Publicação
Avaliação das aprendizagens : o processo de regulação do feedback - um estudo em Físico-Química no 3º Ciclo do Ensino Básico
| Resumo: | Este estudo teve como objectivo estudar o feedback fornecido às produções dos alunos, do 3° ciclo do ensino básico, em Físico-Química. Formulei três questões de investigação às quais procurei dar resposta:'(1) Quais as características do feedback que favorecem a aprendizagem dos alunos?; (2) Quais as limitações e grau de aplicabilidade dos processos de feedback?; (3) Como evoluiu a escrita do feedback fornecido às produções dos alunos? O estudo envolveu a participação de duas professoras de Físico-Química e os alunos de duas turmas. Em conjunto seleccionámos e desenvolvemos 5 instrumentos de aprendizagem/avaliação e elaborámos comentários escritos às primeiras versões. A metodologia de investigação adoptada foi de natureza qualitativa e interpretativa e incluiu a observação de aulas e de sessões de trabalho, a realização de entrevistas à professora participante e a três alunos, e a recolha de produções escritas destes alunos. A análise seguiu preferencialmente a análise de conteúdo, e as categorias foram definidas ao longo do estudo. Embora os comentários eficazes para uns alunos possam não o ser para outros, as características que parecem facilitar o processo de regulação das aprendizagens são: uma caligrafia legível; proximidade à parte da produção a que se referem; descriminação de cada tarefa a realizar num tópico diferente (evitando-se solicitar, a realização de muitas tarefas); utilização da forma interrogativa como estímulo à reflexão e da forma imperativa para solicitar a alteração/melhoria da produção; utilização de um vocabulário simples e de expressões familiares dos alunos; concretos, contextualizados e directamente relacionados com a produção, indicando os seus pontos fortes; curtos e directos quando envolvem competências menos complexas (ou mais desenvolvidas), mas que forneçam estratégias relativamente à forma como pode ser feita a revisão quando envolvem competências mais complexas, evitando dar parte da resposta. O grau de aplicabilidade da escrita avaliativa depende do conhecimento que o professor tem sobre os alunos, da capacidade em fornecer o feedback num curto intervalo de tempo, tendo em conta que se trata de um processo moroso e exigente, da sua utilização sistemática e de factores motivacionais. A evolução do processo de escrita avaliativa foi ocorrendo ao longo do projecto à medida que íamos analisando o desempenho dos alunos em relação ao feedback que lhes tinha sido fornecido. |
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| Autores principais: | Bruno, Inês Duarte, 1980- |
| Assunto: | Físico-química Avaliação das aprendizagens Feedback Avaliação reguladora Teses de mestrado - 2006 |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo teve como objectivo estudar o feedback fornecido às produções dos alunos, do 3° ciclo do ensino básico, em Físico-Química. Formulei três questões de investigação às quais procurei dar resposta:'(1) Quais as características do feedback que favorecem a aprendizagem dos alunos?; (2) Quais as limitações e grau de aplicabilidade dos processos de feedback?; (3) Como evoluiu a escrita do feedback fornecido às produções dos alunos? O estudo envolveu a participação de duas professoras de Físico-Química e os alunos de duas turmas. Em conjunto seleccionámos e desenvolvemos 5 instrumentos de aprendizagem/avaliação e elaborámos comentários escritos às primeiras versões. A metodologia de investigação adoptada foi de natureza qualitativa e interpretativa e incluiu a observação de aulas e de sessões de trabalho, a realização de entrevistas à professora participante e a três alunos, e a recolha de produções escritas destes alunos. A análise seguiu preferencialmente a análise de conteúdo, e as categorias foram definidas ao longo do estudo. Embora os comentários eficazes para uns alunos possam não o ser para outros, as características que parecem facilitar o processo de regulação das aprendizagens são: uma caligrafia legível; proximidade à parte da produção a que se referem; descriminação de cada tarefa a realizar num tópico diferente (evitando-se solicitar, a realização de muitas tarefas); utilização da forma interrogativa como estímulo à reflexão e da forma imperativa para solicitar a alteração/melhoria da produção; utilização de um vocabulário simples e de expressões familiares dos alunos; concretos, contextualizados e directamente relacionados com a produção, indicando os seus pontos fortes; curtos e directos quando envolvem competências menos complexas (ou mais desenvolvidas), mas que forneçam estratégias relativamente à forma como pode ser feita a revisão quando envolvem competências mais complexas, evitando dar parte da resposta. O grau de aplicabilidade da escrita avaliativa depende do conhecimento que o professor tem sobre os alunos, da capacidade em fornecer o feedback num curto intervalo de tempo, tendo em conta que se trata de um processo moroso e exigente, da sua utilização sistemática e de factores motivacionais. A evolução do processo de escrita avaliativa foi ocorrendo ao longo do projecto à medida que íamos analisando o desempenho dos alunos em relação ao feedback que lhes tinha sido fornecido. |
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