Publicação

Colangite biliar primária : tratamento clássico e novas perspetivas

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Colangite Biliar Primária (CBP) é uma doença hepática colestática progressiva, autoimune, crónica, que afeta maioritariamente o sexo feminino. Classicamente, o diagnóstico é realizado através da presença de autoanticorpos AMA séricos, elevação da fosfatase alcalina e evidência histológica de destruição progressiva não supurativa dos colangiócitos dos pequenos ductos biliares interlobulares. A patogénese da CBP é complexa e resulta da interação entre fatores de risco genéticos, ambientais e imunológicos. Com a inflamação contínua ocorre destruição dos colangiócitos, retenção dos ácidos biliares e colestase progressiva, culminando em fibrose e mais tarde, cirrose. O primeiro fármaco aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) foi o Ácido Ursodesoxicólico (AUDC) há 20 anos. Este tratamento reduz a progressão da doença, contudo, cerca de 30% a 40% dos doentes tem uma resposta sub-ótima ou é intolerante. Em 2016, o Ácido Obeticólico foi aprovado como tratamento de 2º linha para os doentes intolerantes ou que não respondem adequadamente ao AUDC. Nos dias correntes, o transplante hepático é a única terapêutica efetiva e curativa para os doentes com doença hepática terminal. Este artigo de revisão irá basear-se nos tratamentos aprovados atualmente e nas novas perspetivas terapêuticas para a CBP.
Autores principais:Henriques, Ana Carolina Freitas
Assunto:Colangite biliar primária Colestase Fígado Guidelines Gastroenterologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Colangite Biliar Primária (CBP) é uma doença hepática colestática progressiva, autoimune, crónica, que afeta maioritariamente o sexo feminino. Classicamente, o diagnóstico é realizado através da presença de autoanticorpos AMA séricos, elevação da fosfatase alcalina e evidência histológica de destruição progressiva não supurativa dos colangiócitos dos pequenos ductos biliares interlobulares. A patogénese da CBP é complexa e resulta da interação entre fatores de risco genéticos, ambientais e imunológicos. Com a inflamação contínua ocorre destruição dos colangiócitos, retenção dos ácidos biliares e colestase progressiva, culminando em fibrose e mais tarde, cirrose. O primeiro fármaco aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) foi o Ácido Ursodesoxicólico (AUDC) há 20 anos. Este tratamento reduz a progressão da doença, contudo, cerca de 30% a 40% dos doentes tem uma resposta sub-ótima ou é intolerante. Em 2016, o Ácido Obeticólico foi aprovado como tratamento de 2º linha para os doentes intolerantes ou que não respondem adequadamente ao AUDC. Nos dias correntes, o transplante hepático é a única terapêutica efetiva e curativa para os doentes com doença hepática terminal. Este artigo de revisão irá basear-se nos tratamentos aprovados atualmente e nas novas perspetivas terapêuticas para a CBP.