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(Re)construindo o futuro:

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Resumo:O presente Projeto Final de Mestrado surge como resposta a um cenário complexo e multifacetado que afeta Portugal, sendo este a interligação entre a crise habitacional, a negligência perante as áreas rurais do interior e a necessidade de “sustentabilizar” a indústria da Arquitetura no país. O estudo destaca, deste modo, a incerteza económica que afeta a atual população portuguesa e explora como a vertente sustentável da Arquitetura pode oferecer uma solução viável ao desafio contemporâneo identificado, ou seja, à conceção de um projeto habitacional, de cariz autónomo e considerativo da respetiva situação económica. A falta de habitação acessível, um dos preocupantes fatores que caracteriza a crise habitacional em Portugal, trata-se do problema em destaque ao logo do estudo, visto que afeta consideravelmente, e quase totalmente, a população. Este cenário é, por sua vez, exacerbado pela inflação persistente, que reduz o poder de compra dos cidadãos, tal como, paralelamente, as políticas governamentais que embora bem intencionadas têm demonstrado ineficácia na resolução desta crise crescente. O interior rural português, bastante negligenciado, é por sua vez identificado como um local estratégico para a implementação do projeto pois, para além de bastante necessitado, possui o potencial para a implementação de projetos que procurem a redução da pegada carbónica e a promoção da independência energética isto, estimulando sempre o desenvolvimento do interior tal como contribuindo para a revitalização das áreas rurais subutilizadas. Tendo isto em conta, a vertente sustentável da Arquitetura emerge como uma possível resposta a esta complexa equação pois, ao contrário do que a indústria Portuguesa se encontra acostumada a fazer, isto é, dar prioridade aos tipos de construção que possuam um menor custo inicial ignorando os futuros custos de manutenção e respetivos impactos ambientais, argumenta-se que as construções sustentáveis não apenas contribuam para a preservação ambiental como também possam ser economicamente vantajosas quando consideradas a longo prazo. Esta perspetiva transcende, deste modo, a mera solução habitacional pois incorpora uma resposta abrangente às preocupações ambientais e políticas, adotando princípios da sustentabilidade e tornando-se um modelo de respeito pelo ambiente, isto enquanto atende às necessidades habitacionais dos cidadãos. Esta abordagem não só descongestiona as áreas metropolitanas saturadas, como promove um desenvolvimento territorial mais equitativo, estimulando o crescimento económico e a resiliência das comunidades rurais. Em última análise, destaca o potencial transformador da Arquitetura Sustentável como um catalisador para um Portugal mais inclusivo, considerativo e resiliente.
Autores principais:Abreu, Maria Beatriz Costa e
Assunto:habitação modular construção faseada economia autonomia Santarém rural modular housing phased construction | Economy economy autonomy
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente Projeto Final de Mestrado surge como resposta a um cenário complexo e multifacetado que afeta Portugal, sendo este a interligação entre a crise habitacional, a negligência perante as áreas rurais do interior e a necessidade de “sustentabilizar” a indústria da Arquitetura no país. O estudo destaca, deste modo, a incerteza económica que afeta a atual população portuguesa e explora como a vertente sustentável da Arquitetura pode oferecer uma solução viável ao desafio contemporâneo identificado, ou seja, à conceção de um projeto habitacional, de cariz autónomo e considerativo da respetiva situação económica. A falta de habitação acessível, um dos preocupantes fatores que caracteriza a crise habitacional em Portugal, trata-se do problema em destaque ao logo do estudo, visto que afeta consideravelmente, e quase totalmente, a população. Este cenário é, por sua vez, exacerbado pela inflação persistente, que reduz o poder de compra dos cidadãos, tal como, paralelamente, as políticas governamentais que embora bem intencionadas têm demonstrado ineficácia na resolução desta crise crescente. O interior rural português, bastante negligenciado, é por sua vez identificado como um local estratégico para a implementação do projeto pois, para além de bastante necessitado, possui o potencial para a implementação de projetos que procurem a redução da pegada carbónica e a promoção da independência energética isto, estimulando sempre o desenvolvimento do interior tal como contribuindo para a revitalização das áreas rurais subutilizadas. Tendo isto em conta, a vertente sustentável da Arquitetura emerge como uma possível resposta a esta complexa equação pois, ao contrário do que a indústria Portuguesa se encontra acostumada a fazer, isto é, dar prioridade aos tipos de construção que possuam um menor custo inicial ignorando os futuros custos de manutenção e respetivos impactos ambientais, argumenta-se que as construções sustentáveis não apenas contribuam para a preservação ambiental como também possam ser economicamente vantajosas quando consideradas a longo prazo. Esta perspetiva transcende, deste modo, a mera solução habitacional pois incorpora uma resposta abrangente às preocupações ambientais e políticas, adotando princípios da sustentabilidade e tornando-se um modelo de respeito pelo ambiente, isto enquanto atende às necessidades habitacionais dos cidadãos. Esta abordagem não só descongestiona as áreas metropolitanas saturadas, como promove um desenvolvimento territorial mais equitativo, estimulando o crescimento económico e a resiliência das comunidades rurais. Em última análise, destaca o potencial transformador da Arquitetura Sustentável como um catalisador para um Portugal mais inclusivo, considerativo e resiliente.