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Envolvimento do eixo renina-angiotensina na infeção pelo SARS-CoV-2: papel da enzima de conversão da angiotensina e dos antihipertensores ARA's na COVID-19

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Resumo:No final de 2019 o mundo conheceu uma nova pandemia. O vírus SARS-Cov-2 propagou se a uma escala mundial, sendo atualmente um problema de saúde publica fortemente monitorizada pelas organizações competentes. O vírus SARS-Cov-2 é um vírus RNA de cadeia simples positiva com envelope. Na sua estrutura apresenta a proteína S que tem vindo a demonstrar-se determinante na entrada do vírus nas células hospedeiras. As guidelines sugerem que a terapêutica para a infeção pelo vírus SARS Cov-2 assente na administração de glucocorticoides, antimaláricos e antivirais. A enzima de conversão da Angiotensina 2 funciona como recetor do vírus SARS-Cov-2. O domínio extracelular da enzima de conversão da Angiotensina 2 bem como a protéase transmembranar serina 2 (TMPRSS2) permitem a ligação e fusão da membrana viral SARS-COv 2 com as membranas celulares do hospedeiro. A enzima de conversão da Angiotensina 2 é responsável pela síntese de angiotensina-(1-7) a partir da angiotensina 2. A formação do complexo RBD-PD tem como consequência uma regulação negativa da angiotensina-(1-7), ocorrendo aumento dos níveis de angiotensina II e consequentemente ativação recetor da angiotensina tipo 1. Sucede-se ativação da cascata de inflamação, vasoconstrição, aumento da reabsorção de sódio no túbulo proximal e libertação de ADH com exacerbação da tensão arterial. Os antagonistas dos recetores da angiotensina estabelecerem uma ligação potente, competitiva e seletiva ao recetor AT1R, impedindo que a angiotensina II se ligue ao mesmo, promovendo o eixo ACE2/Ang-(1-7). A promoção do eixo da enzima da conversão da angiotensina 2 pode desempenhar um papel promotor da infeção pelo SARS-Cov-2 ou um papel protetor devido aos efeitos benéficos da angiotensina-(1-7). Apesar de in vitro a terapêutica com os bloqueadores dos recetores da angiotensina apontarem para um papel falicitador da infeção, in vivo os estudos até agora realizados apontam para um papel neutro ou positivo desta terapêutica.
Autores principais:Caldeira, Cândida Sofia Brazão Andrade
Assunto:Enzima da conversão da angiotensina Antagonistas dos recetores da angiotensina Angiotensina -(1-7) Hipertensão e Covid-19 Mestrado integrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:No final de 2019 o mundo conheceu uma nova pandemia. O vírus SARS-Cov-2 propagou se a uma escala mundial, sendo atualmente um problema de saúde publica fortemente monitorizada pelas organizações competentes. O vírus SARS-Cov-2 é um vírus RNA de cadeia simples positiva com envelope. Na sua estrutura apresenta a proteína S que tem vindo a demonstrar-se determinante na entrada do vírus nas células hospedeiras. As guidelines sugerem que a terapêutica para a infeção pelo vírus SARS Cov-2 assente na administração de glucocorticoides, antimaláricos e antivirais. A enzima de conversão da Angiotensina 2 funciona como recetor do vírus SARS-Cov-2. O domínio extracelular da enzima de conversão da Angiotensina 2 bem como a protéase transmembranar serina 2 (TMPRSS2) permitem a ligação e fusão da membrana viral SARS-COv 2 com as membranas celulares do hospedeiro. A enzima de conversão da Angiotensina 2 é responsável pela síntese de angiotensina-(1-7) a partir da angiotensina 2. A formação do complexo RBD-PD tem como consequência uma regulação negativa da angiotensina-(1-7), ocorrendo aumento dos níveis de angiotensina II e consequentemente ativação recetor da angiotensina tipo 1. Sucede-se ativação da cascata de inflamação, vasoconstrição, aumento da reabsorção de sódio no túbulo proximal e libertação de ADH com exacerbação da tensão arterial. Os antagonistas dos recetores da angiotensina estabelecerem uma ligação potente, competitiva e seletiva ao recetor AT1R, impedindo que a angiotensina II se ligue ao mesmo, promovendo o eixo ACE2/Ang-(1-7). A promoção do eixo da enzima da conversão da angiotensina 2 pode desempenhar um papel promotor da infeção pelo SARS-Cov-2 ou um papel protetor devido aos efeitos benéficos da angiotensina-(1-7). Apesar de in vitro a terapêutica com os bloqueadores dos recetores da angiotensina apontarem para um papel falicitador da infeção, in vivo os estudos até agora realizados apontam para um papel neutro ou positivo desta terapêutica.