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Delinquência juvenil : estudo de algumas variáveis psicológicas e relacionais com ênfase nos traços psicopáticos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na presente investigação pretendeu-se analisar a influência de algumas variáveis psicológicas e relacionais na delinquência juvenil, com especial ênfase nos traços psicopáticos, mas focando também outras variáveis como problemas de comportamento, delinquência auto-relatada, auto-estima e desejabilidade social. Foi também analisada a influência de variáveis sócio-demográficas e de tipo criminal. Para avaliação dos constructos em estudo efectuou-se a validação de diversos instrumentos psicométricos, nomeadamente do Dispositivo de Despiste de Processo Anti-social versão de auto-resposta (APSD-SR; Muñoz & Frick, 2007), do Questionário de Capacidades e de Dificuldades versão de auto-resposta (SDQ-SR; Goodman et al., 1998), da Escala de Delinquência Auto-relatada Adaptada (ASDS; Carroll et al., 1996), da Escala de Auto-estima de Rosenberg (RSES; Rosenberg, 1989) e da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (Ballard, 1992) versão curta, além de se ter construído um questionário sócio-demográfico e um questionário de tipo criminal. Recorreu-se a uma amostra total de 760 participantes, subdividida numa amostra forense de 250 participantes dos sexos masculino (n = 221) e feminino (n = 29) provenientes dos Centros Educativos do Ministério da Justiça e numa amostra escolar de 510 participantes do sexo masculino (n = 322) e do sexo feminino (n = 188) provenientes de escolas da região da Grande Lisboa. Os resultados das validações dos instrumentos psicométricos de uma forma geral foram considerados de satisfatórios a bons, com excepção do SDQ-SR devido a problemas detectados na estrutura factorial e na consistência interna. Os resultados relativos aos testes das hipóteses indicaram que os jovens da amostra forense possuem características psicológicas e relacionais (e.g., traços psicopáticos, problemas de comportamento, comportamentos delinquentes, auto-estima) que permitem diferenciá-los da amostra escolar; os jovens do sexo masculino da amostra forense apresentam valores gerais mais altos de traços psicopáticos e de traços calosos/não-emocionais que as jovens do sexo feminino. Os jovens com traços psicopáticos altos apresentam valores nas variáveis analisadas (e.g., problemas de comportamento, comportamentos delinquentes, precocidade de envolvimento em actividades criminais, precocidade de envolvimento com o sistema judicial) que permitem diferenciá-los dos jovens com traços psicopáticos baixos. Existe capacidade de previsão de pertença a amostras e a grupos diferentes com base nas variáveis analisadas (e.g., traços psicopáticos, problemas de comportamento), e o narcisismo tem uma associação mais forte com a delinquência auto-relatada que a auto-estima.
Autores principais:Pechorro, Pedro
Assunto:Delinquência juvenil Transtornos da personalidade Auto-estima Aceitação social Transtorno da conduta Teses de doutoramento - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Na presente investigação pretendeu-se analisar a influência de algumas variáveis psicológicas e relacionais na delinquência juvenil, com especial ênfase nos traços psicopáticos, mas focando também outras variáveis como problemas de comportamento, delinquência auto-relatada, auto-estima e desejabilidade social. Foi também analisada a influência de variáveis sócio-demográficas e de tipo criminal. Para avaliação dos constructos em estudo efectuou-se a validação de diversos instrumentos psicométricos, nomeadamente do Dispositivo de Despiste de Processo Anti-social versão de auto-resposta (APSD-SR; Muñoz & Frick, 2007), do Questionário de Capacidades e de Dificuldades versão de auto-resposta (SDQ-SR; Goodman et al., 1998), da Escala de Delinquência Auto-relatada Adaptada (ASDS; Carroll et al., 1996), da Escala de Auto-estima de Rosenberg (RSES; Rosenberg, 1989) e da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (Ballard, 1992) versão curta, além de se ter construído um questionário sócio-demográfico e um questionário de tipo criminal. Recorreu-se a uma amostra total de 760 participantes, subdividida numa amostra forense de 250 participantes dos sexos masculino (n = 221) e feminino (n = 29) provenientes dos Centros Educativos do Ministério da Justiça e numa amostra escolar de 510 participantes do sexo masculino (n = 322) e do sexo feminino (n = 188) provenientes de escolas da região da Grande Lisboa. Os resultados das validações dos instrumentos psicométricos de uma forma geral foram considerados de satisfatórios a bons, com excepção do SDQ-SR devido a problemas detectados na estrutura factorial e na consistência interna. Os resultados relativos aos testes das hipóteses indicaram que os jovens da amostra forense possuem características psicológicas e relacionais (e.g., traços psicopáticos, problemas de comportamento, comportamentos delinquentes, auto-estima) que permitem diferenciá-los da amostra escolar; os jovens do sexo masculino da amostra forense apresentam valores gerais mais altos de traços psicopáticos e de traços calosos/não-emocionais que as jovens do sexo feminino. Os jovens com traços psicopáticos altos apresentam valores nas variáveis analisadas (e.g., problemas de comportamento, comportamentos delinquentes, precocidade de envolvimento em actividades criminais, precocidade de envolvimento com o sistema judicial) que permitem diferenciá-los dos jovens com traços psicopáticos baixos. Existe capacidade de previsão de pertença a amostras e a grupos diferentes com base nas variáveis analisadas (e.g., traços psicopáticos, problemas de comportamento), e o narcisismo tem uma associação mais forte com a delinquência auto-relatada que a auto-estima.