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Estimating the urban wage premium in Portugal using longitudinal microdata

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Resumo:O presente estudo estima o prémio salarial urbano em Portugal utilizando microdados longitudinais dos Quadros de Pessoal, ao nível do trabalhador. O objetivo deste estudo é quantificar o impacto das economias de aglomeração urbana e do capital humano nos salários-hora dos trabalhadores, ao nível do município, controlando para características dos trabalhadores relacionadas com o nível educacional, qualificações, experiência, ocupação e setor de atividade. Os resultados obtidos revelam a existência de um prémio salarial urbano resultante de economias de aglomeração de 0.03% a 0.04% (elasticidade salário hora–densidade de emprego). Isto é, em média, uma duplicação da densidade de emprego está associada a um aumento do salário-hora entre 3% e 4%, ceteris paribus. Adicionalmente, a evidência sugere que o efeito não é homogéneo entre concelhos e varia de acordo com a dimensão do município: mais concretamente, o efeito parece ser superior para os concelhos de média-grande dimensão do que para os maiores concelhos (com mais de 200.000 habitantes), o que indicia possíveis deseconomias de aglomeração a partir deste limiar, no contexto português.
Autores principais:Couto, Inês da Cruz do
Assunto:Prémio salarial urbano Economias de aglomeração Municípios Microdados longitudinais Urban wage premium Agglomeration economies Municipalities Longitudinal microdata
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo estima o prémio salarial urbano em Portugal utilizando microdados longitudinais dos Quadros de Pessoal, ao nível do trabalhador. O objetivo deste estudo é quantificar o impacto das economias de aglomeração urbana e do capital humano nos salários-hora dos trabalhadores, ao nível do município, controlando para características dos trabalhadores relacionadas com o nível educacional, qualificações, experiência, ocupação e setor de atividade. Os resultados obtidos revelam a existência de um prémio salarial urbano resultante de economias de aglomeração de 0.03% a 0.04% (elasticidade salário hora–densidade de emprego). Isto é, em média, uma duplicação da densidade de emprego está associada a um aumento do salário-hora entre 3% e 4%, ceteris paribus. Adicionalmente, a evidência sugere que o efeito não é homogéneo entre concelhos e varia de acordo com a dimensão do município: mais concretamente, o efeito parece ser superior para os concelhos de média-grande dimensão do que para os maiores concelhos (com mais de 200.000 habitantes), o que indicia possíveis deseconomias de aglomeração a partir deste limiar, no contexto português.