo-benefício da instalação de mecanismos de arrefecimento no parque destinado à estabulação de vacas secas bem como a identificação de possíveis influências do stress térmico na ingestão de matéria seca no periparto, prevalência de doença, taxa de refugo e incidência de mortalidade em vacas no pós-parto, bem como na quantidade e qualidade do colostro produzido e incidência de doenças em vitelos até ao desmame. O estudo contemplou dados recolhidos na exploração Barão & Barão Lda., destinada à produção leiteira. No parque das vacas secas foi instalado um sistema de arrefecimento, em funcionamento desde julho de 2020 a outubro do mesmo ano. A recolha de dados teve por base os registos de janeiro de 2019 a agosto de 2021 e incluíam temperatura em graus Celsius, humidade relativa em percentagem e índice de temperatura e humidade (THI) diários, calculado de forma automática recorrendo ao software Excel® onde eram feitos os registos. Os valores de IMS em Kg/dia eram calculados a partir dos valores conhecidos das quantidades colocadas subtraindo o que sobrava na manjedoura e foram contemplados valores entre setembro de 2019 e dezembro de 2020. Foram também extraídas listagens, que incluíram dois períodos, setembro a dezembro de 2019 e os meses homólogos de 2020 através do programa de gestão da exploração, Dairy Plan 5.3®, que permitiu a obtenção de todos os registos do efetivo total, animais em produção, número de vacas secas, quantidade de colostro em litros e qualidade em % Brix. Estas listagens incluíram ainda a incidência de doenças no pós-parto bem como em vitelos, refugo e mortalidade dos animais e sua causa. Os resultados obtidos demonstraram que vacas não sujeitas a stress térmico por alturas do ano em que este não se manifesta ou por ação de arrefecimento artificial, apresentaram em média, maiores ingestões de matéria seca, com um aumento de 5,1 % quando foi fornecido arrefecimento. Foram ainda menores as incidências de deslocamento de abomaso, com uma diminuição em 2,58 % para aumento de 1 kg na IMS no mês anterior ao parto e a percentagem de abortos. A quantidade de colostro produzido demonstrou uma correlação negativa significativa com o mês do ano (r=-0,644, p=0,007) e positiva com o número de dias em stress térmico nos 21 dias que antecedem o parto (r=0,516, p=0,041) Além disso, a análise custo-benefício revelou que o retorno do investimento, na exploração em estudo, ocorreu em cerca de 346 dias de funcionamento. |
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