Publicação
Medição da proteína total em vacas holstein-frísias recém-paridas e sua pontual utilização na prática clínica
| Resumo: | Este ensaio insere-se numa metodologia de estudo de caso e a amostra inclui 106 fêmeas selecionadas entre as vacas Holstein-Frísias múltiparas. A recolha dos dados iniciou-se a seguir ao parto com a medição da concentração sanguínea da proteína total (PT). Posteriormente, no quinto dia após o parto, foi efetuada uma segunda medição da concentração sanguínea da PT. As vacas leiteiras foram seguidas até 30 dias após o parto e incorporadas nos grupos sem e com doença pós-parto, “paratuberculose +” sem e com sintomas da doença pós-parto. Foram consideradas as principais e mais frequentes doenças do pós-parto em vacas leiteiras multíparas em regime intensivo de produção, como a retenção placentária, metrite, mastite e cetose. Procurou adotar-se uma metodologia semelhante de medição da PT sérica aos vitelos recém-nascidos a fim de se conseguir um diagnóstico precoce de doenças do pós-parto em vacas leiteiras multíparas, através do uso do refratómetro. No total das 106 vacas multíparas 70 fêmeas não adoeceram (66%) e 36 animais adoeceram (34%) no pós-parto. A variação (VarO, g/dL) da PT medida pelo refratómetro ótico (PTo) e a variação (VarD, % de Brix) da PT medida pelo refratómetro digital (PTd) foram estatisticamente significativas entre os grupos sem e com doença pós-parto (p < 0,05), sendo que no grupo sem doença pós-parto a Var da PT sérica foi positiva e no grupo com doença pós-parto, a Var foi negativa. O decréscimo no valor da PT entre o dia do parto e o quinto dia pós-parto, sugere possivelmente um sinal de doença. Nos grupos “paratuberculose +” sem e com sintomas de doença pós-parto, a VarO (g/dL) da PTo e a VarD (% de Brix) da PTd não foram estatisticamente significativas (p > 0,05). Os dois tipos de refratómetros usados para medir a PT sérica apresentaram uma forte correlação entre si (ρ=0,98), sendo que ambas as ferramentas foram fiáveis para esse fim, quando usados em vacas leiteiras. Porém, sugere-se a realização de outros estudos, análogos, com um maior número de animais na amostra, sobretudo dentro do grupo de cada doença do pós-parto. Seria igualmente importante fazer as medições da PT sérica também nas vacas secas, antes do parto (cerca de três semanas e uma semana antes da data prevista do parto) de forma a poder verificar a diminuição ou não da PT sérica à medida que se aproxima o parto como uma possível consequência da imunossupressão presente neste período. |
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| Autores principais: | Bystrova, Sviatlana Ivanovna |
| Assunto: | vaca leiteira proteína total imunossupressão periparto refratómetro doenças do pós-parto dairy cow total protein peripartum immunosuppression refractometer postpartum disease |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este ensaio insere-se numa metodologia de estudo de caso e a amostra inclui 106 fêmeas selecionadas entre as vacas Holstein-Frísias múltiparas. A recolha dos dados iniciou-se a seguir ao parto com a medição da concentração sanguínea da proteína total (PT). Posteriormente, no quinto dia após o parto, foi efetuada uma segunda medição da concentração sanguínea da PT. As vacas leiteiras foram seguidas até 30 dias após o parto e incorporadas nos grupos sem e com doença pós-parto, “paratuberculose +” sem e com sintomas da doença pós-parto. Foram consideradas as principais e mais frequentes doenças do pós-parto em vacas leiteiras multíparas em regime intensivo de produção, como a retenção placentária, metrite, mastite e cetose. Procurou adotar-se uma metodologia semelhante de medição da PT sérica aos vitelos recém-nascidos a fim de se conseguir um diagnóstico precoce de doenças do pós-parto em vacas leiteiras multíparas, através do uso do refratómetro. No total das 106 vacas multíparas 70 fêmeas não adoeceram (66%) e 36 animais adoeceram (34%) no pós-parto. A variação (VarO, g/dL) da PT medida pelo refratómetro ótico (PTo) e a variação (VarD, % de Brix) da PT medida pelo refratómetro digital (PTd) foram estatisticamente significativas entre os grupos sem e com doença pós-parto (p < 0,05), sendo que no grupo sem doença pós-parto a Var da PT sérica foi positiva e no grupo com doença pós-parto, a Var foi negativa. O decréscimo no valor da PT entre o dia do parto e o quinto dia pós-parto, sugere possivelmente um sinal de doença. Nos grupos “paratuberculose +” sem e com sintomas de doença pós-parto, a VarO (g/dL) da PTo e a VarD (% de Brix) da PTd não foram estatisticamente significativas (p > 0,05). Os dois tipos de refratómetros usados para medir a PT sérica apresentaram uma forte correlação entre si (ρ=0,98), sendo que ambas as ferramentas foram fiáveis para esse fim, quando usados em vacas leiteiras. Porém, sugere-se a realização de outros estudos, análogos, com um maior número de animais na amostra, sobretudo dentro do grupo de cada doença do pós-parto. Seria igualmente importante fazer as medições da PT sérica também nas vacas secas, antes do parto (cerca de três semanas e uma semana antes da data prevista do parto) de forma a poder verificar a diminuição ou não da PT sérica à medida que se aproxima o parto como uma possível consequência da imunossupressão presente neste período. |
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