Publicação
Indicadores de PMO para projetos ágeis
| Resumo: | Ao longo dos últimos anos, as metodologias ágeis de desenvolvimento de software e em particular a framework Scrum, têm vindo a conquistar o espaço que outrora pertenceu exclusivamente aos modelos tradicionais, como o de Cascata. Neste estudo, analisaram-se as práticas da indústria na transição entre estes paradigmas, essencialmente ao nível das métricas utilizadas na monitorização do desempenho de projetos e equipas. O primeiro inquérito confirmou a observância plena dos conceitos avançados pela bibliografia nas práticas da indústria, materializada pela alteração da relevância das variáveis de monitorização e das métricas utilizadas, conforme seria expectável. Em projetos tradicionais, custo e tempo foram consideradas as variáveis de monitorização mais relevantes e o Earned Value Management (EVM) foi o método de avaliação preferencial. Em projetos ágeis, a produtividade das equipas assumiu a posição de maior relevância, em detrimento do custo e tempo dos projetos, e a Velocidade estabeleceu-se como a métrica mais utilizada na sua medição. Isto evidenciou a necessidade de definir um conjunto de métricas que complementasse a informação disponível, possibilitando a melhoria do desempenho das equipas, um planeamento mais preciso e um processo de tomada de decisão devidamente informado. Posteriormente, foi analisada a solução proposta por Jeff Sutherland e Scott Downey para endereçar estas limitações. Os resultados revelaram a aceitação generalizada quanto a relevância das métricas e demonstraram que as equipas onde estas foram utilizadas, atingiram um aumento de produtividade significativamente superior à das demais. Todavia, a grande maioria das equipas não conseguiu atingir o percentual desejável. Os resultados obtidos sugerem que as implementações incompletas do Scrum, onde não são integrados os elementos basilares que garantem a prosperidade deste ecossistema, podem estar na origem do impedimento a obtenção de melhores resultados. Foi ainda possível constatar a incapacidade do Project Management Office (PMO) em adaptar-se a este ambiente ágil, devido à ancoragem na forma tradicional de gerir projetos. Apesar de comprovada a possibilidade de aumentar significativamente a produtividade das equipas Scrum através de um conjunto específico de métricas, denotou-se uma necessidade emergente na compreensão desta framework. Os resultados facultam ainda uma nova perspetiva sobre a restruturação necessária no PMO, para que este possa auxiliar na alavancagem do sucesso destas equipas, projetos e organizações. |
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| Autores principais: | Ó, Francisco Martim Tomé Gonçalves do |
| Assunto: | Scrum Métricas Produtividade PMO Trabalhos de projecto de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Ao longo dos últimos anos, as metodologias ágeis de desenvolvimento de software e em particular a framework Scrum, têm vindo a conquistar o espaço que outrora pertenceu exclusivamente aos modelos tradicionais, como o de Cascata. Neste estudo, analisaram-se as práticas da indústria na transição entre estes paradigmas, essencialmente ao nível das métricas utilizadas na monitorização do desempenho de projetos e equipas. O primeiro inquérito confirmou a observância plena dos conceitos avançados pela bibliografia nas práticas da indústria, materializada pela alteração da relevância das variáveis de monitorização e das métricas utilizadas, conforme seria expectável. Em projetos tradicionais, custo e tempo foram consideradas as variáveis de monitorização mais relevantes e o Earned Value Management (EVM) foi o método de avaliação preferencial. Em projetos ágeis, a produtividade das equipas assumiu a posição de maior relevância, em detrimento do custo e tempo dos projetos, e a Velocidade estabeleceu-se como a métrica mais utilizada na sua medição. Isto evidenciou a necessidade de definir um conjunto de métricas que complementasse a informação disponível, possibilitando a melhoria do desempenho das equipas, um planeamento mais preciso e um processo de tomada de decisão devidamente informado. Posteriormente, foi analisada a solução proposta por Jeff Sutherland e Scott Downey para endereçar estas limitações. Os resultados revelaram a aceitação generalizada quanto a relevância das métricas e demonstraram que as equipas onde estas foram utilizadas, atingiram um aumento de produtividade significativamente superior à das demais. Todavia, a grande maioria das equipas não conseguiu atingir o percentual desejável. Os resultados obtidos sugerem que as implementações incompletas do Scrum, onde não são integrados os elementos basilares que garantem a prosperidade deste ecossistema, podem estar na origem do impedimento a obtenção de melhores resultados. Foi ainda possível constatar a incapacidade do Project Management Office (PMO) em adaptar-se a este ambiente ágil, devido à ancoragem na forma tradicional de gerir projetos. Apesar de comprovada a possibilidade de aumentar significativamente a produtividade das equipas Scrum através de um conjunto específico de métricas, denotou-se uma necessidade emergente na compreensão desta framework. Os resultados facultam ainda uma nova perspetiva sobre a restruturação necessária no PMO, para que este possa auxiliar na alavancagem do sucesso destas equipas, projetos e organizações. |
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