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O investimento directo estrangeiro em Portugal no período pós adesão às Comunidades Europeias: principais características e determinantes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A adesão de Portugal às comunidades Europeias (actual União Europeia) em 1986, coincidiu com um espectacular incremento das entradas de capitais estrangeiros no país sob a forma de investimento directo que, embora com quebras verificadas no início dos anos 90 associadas à recessão intemacional, se prolongou até ao presente. Uma observação mais atenta permite detectar, contudo, a existência de dois períodos distintos. Num primeiro, que vai até 1990, as entradas de capitais superam.largamente as saídas, resultantes de desinvestimento, gerando, em consequência, um crescimento contínuo do investimento líquido. Num período, que se afirma posteriormente, o desinvestimento adquire uma importância crescente gerando uma tendência confrária de diminuição acentuada do investimento líquido. Se conjugarmos este movimento com as saídas de capitais ligados ao investimento directo português no estrangeiro, constata-se que Portugal se transforma, em 1996, num exportador líquido de capitais. Neste trabalho pretende-se fazer uma caracterização destas tendências ao nível do investimento directo estrangeiro em Portugal, avaliar o seu significado em termos económicos reais e forrnular algumas hipóteses relativamente aos seus determinantes fundamentais. Com este objectivo dividiu-se a apresentação em três partes. Numa primeira faz-se uma caracterização geral dos fluxos de investimento directo estrangeiro em Portugal. Numa segunda a atenção incide sobre os fluxos de saída de capitais, associados normalmente a desinvestimento directo estrangeiro. Por fim, numa terceira parte procura-se avaliar a dimensão efectiva do problema do desinvestirnento e formular algumas hipóteses explicativas dos seus determinantes.
Autores principais:Mendonça, António
Assunto:Alargamento da CE Portugal Investimento directo estrangeiro
Ano:1998
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A adesão de Portugal às comunidades Europeias (actual União Europeia) em 1986, coincidiu com um espectacular incremento das entradas de capitais estrangeiros no país sob a forma de investimento directo que, embora com quebras verificadas no início dos anos 90 associadas à recessão intemacional, se prolongou até ao presente. Uma observação mais atenta permite detectar, contudo, a existência de dois períodos distintos. Num primeiro, que vai até 1990, as entradas de capitais superam.largamente as saídas, resultantes de desinvestimento, gerando, em consequência, um crescimento contínuo do investimento líquido. Num período, que se afirma posteriormente, o desinvestimento adquire uma importância crescente gerando uma tendência confrária de diminuição acentuada do investimento líquido. Se conjugarmos este movimento com as saídas de capitais ligados ao investimento directo português no estrangeiro, constata-se que Portugal se transforma, em 1996, num exportador líquido de capitais. Neste trabalho pretende-se fazer uma caracterização destas tendências ao nível do investimento directo estrangeiro em Portugal, avaliar o seu significado em termos económicos reais e forrnular algumas hipóteses relativamente aos seus determinantes fundamentais. Com este objectivo dividiu-se a apresentação em três partes. Numa primeira faz-se uma caracterização geral dos fluxos de investimento directo estrangeiro em Portugal. Numa segunda a atenção incide sobre os fluxos de saída de capitais, associados normalmente a desinvestimento directo estrangeiro. Por fim, numa terceira parte procura-se avaliar a dimensão efectiva do problema do desinvestirnento e formular algumas hipóteses explicativas dos seus determinantes.