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Previsão do estado de maturação, qualidade e relação do potencial de conservação com o índice de maturação medido com o DA-meter em Pera Rocha

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Foi utilizado o DA-meter, um dispositivo portátil e não destrutivo para avaliação da maturação dos frutos. O DA meter mede conteúdo de clorofila-α através de um índice (IAD) (índice da diferença da absorvância entre 720 e 670 nm). Para usar o IAD, como índice de maturação dos frutos e avaliar a correlação da maturação com acidentes fisiológicos pós-colheita, foram colhidos frutos de três pomares de pera ‘Rocha’ (pomares A, B, C) em 8 datas durante 7 semanas. À colheita, os frutos foram separados em três classes de IAD (1.4-1.6, 1.6-1.8 e 1.8-2.0). Os frutos foram armazenados em atmosfera normal (AN) durante 23 semanas e em atmosfera controlada dinâmica (ACD) duantre 31 semanas. A qualidade dos frutos foi avaliada à colheita e após conservação. Após conservação a incidência de escaldão superficial e de acastanhamento interno foi avaliada. À colheita, o índice IAD relacionou-se com a firmeza e taxa de produção de etileno (r = 0,74 e R2 = 76, respetivamente), mas a relação com o teor em sólidos solúveis e tamanho do fruto foi baixa (r = 0,10 e 0,45, respetivamente). Em AN, os frutos da classe 1.4-1.6 de IAD, para os pomares A e B, apresentaram uma média de 13,1% dos frutos com escaldão superficial e 11,1% de acastanhamento interno, os melhores resultados foram de frutos do pomar C da classe 1.8-2.0 de IAD, com 0,8% e 9,2% de frutos com escaldão superficial e acastanhamento interno, respetivamente. Os frutos de ACD, do pomar B da classe 1.8-2.0 de IAD, apresentaram a menor incidência de acastanhamento interno (6,15%). Estes resultados mostram que o pomar tem uma forte influência sobre os acidentes fisiológicos e o índice IAD pode ser insuficiente para ser usado como único critério para estabelecer a data da colheita e prever o nível de incidência de acidentes fisiológicos
Autores principais:Gomes, Rafael Capinha Blanc
Assunto:espectroscopia Vis/NIR desordens fisiológicas DA-meter maturação métodos não destrutivos
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Foi utilizado o DA-meter, um dispositivo portátil e não destrutivo para avaliação da maturação dos frutos. O DA meter mede conteúdo de clorofila-α através de um índice (IAD) (índice da diferença da absorvância entre 720 e 670 nm). Para usar o IAD, como índice de maturação dos frutos e avaliar a correlação da maturação com acidentes fisiológicos pós-colheita, foram colhidos frutos de três pomares de pera ‘Rocha’ (pomares A, B, C) em 8 datas durante 7 semanas. À colheita, os frutos foram separados em três classes de IAD (1.4-1.6, 1.6-1.8 e 1.8-2.0). Os frutos foram armazenados em atmosfera normal (AN) durante 23 semanas e em atmosfera controlada dinâmica (ACD) duantre 31 semanas. A qualidade dos frutos foi avaliada à colheita e após conservação. Após conservação a incidência de escaldão superficial e de acastanhamento interno foi avaliada. À colheita, o índice IAD relacionou-se com a firmeza e taxa de produção de etileno (r = 0,74 e R2 = 76, respetivamente), mas a relação com o teor em sólidos solúveis e tamanho do fruto foi baixa (r = 0,10 e 0,45, respetivamente). Em AN, os frutos da classe 1.4-1.6 de IAD, para os pomares A e B, apresentaram uma média de 13,1% dos frutos com escaldão superficial e 11,1% de acastanhamento interno, os melhores resultados foram de frutos do pomar C da classe 1.8-2.0 de IAD, com 0,8% e 9,2% de frutos com escaldão superficial e acastanhamento interno, respetivamente. Os frutos de ACD, do pomar B da classe 1.8-2.0 de IAD, apresentaram a menor incidência de acastanhamento interno (6,15%). Estes resultados mostram que o pomar tem uma forte influência sobre os acidentes fisiológicos e o índice IAD pode ser insuficiente para ser usado como único critério para estabelecer a data da colheita e prever o nível de incidência de acidentes fisiológicos