Publicação
Identificação e avaliação dos fatores influenciadores no prognóstico infeção por encephalitozoon cuniculi no coelho doméstico (Oryctolagus cuniculus)
| Resumo: | Encephalitozoon cuniculi é um parasita microsporídeo, agente patogénico emergente pertencente ao reino Fungi com distribuição mundial, cujo principal hospedeiro é o coelho, podendo também infetar vários outros seres tal como o Homem, sendo considerado endémico em grande parte da população mundial de coelhos. É mais frequente a ocorrência de uma infeção subclínica, embora possa provocar lesão neurológica, renal e/ou ocular. Ainda não existe um protocolo terapêutico uniformizado para o tratamento da infeção por E. cuniculi devido à falta de estudos e à variância de respostas ao tratamento por parte de animais infetados por este parasita. Este estudo teve como principal objetivo identificar quais os fatores que podem afetar a capacidade de recuperação de um animal infetado por E. cuniculi de forma a facilitar o estabelecimento de um prognóstico. Foi utilizada uma amostra constituída por 111 coelhos cuja história clínica foi obtida a partir da base de dados informática do Centro Veterinário de Exóticos do Porto (CVEP) com uma idade ao diagnóstico compreendida entre 1 mês e 12 anos de idade. A idade média obtida no momento do diagnóstico foi de 3,063 e o rácio entre machos e fêmeas de 1,92:1. Foi detetada a presença de uma relação estatisticamente significativa entre a idade ao diagnóstico, presença de um quadro clínico renal, presença de vários quadros clínicos em conjunto, gravidade do head tilt, presença de incontinência urinária, parésia dos membros posteriores, rolling, anorexia e apatia, com as variáveis relacionadas com capacidade de recuperação do animal infetado por E. cuniculi na sua forma clínica, pelo que estas variáveis podem ser utilizadas para auxiliar o médico veterinário a estabelecer um prognóstico mais correto. |
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| Autores principais: | Pio, Luis Bernardo Pereira Ribeiro |
| Assunto: | Encephalitozoon cuniculi prognóstico coelho síndrome vestibular uveíte facoclástica Portugal Encephalitozoon cuniculi prognosis rabbit vestibular disease phacoclastic uveitis |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Encephalitozoon cuniculi é um parasita microsporídeo, agente patogénico emergente pertencente ao reino Fungi com distribuição mundial, cujo principal hospedeiro é o coelho, podendo também infetar vários outros seres tal como o Homem, sendo considerado endémico em grande parte da população mundial de coelhos. É mais frequente a ocorrência de uma infeção subclínica, embora possa provocar lesão neurológica, renal e/ou ocular. Ainda não existe um protocolo terapêutico uniformizado para o tratamento da infeção por E. cuniculi devido à falta de estudos e à variância de respostas ao tratamento por parte de animais infetados por este parasita. Este estudo teve como principal objetivo identificar quais os fatores que podem afetar a capacidade de recuperação de um animal infetado por E. cuniculi de forma a facilitar o estabelecimento de um prognóstico. Foi utilizada uma amostra constituída por 111 coelhos cuja história clínica foi obtida a partir da base de dados informática do Centro Veterinário de Exóticos do Porto (CVEP) com uma idade ao diagnóstico compreendida entre 1 mês e 12 anos de idade. A idade média obtida no momento do diagnóstico foi de 3,063 e o rácio entre machos e fêmeas de 1,92:1. Foi detetada a presença de uma relação estatisticamente significativa entre a idade ao diagnóstico, presença de um quadro clínico renal, presença de vários quadros clínicos em conjunto, gravidade do head tilt, presença de incontinência urinária, parésia dos membros posteriores, rolling, anorexia e apatia, com as variáveis relacionadas com capacidade de recuperação do animal infetado por E. cuniculi na sua forma clínica, pelo que estas variáveis podem ser utilizadas para auxiliar o médico veterinário a estabelecer um prognóstico mais correto. |
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