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Estereótipos compósitos : origem de atributos emergentes em categorias compósitas

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Resumo:É muito difícil encontrar o ser humano organizado em categorias simples. No mundo real, pertencemos a diversas categorias que se sobrepõem umas às outras, criando um conflito interno. Perante este conflito, e na tentativa de encontrar uma solução, é normal utilizar um raciocínio causal que ajude a explicar o porquê de alguém pertencer a categorias tão diferentes entre si (Kunda, et al., 1990). Durante este processo de raciocínio, é normal encontrar atributos que não tenham sido observados quando só estão presentes categorias simples – Atributos Emergentes (Kunda et al., 1990; Hastie et al., 1990). Desta forma, é pretendido continuar o trabalho desenvolvido por Benrós et al., (no prelo). Estes autores continuaram por sua vez o trabalho desenvolvido por Kunda et al., (1990) e desenvolveram uma lista de categorias compósitas ricas em atributos emergentes. Num primeiro estudo, foi testada a probabilidade de os participantes acharem que uma pessoa daquela categoria compósita teria aquele atributo. Foram testadas duas condições de apresentação das listas diferentes – Agrupada e Aleatória. Com o objetivo de ver qual delas potenciaria mais atributos emergentes. Num segundo experimento, foi realizada uma tarefa de geração espontânea onde as categorias compósitas tinham uma categoria constituinte comum entre si com objetivo de observar a utilização de o raciocínio causal de uma forma mais direta. No primeiro estudo foi possível observar que, nas duas condições diferentes não houve qualquer tipo de diferença no que toca em atributos emergentes mas foi possível observar uma diferença a nível de atributos herdados e averaged. Foi também testada a diferença entre as metodologias utilizadas por Kunda et al., (1990) e Hastie et al., (1990), sendo que esta última gerou mais atributos emergentes. No segundo estudo, as categorias compósitas apresentaram mais atributos emergentes derivados da descrição livre quando comparadas com a tarefa de escalas de avaliação do estudo anterior. No entanto, não foi possível observar atributos emergentes repetidos nas categorias compósitas, apenas um atributo herdado foi semelhante nas três categorias, sugerindo que os participantes utilizaram um raciocínio causal quando pensaram nas categorias compósitas.
Autores principais:Cardoso, Maurício Oliveira Leitão da Silva
Assunto:Estereótipo (Psicologia) Atributos Categorias sócio-profissionais Teses de mestrado - 2019
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:É muito difícil encontrar o ser humano organizado em categorias simples. No mundo real, pertencemos a diversas categorias que se sobrepõem umas às outras, criando um conflito interno. Perante este conflito, e na tentativa de encontrar uma solução, é normal utilizar um raciocínio causal que ajude a explicar o porquê de alguém pertencer a categorias tão diferentes entre si (Kunda, et al., 1990). Durante este processo de raciocínio, é normal encontrar atributos que não tenham sido observados quando só estão presentes categorias simples – Atributos Emergentes (Kunda et al., 1990; Hastie et al., 1990). Desta forma, é pretendido continuar o trabalho desenvolvido por Benrós et al., (no prelo). Estes autores continuaram por sua vez o trabalho desenvolvido por Kunda et al., (1990) e desenvolveram uma lista de categorias compósitas ricas em atributos emergentes. Num primeiro estudo, foi testada a probabilidade de os participantes acharem que uma pessoa daquela categoria compósita teria aquele atributo. Foram testadas duas condições de apresentação das listas diferentes – Agrupada e Aleatória. Com o objetivo de ver qual delas potenciaria mais atributos emergentes. Num segundo experimento, foi realizada uma tarefa de geração espontânea onde as categorias compósitas tinham uma categoria constituinte comum entre si com objetivo de observar a utilização de o raciocínio causal de uma forma mais direta. No primeiro estudo foi possível observar que, nas duas condições diferentes não houve qualquer tipo de diferença no que toca em atributos emergentes mas foi possível observar uma diferença a nível de atributos herdados e averaged. Foi também testada a diferença entre as metodologias utilizadas por Kunda et al., (1990) e Hastie et al., (1990), sendo que esta última gerou mais atributos emergentes. No segundo estudo, as categorias compósitas apresentaram mais atributos emergentes derivados da descrição livre quando comparadas com a tarefa de escalas de avaliação do estudo anterior. No entanto, não foi possível observar atributos emergentes repetidos nas categorias compósitas, apenas um atributo herdado foi semelhante nas três categorias, sugerindo que os participantes utilizaram um raciocínio causal quando pensaram nas categorias compósitas.