Publicação
Caracterização de biofilmes de estirpes persistentes de Listeria monocytogenes
| Resumo: | Algumas estirpes de L. monocytogenes têm a capacidade de formar biofilmes e persistir em ambientes industriais, por longos períodos de tempo, mesmo após os processos de higienização. O principal objectivo deste trabalho foi caracterizar estirpes persistentes, em indústrias de carne de suíno e de aves, relativamente à sua capacidade de formação de biofilme e à susceptibilidade a um desinfectante comercial (P3 OXONIA) baseado em peróxido de hidrogénio, ácido acético e ácido peracético. A capacidade de formação de biofilme foi avaliada através do método do cristal violeta e pela enumeração de células viáveis em coupons de aço inoxidável. As temperaturas de incubação foram de 25 °C e de 11 °C, durante 48 h e 7 dias, respectivamente. De modo a simular diferentes eficiências de higienização dos equipamentos, a formação de biofilme em aço inoxidável foi avaliada em meio de cultura TSB-YE e em meio diluído (TSB-YE/10). Em geral, com ambos os métodos, as estirpes apresentaram menor formação de biofilmes a 11 °C do que 25 °C. Foi também observada uma menor formação de biofilme para incubações em meio diluído, em ambas as temperaturas. Quando o desinfectante foi aplicado (1% (v/v), 7,5 minutos) a biofilmes produzidos a 11 °C em TSB-YE/10, em geral, as estirpes mostraram menor susceptibilidade. Não se verificou, no entanto, relação entre a capacidade de formação de biofilme e a susceptibilidade ao P3 OXONIA. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Ana Isabel Dias |
| Assunto: | Listeria monocytogenes biofilme persistência susceptibilidade ao P3 OXONIA |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Algumas estirpes de L. monocytogenes têm a capacidade de formar biofilmes e persistir em ambientes industriais, por longos períodos de tempo, mesmo após os processos de higienização. O principal objectivo deste trabalho foi caracterizar estirpes persistentes, em indústrias de carne de suíno e de aves, relativamente à sua capacidade de formação de biofilme e à susceptibilidade a um desinfectante comercial (P3 OXONIA) baseado em peróxido de hidrogénio, ácido acético e ácido peracético. A capacidade de formação de biofilme foi avaliada através do método do cristal violeta e pela enumeração de células viáveis em coupons de aço inoxidável. As temperaturas de incubação foram de 25 °C e de 11 °C, durante 48 h e 7 dias, respectivamente. De modo a simular diferentes eficiências de higienização dos equipamentos, a formação de biofilme em aço inoxidável foi avaliada em meio de cultura TSB-YE e em meio diluído (TSB-YE/10). Em geral, com ambos os métodos, as estirpes apresentaram menor formação de biofilmes a 11 °C do que 25 °C. Foi também observada uma menor formação de biofilme para incubações em meio diluído, em ambas as temperaturas. Quando o desinfectante foi aplicado (1% (v/v), 7,5 minutos) a biofilmes produzidos a 11 °C em TSB-YE/10, em geral, as estirpes mostraram menor susceptibilidade. Não se verificou, no entanto, relação entre a capacidade de formação de biofilme e a susceptibilidade ao P3 OXONIA. |
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