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Determinantes parentais na aceitação a uma intervenção dirigida à redução dos problemas de ansiedade em crianças em idade escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As Perturbações de Ansiedade são dos problemas de saúde mental mais frequentes na infância. Apesar das evidências que apontam no sentido da eficácia de terapias cognitivo-comportamentais no tratamento de sintomatologia ansiosa, a maioria das crianças não recebe tratamento. A literatura tem explorado o papel dos pais na procura de ajuda, adesão e desistência do tratamento, procurando explorar possíveis fatores que possam explicar a não procura de ajuda, a não adesão ao tratamento e a desistência do tratamento no sentido de promover maior taxas de procura de ajuda e de adesão. No entanto, são pouco os estudos que se têm focado no momento de decisão de aceitar o tratamento. Neste estudo procurou-se estudar o papel de diferentes fatores parentais - fatores sociodemográficos, preocupações da mãe, crenças parentais, perceção de interferência da ansiedade na vida da criança e da família - na aceitação parental dum programa de intervenção para redução da ansiedade da criança. A amostra é constituída por 104 crianças com diagnóstico principal de ansiedade, entre os 7 e os 12 anos e as respetivas mães. Foi solicitado às mães (em duas etapas) que participassem numa entrevista (ADIS-IV-P) e que respondessem a um conjunto de questionários (PBA-Q, SCARED-R e EIAVC). A amostra foi dividida em dois grupos: mães que aceitaram e mães que não aceitaram a intervenção. Dos fatores em estudo, apenas o ciclo de ensino da criança e a situação conjugal apresentaram associações estatisticamente significativas com a aceitação da intervenção. As preocupações parentais, as crenças parentais e a interferência percebida da ansiedade não foram preditoras da aceitação da intervenção. Dentro das razões de não aceitação apresentadas pelas mães as mais frequentes foram as questões logísticas (transporte e atividades extracurriculares). Estes resultados poderão ser explorados em investigações futuras, contribuindo desta forma para um maior conhecimento das variáveis envolvidas na aceitação do tratamento.
Autores principais:Simão, Sara Daniela Correia
Assunto:Crenças parentais Ansiedade Psicoterapia infantil Teses de mestrado - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As Perturbações de Ansiedade são dos problemas de saúde mental mais frequentes na infância. Apesar das evidências que apontam no sentido da eficácia de terapias cognitivo-comportamentais no tratamento de sintomatologia ansiosa, a maioria das crianças não recebe tratamento. A literatura tem explorado o papel dos pais na procura de ajuda, adesão e desistência do tratamento, procurando explorar possíveis fatores que possam explicar a não procura de ajuda, a não adesão ao tratamento e a desistência do tratamento no sentido de promover maior taxas de procura de ajuda e de adesão. No entanto, são pouco os estudos que se têm focado no momento de decisão de aceitar o tratamento. Neste estudo procurou-se estudar o papel de diferentes fatores parentais - fatores sociodemográficos, preocupações da mãe, crenças parentais, perceção de interferência da ansiedade na vida da criança e da família - na aceitação parental dum programa de intervenção para redução da ansiedade da criança. A amostra é constituída por 104 crianças com diagnóstico principal de ansiedade, entre os 7 e os 12 anos e as respetivas mães. Foi solicitado às mães (em duas etapas) que participassem numa entrevista (ADIS-IV-P) e que respondessem a um conjunto de questionários (PBA-Q, SCARED-R e EIAVC). A amostra foi dividida em dois grupos: mães que aceitaram e mães que não aceitaram a intervenção. Dos fatores em estudo, apenas o ciclo de ensino da criança e a situação conjugal apresentaram associações estatisticamente significativas com a aceitação da intervenção. As preocupações parentais, as crenças parentais e a interferência percebida da ansiedade não foram preditoras da aceitação da intervenção. Dentro das razões de não aceitação apresentadas pelas mães as mais frequentes foram as questões logísticas (transporte e atividades extracurriculares). Estes resultados poderão ser explorados em investigações futuras, contribuindo desta forma para um maior conhecimento das variáveis envolvidas na aceitação do tratamento.