Publicação
Parasitismo gastrointestinal e respiratório em cães de trabalho, de companhia e de alojamentos sem fins lucrativos no distrito de Portalegre
| Resumo: | RESUMO - Apesar dos avanços na medicina de animais de companhia através da identificação e conhecimento de espécies parasitárias e da utilização de anti-helmínticos adequados, não se deve desvalorizar o aumento da incidência de parasitas zoonóticos, outrora mais frequentes, mas cujo risco para a saúde pública persiste no tempo. Este trabalho teve como objetivos a pesquisa e estudo da prevalência de parasitas gastrointestinais e respiratórios em cães de trabalho, de companhia e de alojamentos sem fins lucrativos, no distrito de Portalegre, Portugal. Sendo expectável encontrar Echinococcus granulosus e outros cestodes, Toxocara canis e Toxascaris leonina. Foram recolhidas noventa e três amostras fecais e vinte e nove amostras de sangue. As primeiras foram analisadas através do método de flutuação de Willis, método de sedimentação modificado, método de Baerman modificado e adaptado e, quando necessário, coprocultura. Com as amostras de sangue, foi possível elaborar esfregaços, os quais foram corados pelo método de Giemsa, para rastreio de hemoparasitas. A prevalência global de parasitismo gastrointestinal foi de 14,0%. Os parasitas gastrointestinais observados nas amostras foram Uncinaria stenocephala (10,8%); Toxocara canis, Toxascaris leonina, Cystoisospora canis, Giardia sp. e Alaria alata, cada uma destas espécies enumeradas estava presente em 1,1% dos animais. Não se detetou a presença de cestodes nem de parasitas cardiopulmonares, através dos métodos coprológicos utilizados. Nenhum dos animais com infeção parasitária detetada apresentava sinais clínicos de parasitose. Em relação às amostras sanguíneas, não se observaram hemoparasitas. No entanto, três animais da amostra estavam infetados com Leishmania sp. No presente trabalho encontrou-se uma baixa percentagem de parasitismo gastrointestinal, tanto globalmente como por grupo, inclusive nos cães de alojamentos sem fins lucrativos. Estes resultados podem ser indicativos de uma maior sensibilização dos detentores dos animais e funcionários, que seguem as recomendações médicoveterinárias, através da adoção de profilaxia regular para controlo das parasitoses e da redução de comportamentos de risco, tais como acesso a carne e vísceras cruas, para além da remoção de fezes em espaços públicos, o que reduz a contaminação ambiental. Destaca-se ainda o facto de se ter encontrado o parasita Alaria alata num dos animais e o potencial zoonótico que este pode representar. |
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| Autores principais: | Carvalho, Mariana Leitão |
| Assunto: | Parasitas gastrointestinais cães zoonoses Portalegre, Portugal Gastrointestinal parasites dogs zoonosis Portalegre, Portugal |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | RESUMO - Apesar dos avanços na medicina de animais de companhia através da identificação e conhecimento de espécies parasitárias e da utilização de anti-helmínticos adequados, não se deve desvalorizar o aumento da incidência de parasitas zoonóticos, outrora mais frequentes, mas cujo risco para a saúde pública persiste no tempo. Este trabalho teve como objetivos a pesquisa e estudo da prevalência de parasitas gastrointestinais e respiratórios em cães de trabalho, de companhia e de alojamentos sem fins lucrativos, no distrito de Portalegre, Portugal. Sendo expectável encontrar Echinococcus granulosus e outros cestodes, Toxocara canis e Toxascaris leonina. Foram recolhidas noventa e três amostras fecais e vinte e nove amostras de sangue. As primeiras foram analisadas através do método de flutuação de Willis, método de sedimentação modificado, método de Baerman modificado e adaptado e, quando necessário, coprocultura. Com as amostras de sangue, foi possível elaborar esfregaços, os quais foram corados pelo método de Giemsa, para rastreio de hemoparasitas. A prevalência global de parasitismo gastrointestinal foi de 14,0%. Os parasitas gastrointestinais observados nas amostras foram Uncinaria stenocephala (10,8%); Toxocara canis, Toxascaris leonina, Cystoisospora canis, Giardia sp. e Alaria alata, cada uma destas espécies enumeradas estava presente em 1,1% dos animais. Não se detetou a presença de cestodes nem de parasitas cardiopulmonares, através dos métodos coprológicos utilizados. Nenhum dos animais com infeção parasitária detetada apresentava sinais clínicos de parasitose. Em relação às amostras sanguíneas, não se observaram hemoparasitas. No entanto, três animais da amostra estavam infetados com Leishmania sp. No presente trabalho encontrou-se uma baixa percentagem de parasitismo gastrointestinal, tanto globalmente como por grupo, inclusive nos cães de alojamentos sem fins lucrativos. Estes resultados podem ser indicativos de uma maior sensibilização dos detentores dos animais e funcionários, que seguem as recomendações médicoveterinárias, através da adoção de profilaxia regular para controlo das parasitoses e da redução de comportamentos de risco, tais como acesso a carne e vísceras cruas, para além da remoção de fezes em espaços públicos, o que reduz a contaminação ambiental. Destaca-se ainda o facto de se ter encontrado o parasita Alaria alata num dos animais e o potencial zoonótico que este pode representar. |
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