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Sobre a participação de Portugal na União Europeia e o Mundo lusófono como espaço económico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A comunicação de Francisco Torres propõe-se fazer uma análise e também um balanço da participação de Portugal no processo de União Económica e Monetária na Europa. E uma comunicação muito interessante, bem estruturada e que exprime, com clareza, uma linha de pensamento e uma tomada de posição nem sempre concordantes com as opções que, sucessivamente, foram sendo tomadas e que acabaram por conduzir Portugal ao grupo da frente do euro, juntamente com a Alemanha, a França, a Itália, a Espanha, a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo, a Áustria, a Finlândia e a Irlanda. Dividirei este meu comentário em duas partes. Numa primeira, farei algumas observações sobre a comunicação, propriamente dita. Tendo em conta as naturais limitações de tempo e espaço, concentrar-me-ei em três ideias fundamentais que me parecem condensar a posição do autor sobre o processo que levou à substituição do escudo pelo euro, a nova moeda portuguesa. Uma substituição de moeda que, no caso da experiência recente do Brasil, se tornou um fenómeno recorrente, mas que, no caso de Portugal, tem sido rara. O real, criado em 1435) foi a moeda portuguesa durante quase 500 anos, tendo sido substituído pelo escudo em 1911, na proporção de 1/1000. De então para cá, até à criação do euro em 1 de Janeiro de 1999, não se verificou qualquer alteração. Agora, o escudo mais não é do que a roupa interna do euro, na razão de 1 euro para 200,482 escudos, até que a roupa definitiva esteja pronta em 1 de janeiro de 2002. Numa segunda parte deste meu comentário, e tendo em conta a razão de ser deste Encontro, aproveitaria o balanço para formular algumas ideias sobre o modo como as relações Portugal-Brasil poderão ser perspectivadas no quadro actual das suas inserções regionais e das tendências mais gerais de globalização.
Autores principais:Mendonça, António
Assunto:História económica Relações económicas bilaterais Investimento externo Cooperação e desenvolvimento Globalização União Europeia Integração económica e regional União monetária Desenvolvimento económico ortugal - Brasil
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A comunicação de Francisco Torres propõe-se fazer uma análise e também um balanço da participação de Portugal no processo de União Económica e Monetária na Europa. E uma comunicação muito interessante, bem estruturada e que exprime, com clareza, uma linha de pensamento e uma tomada de posição nem sempre concordantes com as opções que, sucessivamente, foram sendo tomadas e que acabaram por conduzir Portugal ao grupo da frente do euro, juntamente com a Alemanha, a França, a Itália, a Espanha, a Holanda, a Bélgica, o Luxemburgo, a Áustria, a Finlândia e a Irlanda. Dividirei este meu comentário em duas partes. Numa primeira, farei algumas observações sobre a comunicação, propriamente dita. Tendo em conta as naturais limitações de tempo e espaço, concentrar-me-ei em três ideias fundamentais que me parecem condensar a posição do autor sobre o processo que levou à substituição do escudo pelo euro, a nova moeda portuguesa. Uma substituição de moeda que, no caso da experiência recente do Brasil, se tornou um fenómeno recorrente, mas que, no caso de Portugal, tem sido rara. O real, criado em 1435) foi a moeda portuguesa durante quase 500 anos, tendo sido substituído pelo escudo em 1911, na proporção de 1/1000. De então para cá, até à criação do euro em 1 de Janeiro de 1999, não se verificou qualquer alteração. Agora, o escudo mais não é do que a roupa interna do euro, na razão de 1 euro para 200,482 escudos, até que a roupa definitiva esteja pronta em 1 de janeiro de 2002. Numa segunda parte deste meu comentário, e tendo em conta a razão de ser deste Encontro, aproveitaria o balanço para formular algumas ideias sobre o modo como as relações Portugal-Brasil poderão ser perspectivadas no quadro actual das suas inserções regionais e das tendências mais gerais de globalização.