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Efeito da aplicação de 3 antagonistas/inibidores de giberelinas na síndrome de blossom-end-rot em tomateiro

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Resumo:A síndrome de BER (“Blossom-End Rot”, podridão apical) é uma das causas de perdas de produção mais significativas em culturas horticolas como pepino, tomate e melão. Na empresa Ana Carvalho procurou-se minimizar este distúrbio fisiológico na cultivar Cândido da variedade tomate rosa enxertado em Tro141 cultivada em estufa, recorrendo à aplicação de diferentes reguladores de crescimento (paclobutrazol, prohexadiona-Ca e ácido abscísico) que inibem a fitohormona giberelina e avaliando-se o seu efeito na incidência de BER e no desempenho produtivo e económico da cultura. Foram realizadas aplicações semanais de 200 mL por regulador de crescimento: paclobutrazol (40 mg/L), prohexadiona-Ca (300 mg/L), ácido abscísico foliar (208 mg/L), ácido abscísico na rega com a mesma concentração e uma mistura de ácido abscísico (208 mg/L) com prohexadiona-Ca (300 mg/L). O grupo controlo (sem regulador aplicado) registou cerca de 11,06% de incidência de BER, o paclobutrazol reduziu a incidência de BER para 0%, aumentando a produção viável em 0,5 kg/planta, apesar de causar encurtamento dos entrenós. A combinação de prohexadiona-Ca e de ácido abscísico foliar reduziu a incidência de BER para 0,42%, aumentando aumentou a produção viável em 1,18 kg/planta. O ácido abscísico foliar reduziu a BER para 1,12%, aumentando a produção viável em 0,75 kg/planta. A aplicação via rega do ácido abscísico, embora aumentasse a produção total em 1,04 kg/planta e a produção viável em 1,16 kg/planta, foi menos eficaz na redução da BER (7,16%). A prohexadiona-Ca aplicada isoladamente, além de não ser economicamente viável, diminuiu a BER para 7,34% e reduziu a produção total em 1,2 kg/planta e a produção viável em 0,9 kg/planta. Os resultados indicam que as fitohormonas como antagonistas das giberelinas podem atuar na redução de BER, devendo a escolha do regulador de crescimento e sua forma de aplicação considerar a cultura, as condições ambientais e os objetivos de produção.
Autores principais:Carvalho, Luís Miguel Clemente
Assunto:Solanum lycopersicum L. cálcio paclobutrazol Prohexadiona-Ca ácido abscísico calcium Prohexadione-Ca Abscísic acid
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A síndrome de BER (“Blossom-End Rot”, podridão apical) é uma das causas de perdas de produção mais significativas em culturas horticolas como pepino, tomate e melão. Na empresa Ana Carvalho procurou-se minimizar este distúrbio fisiológico na cultivar Cândido da variedade tomate rosa enxertado em Tro141 cultivada em estufa, recorrendo à aplicação de diferentes reguladores de crescimento (paclobutrazol, prohexadiona-Ca e ácido abscísico) que inibem a fitohormona giberelina e avaliando-se o seu efeito na incidência de BER e no desempenho produtivo e económico da cultura. Foram realizadas aplicações semanais de 200 mL por regulador de crescimento: paclobutrazol (40 mg/L), prohexadiona-Ca (300 mg/L), ácido abscísico foliar (208 mg/L), ácido abscísico na rega com a mesma concentração e uma mistura de ácido abscísico (208 mg/L) com prohexadiona-Ca (300 mg/L). O grupo controlo (sem regulador aplicado) registou cerca de 11,06% de incidência de BER, o paclobutrazol reduziu a incidência de BER para 0%, aumentando a produção viável em 0,5 kg/planta, apesar de causar encurtamento dos entrenós. A combinação de prohexadiona-Ca e de ácido abscísico foliar reduziu a incidência de BER para 0,42%, aumentando aumentou a produção viável em 1,18 kg/planta. O ácido abscísico foliar reduziu a BER para 1,12%, aumentando a produção viável em 0,75 kg/planta. A aplicação via rega do ácido abscísico, embora aumentasse a produção total em 1,04 kg/planta e a produção viável em 1,16 kg/planta, foi menos eficaz na redução da BER (7,16%). A prohexadiona-Ca aplicada isoladamente, além de não ser economicamente viável, diminuiu a BER para 7,34% e reduziu a produção total em 1,2 kg/planta e a produção viável em 0,9 kg/planta. Os resultados indicam que as fitohormonas como antagonistas das giberelinas podem atuar na redução de BER, devendo a escolha do regulador de crescimento e sua forma de aplicação considerar a cultura, as condições ambientais e os objetivos de produção.